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Camiseta “que carrega bateria”

Alexandre Moura. Publicado em 24 de fevereiro de 2017 às 11:31

Por Alexandre J. Beltrão Moura (*)

Uma inovadora tecnologia desenvolvida por pesquisadores da Faculdade de Ciências da Universidade do Porto, Portugal, possibilita o armazenamento de energia em tecidos, de forma semelhante a uma bateria tradicional.

Segundo os técnicos da universidade portuguesa, a nova tecnologia utiliza química, física, nanotecnologia e têxteis, para “guardar” energia servindo em tese, para, por exemplo, recarregar a bateria de um celular ou fornecer eletricidade para “iluminar” a roupa de um ciclista que pedala a noite.

Esta excelente ideia, venceu recentemente, o “Pitch Day” da Escola de Startups do UPTEC – Parque de Ciência e Tecnologia da Universidade do Porto.

O desafio agora é formalizar a empresa que tem o sugestivo nome de “WeStoreOnTex” e colocar ainda este ano, o produto no mercado europeu.

Projeto de Lei

Um PL (Projeto de Lei) de autoria do deputado federal pelo Paraná, João Arruda, propõem alterar a Lei 12.965/14, o chamado MCI – Marco Civil da Internet, “proibindo que decisões judiciais suspendam aplicativos da Internet”, como o Facebook, YouTubeWhatsApp. Segundo o deputado Arruda, “o objetivo da proposta é evitar que decisões judiciais interrompam, ainda que temporariamente, um serviço usado cotidianamente pelos internautas”.

O deputado lembra ainda que o MCI já “dispõe de modelos de sanções que se provaram efetivas, tornando desnecessária a suspensão temporária de atividades ou mesmo sua proibição de funcionamento, que prejudica toda a população brasileira”.

8,4 bilhões de “coisas”

Este é o número de “coisas” conectadas a Internet, previsto pela empresa multinacional Gartner, Inc, – especializada em estudos e estatísticas sobre o mercado de TICs (Tecnologias da Informação e Comunicação) -, até o final deste ano, em todo o mundo.

Caso o número se confirme, o crescimento, em relação a 2016, será superior a 30%. Ou seja, a “Internet das Coisas” (IoT) é uma realidade, veio para ficar e só vai crescer nos próximos anos.

Segundo ainda o relatório da Gartner, 67% da base instalada de IoT está localizada na América do Norte, na China e na União Europeia.

A tendência é que em 2018 o crescimento seja ainda maior, principalmente com a disseminação da construção de “Fabricas e Edifícios Inteligentes” em nível global.

Brasil

No Brasil, segundo informações da ANATEL – Agência Nacional de Telecomunicações, existem “cerca de 20 milhões de conexões máquina-máquina (M2M)”.

Esse é o principal tipo de conexão de IoT com relação a indústria.

No documento da ANATEL tem ainda a previsão que este número deve dobrar em 2020.

O Brasil hoje, é considerado um dos principais polos de IoT, sendo o quarto maior mercado consumidor de equipamentos conectados, em nível mundial.

Em outras palavras, estamos caminhando, tanto no mundo como no Brasil, para uma sociedade dependente de máquinas que se comunicam entre si e que estão cada vez mais, nos tornando dependentes de tecnologias que parecem saídas de um filme de ficção.

(*) Engenheiro Eletrônico

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Os artigos postados no Paraibaonline expressam essencialmente os pensamentos, valores e conceitos de seus autores, não representando, necessariamente, a linha editorial do portal, mas como estímulo e exercício da pluralidade de opiniões.

Alexandre Moura

Engenheiro Eletrônico, MBA em Software Business e Comércio Eletrônico, Diretor da Light Infocon Tecnologia S/A e Presidente da Federação das Associações Comerciais e Empresariais do Estado da Paraíba.

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