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Benedito Antonio Luciano: Filmes B

Benedito Antonio Luciano. Publicado em 4 de fevereiro de 2021 às 9:57

No dia 5 de janeiro de 2021, os colegas Marcos e Moema me presentearam com um exemplar do livro intitulado “Filmes B: ensaios, perfis e críticas”, editado por Sandro Fortunato e lançado em 2020, em Natal, pela Editora Fortunella.

A obra é composta por uma coletânea de sessenta e dois textos produzidos por vinte e três autores convidados pelos organizadores: Nelson Marques, Gianfranco Marchi e Tatiana Lima. A capa do livro, creditada a Pedro Balduino, é ilustrada com imagens de personagens cinematográficos presentes em filmes B: Flash Gordon e a Princesa Aura; Monstro da Lagoa Negra e Nancy Archer, a mulher de 15 metros.

Para compor a coletânea foi sugerida a escolha de pelo menos dois títulos de filmes e o nome de um diretor a cada um dos convidados para que eles apresentassem os seus comentários críticos e um comentário biofilmográfico.

Pela ordem alfabética, seguem os nomes dos autores convidados: Braulio Tavares, Caroline Carvalho, Fabiano Mendes, Gianfranco Marchi, Henry Krutzen, Igor Noboa, Iza Regis, João Urbano, Josimey Costa, Leandro Luz, Lisabete Caradini, Manoel Fernandes de S. Neto, Matheus Andrade, Nelson Marques, Orivaldo P. Lopes Júnior, Pablo Capistrano, Paulo Jorge Dumaresq, Reynaldo F. L. de Mello, Roselia de Oliveira, Sender Castelo, Tatiana Lima, Tiago Monteiro e Valério de Andrade.

Antes de tecer alguma consideração sobre o assunto, talvez seja oportuno explicar ao leitor o que é um filme B, tal como fez Nelson Marques em seu ensaio “A importância do Filme B.

De maneira objetiva, o termo filme B foi utilizado para designar as produções hollywoodianas de curta duração, baixo orçamento e forte apelo comercial, destinadas a completar filmes A nas “sessões duplas”, entre os decênios de 1920 e 1930.

Neste contexto, foram produzidos em pequenos estúdios filmes dos gêneros faroestes, terror, aventuras e ficção científica nos quais se destacaram, posteriormente, muitos diretores, roteiristas, atores e atrizes, dentre eles: Anthony Mann, Francis Ford Copolla, Gordon Douglas, Jack Nicholson, Randolph Scott, Lee Van Cleef e John Wayne.

Um exemplo da participação efetiva de John Wayne em faroestes tipo B pode ser visto numa coletânea de vinte filmes desse gênero em 4 DVDs (John Wayne Western Collection) com a qual fui gentilmente presenteado pelo colega professor Edison Roberto. Como esse regalo foi comprado nos Estados Unidos, todos os filmes são apresentados sem dublagem e sem legendas em português.

Embora tenha surgido nos Estados Unidos, a produção de filmes B não ficou restrita àquele país. Em meados dos anos 1950, surgiu na Inglaterra a Hammer Film, uma produtora de filmes de baixo orçamento, conhecida pelas películas de terror, nas quais se destacavam personagens como Drácula e Frankenstein, interpretados por atores como Boris Karloff, Christopher Lee e Peter Cushing.

Na Itália, podem ser enquadrados como filmes B aqueles estrelados por atores como Steve Reeves e Mark Forest, que interpretavam personagens musculosos como Hércules, Maciste, Sansão e Ursus. Igualmente, podem ser classificados como filmes B aqueles que ficaram conhecidos como western spaghetti, ou faroestes à italiana, neles destacando-se as trilhas sonoras e personagens tais como: Django, Ringo, Sartana e Trinity.

No Brasil, os principais representantes do filme B, no gênero terror, são os cineastas José Mojica Marins, famoso como Zé do Caixão, e Ivan Cardoso. Informações adicionais foram apresentadas por Nelson Marques no ensaio “O filme B brasileiro” publicado no livro “Filmes B: ensaios, perfis e críticas”, citado no primeiro parágrafo deste artigo.

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Benedito Antonio Luciano

Professor doutor, titular do Departamento de Engenharia Elétrica da Universidade Federal de Campina Grande (UFCG).

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