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Benedito Antonio Luciano: Futebol de salão – dentro e fora da quadra

Benedito Antonio Luciano. Publicado em 29 de abril de 2021 às 9:00

Em meio às reminiscências futebolísticas, guardo na memória alguns fatos referentes ao futebol de salão em Campina Grande-PB, uns dentro da quadra, como jogador, e outros nas arquibancadas, como torcedor.

Lembro da primeira vez que joguei futebol de salão: foi na quadra esportiva do Ginásio César Ribeiro, no Bairro da Bela Vista. Na oportunidade, alguns colegas que estudavam comigo no Colégio Estadual da Prata, no curso ginasial, me convidaram para um “racha” na citada quadra.

Até então, eu estava acostumado a jogar de goleiro com bola de futebol de campo. Por nunca ter jogado futebol de salão, naquela época eu não sabia que a bola de futebol de salão era dura como um coco seco e muito mais pesada que a bola de futebol de campo.

Sem saber deste detalhe, antes de iniciar o racha, na fase de aquecimento, me posicionei no meio da meta e o colega Oto Salgues me perguntou se poderia chutar: eu disse que sim. Ele, que tinha um chute muito forte, chutou. A bola veio com grande velocidade na altura do meu rosto e ao me posicionar para segurá-la com as duas mãos, a bola passou entre elas, atingindo o meu nariz, causando um pequeno sangramento.

Esse evento traumático afetou a minha confiança como goleiro de futebol de salão, o que me levou a participar dos IV Jogos Ginásio-Colegiais de Campina Grande, de 7 a 14 de setembro de 1969, na condição de reserva da equipe júnior do Estadual da Prata. Reserva no futebol de salão e titular no futebol de Campo.

Na disputa final, na quadra do Clube do Trabalhador, a nossa equipe de futebol de salão se tornou campeã, jogando com a seguinte formação: Moura (goleiro), Cicita, Ademário, João Evangelista e Palmari. Na reserva: Cassimiro, Genésio, Levi e Luciano.

Ao trazer à baila estes fatos, considero oportuno me reportar à história do futebol de salão em Campina Grande, muito bem relatada por Jobedis Magno de Brito Nunes no site Retalhos Históricos de Campina Grande, cobrindo um recorte temporal entre 1957 e o decênio de 1970, assim como no blog Museu Virtual do Esporte de Campina Grande criado por ele.

Para quem não conhece a história do futebol de salão em Campina Grande, recomendo a leitura desses textos produzido pelo saudoso colega Jobedis (falecido em 12 de fevereiro de 2014).

Aqui destaco, por oportuno, os nomes de grandes craques de futsal que vi jogando nas quadras esportivas de Campina Grande: Moura, Chó, Lucélio, Carlindo e Ricardo (goleiros); Aldanir, Amauri, Dão, Fernando, Gil, Gilson, Giotto, Keka, Marcílio, Marinaldo, Paulo César, Roberto Hugo, Robson, Sebastião, Simplício, Som, Tadeu, Tonheca, Valdir, Wagner e Zeno (jogadores de linha). Alguns destes citados por Jobedis.

Nos Jogos Ginásio-Colegiais, as melhores equipes de futsal eram a do Colégio Estadual da Prata e a do Colégio 11 de Outubro. Quando elas jogavam entre si a torcida do Estadual da Prata, em maior número, lotava as arquibancadas gritando durante toda partida: “Estadual! Pam, pam, pam; Estadual! Pam, pam, pam; Estadual! Pam, pam, pam.

Era emocionante! E só quem vivenciou esses momentos pode avaliar o quanto vibrávamos, dentro e fora da quadra.

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Benedito Antonio Luciano

Professor doutor, titular do Departamento de Engenharia Elétrica da Universidade Federal de Campina Grande (UFCG).

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