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Bitcoin

Alexandre Moura. Publicado em 1 de dezembro de 2017 às 11:52

Por Alexandre J. Beltrão Moura (*)

A “moeda virtual” (ou criptomoeda, para alguns) Bitcoin tem se expandido de forma geométrica, em nível mundial, nos últimos anos, chegando a valer vários milhares de dólares à unidade. Um dos grandes apelos deste tipo de “negócio” é a plataforma tecnológica que o protege, em um mundo virtual cheio de hackers.

A chamada blockchain, a plataforma tecnológica descentralizada que “registra e valida, todas as transações digitais da criptomoeda” e que “dá vida” a Bitcoin, sempre foi considerada a prova de invasão pelos criminosos da Internet (devido à forma de operação e tecnologia utilizada), sendo este um dos trunfos deste mercado.

Entretanto, agora uma ameaça paira no horizonte. Trata-se dos “supercomputadores” que utilizam a tecnologia quântica, em sua construção.

Segundo pesquisadores da Universidade Nacional de Singapura, o que protege as transações de moedas digitais como a Bitcoin, pode ficar vulnerável a invasão e golpes pela Internet, através do grande aumento de processamento de dados (que os computadores quânticos estão trazendo ao mundo da informática) e, por conseguinte, capacidade de “quebrar” proteções destes e de outros sistemas (em teoria), inclusive os militares.

Na realidade, não é só as moedas virtuais que estão ameaçadas e sim os sistemas informatizados de qualquer empresa ou governo. Será?

Resultados

Segundo dados divulgados pela Ebit (www.ebit.com.br), entidade que pesquisa e analisa o e-commerce (Comércio Eletrônico) no Brasil, na última “Black Friday”, as lojas virtuais brasileiras faturaram R$ 3,2 bilhões.

Na realidade, o período “computado de vendas” e analisado pela Ebit, foi o compreendido entre os dias 23 (véspera da “Black Friday”) e 27 (a denominada “Cyber Monday”) do mês passado.

Este faturamento representou uma alta de 8,7%, ante o mesmo período de 2016 (faturamento de R$ 2,9 bilhões). Pela análise, houve também um aumento de 16,1% no número de pedidos, que passaram de 5,2 milhões para 6,1 milhões. Por outro lado, o tíquete médio “encolheu” 6,4%, passando de R$ 555,00 no ano passado para R$ 520,00 este ano.

O levantamento também mostrou que a “Cyber Monday” (segunda-feira seguinte a Black Friday), está ganhando força como outra data de descontos, com as lojas aproveitando para zerar totalmente os estoques.

Os produtos líderes de venda no período analisado, foram os Eletrodomésticos com 22% das vendas totais e os Telefones Celulares com também, 22%.

Sem previsão?

Matéria publicada pela “Agência Estado”, afirma que a previsão oficial do tempo no Brasil pode ser interrompida por falta de recursos financeiros.

Segundo a matéria, o CPTec – Centro de Previsão de Tempo e Meteorologia, entidade ligada ao INPE – Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais, e onde se encontra instalado o “Tupã”, um supercomputador que é “o principal instrumento para previsões meteorológicas do país”, mas que já está obsoleto (já tem 7 anos de uso) e precisa ser substituído, tem apresentado diversos problemas de operação.

O problema é que não existem verbas para substituí-lo. O custo previsto para aquisição de um novo é de R$ 120 milhões. Pelo visto, a previsão é “de tempo ruim para a meteorologia nacional”.

Realidade Virtual

Enquanto isso, a Reuters, agência de notícias internacional, informa que a China criou o “Primeiro Parque Temático de Realidade Virtual”, aproveitando o excelente momento do segmento de “entretenimento virtual” para investir no setor.

Denominado de “Oriental Science Fiction Valley” e localizado nos arredores da cidade de Guiyang, capital da província de Guizhou, o parque tem 134 hectares, conta com 35 atrações de realidade virtual e custou US$ 1,5 bilhão.

Segundo especialistas chineses do CCID (instituição estatal chinesa de estudos e pesquisas), “a demanda por entretenimento virtual deve levar o mercado de realidade virtual a crescer 10 vezes no país e atingir quase US$ 8,5 bilhões até 2020”.

O objetivo é apostar em novos vetores de desenvolvimento, centrados em “tendências, como jogos, esportes e tecnologia de ponta na área virtual”.

(*) Engenheiro Eletrônico

Os artigos postados no Paraibaonline expressam essencialmente os pensamentos, valores e conceitos de seus autores, não representando, necessariamente, a linha editorial do portal, mas como estímulo e exercício da pluralidade de opiniões.

Alexandre Moura

Engenheiro Eletrônico, MBA em Software Business e Comércio Eletrônico, Diretor da Light Infocon Tecnologia S/A e Presidente da Federação das Associações Comerciais e Empresariais do Estado da Paraíba.

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