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Benedito Antonio Luciano: Leituras da Bíblia

Benedito Antonio Luciano. Publicado em 24 de dezembro de 2020 às 8:17

Existem muitas versões e edições da Bíblia Sagrada dos cristãos. Na minha estante preservo três exemplares: um das Edições Paulinas, lançado em 1982; outro pela Sociedade Bíblica do Brasil, em 1995; e o terceiro pela Editora Claret, em 2012.

O primeiro foi adquirido na antiga livraria Livro 7, em Campina Grande – PB; o segundo foi um presente que recebi do meu caríssimo colega Robert Rice Brandt, professor aposentado do Departamento de Engenharia Elétrica da Universidade Federal de Campina Grande; e o terceiro foi comprado por Vânia, minha esposa, na Livraria das Comunidades Mitra Diocesana de Campina Grande.

Atualmente, há Bíblias disponíveis em papel, em computador online ou em aplicativos instalados no celular (MyBible, por exemplo). De fato, há quem se aventure a ler a Bíblia de capa a capa, o que não é recomendável, pois a Bíblia não é um livro e sim uma coleção de livros agrupados por ordem não cronológica, podendo cada pessoa ler a Bíblia à sua maneira.

No meu caso, aproveitando o recolhimento domiciliar preventivo por causa da Covid-19, optei pela versão impressa, começando a leitura pelos quatro Evangelhos presentes no Novo Testamento: Mateus, Marcos, Lucas e João.

A palavra Evangelho, originária do grego, significa “notícia alegre” ou “boa-nova”. No contexto bíblico, a “boa-nova” diz respeito à vinda de Jesus Cristo, o “filho de Deus” que se fez homem para firmar a “Nova Aliança” entre Deus e Seus filhos na Terra.

Nos Evangelhos de Mateus, Marcos, Lucas e João foi descrita a biografia de Jesus, seguindo o mesmo roteiro (Anunciação, Nascimento, Vida, Paixão, Morte e Ressureição), porém sob estilos e narrativas diferentes por depender da formação intelectual de cada um.

O primeiro Evangelho foi escrito por Marcos, em hebraico. Mateus, antes de ser convidado por Jesus para fazer parte do apostolado era coletor de impostos. Consta que a versão original de seu Evangelho foi escrita em aramaico. O texto escrito por Lucas é o mais elegante em termos de estilo e o Evangelho de João é o mais complexo.

Ao Evangelho de João seguem-se: “Ato dos Apóstolos”; “Epístola de São Paulo aos romanos”; “Primeira Epístola aos coríntios”; “Segunda Epístola aos coríntios”; “Epístola aos gálatas”; “Epístola aos efésios”; “Epístola aos filipenses”; “Epístola aos colossenses”; “Primeira epístola aos tessalonicenses”; “Segunda epístola aos tessalonicenses”; “Primeira epístola a Timóteo”; “Segunda epístola a Timóteo”, “Epístola a Tito”; “Epístola a Filêmon”, “Epístola aos hebreus”; “Epístola de São Tiago”; “Primeira epístola de São Pedro”; “Segunda epístola de São Pedro”; “Primeira epístola de São João”; “Segunda epístola de São João”; “Terceira epístola de São João”; “Epístola de São Judas” e “Apocalipse”, o mais surrealista e profético dos textos bíblicos.

Com a vinda de Jesus Cristo, narrada no Novo Testamento, Ele estabeleceu a Nova Aliança, sintetizada em um único mandamento, o mandamento do amor, conforme apresentado em João (13, 34-35): “Dou-vos um novo mandamento: amai-vos uns aos outros; como eu vos tenho amado. Nisto todos conhecerão que sois meus discípulos, se vos amardes uns aos outros”. Assim, o mandamento do amor resume os Dez Mandamentos, porque a Nova Aliança cumpre a Antiga.

Terminada a leitura do Novo Testamento, em 2/9/2020, iniciei a leitura do Antigo Testamento, começando por Gênesis: “No princípio, Deus criou o céu e a terra. Deus disse: Faça-se a luz! E a luz foi feita” (1, 3-4).

No Antigo Testamento, os cinco primeiros livros são conhecidos coletivamente como Pentateuco (Gênesis, Êxodo, Levítico, Números e Deuteronômio).
Em Êxodo (20, 3-17) e Deuteronômio (5, 7-21) são apresentados os Dez Mandamentos ou o Decálogo da Lei da Antiga Aliança, baseados em regras específicas que não deveriam ser transgredidas. E se alguém transgredia a Lei em qualquer aspecto, era considerado culpado por violar a Lei inteira.

Na sequência, li o “Livro de Josué”, “Juízes”, “Rute”, “Primeiro livro de Samuel”, “Segundo livro de Samuel”, “Primeiro livro dos Reis”, “Segundo livro dos Reis”, “Primeiro livro das Crônicas ou Paralipômenos”, “Segundo livro das Crônicas”, “Livro de Esdras ou Primeiro livro de Esdras”, “Livro de Neemias ou Segundo livro de Esdras”, “Livro de Tobias”, “Livro de Judite”, “Livro de Ester”, “Primeiro livro de Macabeus”, “Segundo livro de Macabeus”, “Livro de Jó”, “Salmos”, “Provérbios”, “Eclesiastes”, “Cânticos dos Cânticos”, “Livro da Sabedoria”, “Livro do Eclesiástico”, “Isaias”, “Jeremias”, “Lamentações de Jeremias”, “Livro de Baruc”, “Ezequiel”, “Daniel”, “Oséias”, “Joel”, Amós”, “Jonas”, “Miquéias”, “Naum”, “Habacuc”, “Sofonias”, “Ageu”, “Zacarias” e “Malaquias”.

O término das leituras dos livros do Velho Testamento se deu numa manhã ensolarada de domingo, em 11/10/2020.

Concluídas as leituras da Bíblia, senti a necessidade de proceder uma revisão reflexiva, desta feita compartilhada com alguns colegas que fizeram estudos mais aprofundados a cerca desses textos sagrados e isto tem me ajudado a compreender melhor os ensinamentos ali contidos e certas passagens que não compreendi bem na primeira leitura.

A esses colegas, com os quais tenho me reunido no ambiente virtual às sextas-feiras, a minha gratidão. Aos leitores do Paraibaonline, votos de um feliz Natal.

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Benedito Antonio Luciano

Professor doutor, titular do Departamento de Engenharia Elétrica da Universidade Federal de Campina Grande (UFCG).

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