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Benedito Antonio Luciano: Bratislava e Viena

Benedito Antonio Luciano. Publicado em 10 de setembro de 2020 às 10:15

Em 1996, viajei do Brasil com destino a Bratislava com o objetivo de participar de uma conferência internacional sobre materiais metaestáveis. Para chegar lá, fiz o seguinte trajeto: Campina Grande, Recife, São Paulo, Frankfurt, Viena e Bratislava.

Entre Viena, capital da Áustria, e Bratislava, capital da Eslováquia, a distância é curta, cerca de sessenta quilômetros. A estrada era boa, mas o ônibus era velho e desconfortável. Durante o trajeto, pela janela do ônibus era possível ver uma bela paisagem bucólica, composta por florestas, montanhas e alguns castelos.

Enquanto observava a paisagem, na minha mente ecoavam os acordes do primeiro movimento da sinfonia nº 6 de Beethoven (Pastoral), intitulado: “Despertar de sentimentos alegres à chegada ao campo”.

Ao chegar em Bratislava, fiquei hospedado no Hotel Kiev. Por fora, a fachada do prédio lembrava um monólito de concreto. Por dentro, os espaços sombrios e os mobiliários escuros preservavam a atmosfera pesada do antigo regime comunista, sob o qual esteve a Eslováquia, entre 1945 e 1992.

Da janela do quarto do hotel dava para vislumbrar boa parte da cidade, com suas edificações acinzentadas e algumas torres de igrejas, mas não era possível ver um dos mais famosos pontos turísticos da cidade, o Castelo de Bratislava, um enorme prédio retangular com quatro torres, no qual funciona um museu que abriga peças de tesouros, armas e referências escritas sobre a cidade, datadas do ano de 907.

Ao visitar o castelo, enquanto tomava um chocolate quente para mitigar o frio de um dia chuvoso, observei, através do vidro da janela de uma das torres, algo bastante interessante em termos arquitetônicos: uma moderna ponte rodoviária sobre o Rio Danúbio (Dunaj), tendo em uma de suas cabeceiras dois pilares com cerca de oitenta e cinco metros de altura dos quais partem os cabos de aço que dão sustentação à ponte.

Algo que também me chamou a atenção foi uma estrutura em forma de disco voador construída no topo dos pilares. Ao perguntar do que se tratava, fui informado que ali funcionava um restaurante denominado “UFO”, de onde os clientes têm uma visão panorâmica da cidade e do Rio Danúbio.

Depois da visita ao castelo, foi a vez de realizar um passeio de barco pelo Rio Danúbio, de onde pude observar as ruínas do Castelo Devín, monumento cultural da Eslováquia, localizado na confluência dos Rios Danúbio e Morava, distante 10 km do centro de Bratislava.

Foram cinco dias de permanência em Bratislava: entre 25 e 30 de agosto de 1996, tempo de duração da Ninth International Conference on Rapidly Quenched and Metastable Materials, evento no qual apresentei dois trabalhos resultantes de parte da pesquisa de meu doutorado, realizada na Universidade Federal de São Carlos.

Concluída a tarefa profissional, antes de regressar ao Brasil, retornei a Viena, onde fiquei o sábado e o domingo, hospedado no Ibis Wien. Viena é uma cidade muito bonita e dois dias são insuficientes para se conhecer seus principais pontos turísticos.

Não obstante, fiz o que foi possível, um “city tour” de ônibus e visitas rápidas aos seguintes lugares: Museu de Viena, um dos mais importantes do mundo, com várias galerias dedicadas à pintura, escultura, antiguidades egípcias, Roma e Grécia antigas; os monumentos dedicados a Mozart e Johann Strauss; a Catedral gótica de Santo Estevão; a Igreja de São Nicolau; e aos jardins dos palácios Belvedere e Schönbrunn.

Valeu a pena ter conhecido Viena, mesmo de forma superficial. E se houver outra oportunidade, um dia voltarei, dessa vez como turista, vagueando.

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Benedito Antonio Luciano

Professor doutor, titular do Departamento de Engenharia Elétrica da Universidade Federal de Campina Grande (UFCG).

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