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Benedito Antonio Luciano: Boleros do Trio Irakitan

Benedito Antonio Luciano. Publicado em 31 de janeiro de 2020 às 13:00

Dentre os bons trios vocais brasileiros, o Trio Irakitan é um que merece destaque. Formado originalmente em Natal, Rio Grande do Norte, em 1950, os primeiros componentes do grupo foram: Edson Reis da França (Edinho), voz, percussão e violão; Paulo Gilvan Duarte Bizerril (Paulo Gilvan), voz e afoxé; e João Manuel de A. Costa Neto (Joãozinho), voz e percussão. 

Segundo informações obtidas no Dicionário Cravo Albin da Música Popular Brasileira, o primeiro nome dado ao trio teria sido Trio Muirakitan, uma sugestão de Luís da Câmara Cascudo. 

Ainda segundo a fonte citada, como na época já havia um trio com o mesmo nome, o escritor e folclorista potiguar resolveu criar um neologismo, rebatizando o grupo de Trio Irakitan, que, segundo Paulo Gilvan, significa mel verde, ou numa linguagem poética, doce esperança. 

Sob a influência do trio vocal mexicano Los Panchos, o Trio Irakitan ficou conhecido pelo estilo peculiar de interpretar boleros e pela harmonia das vozes, alcançando grande sucesso a partir do lançamento de dois discos antológicos, intitulados: “Boleros que gostamos de cantar”, em 1960, e “Outros boleros que gostamos de cantar”, em 1961. 

Em “Boleros que gostamos de cantar”, destacam-se: “Tão somente uma vez”, versão de Waldomiro Bariani Ortêncio para a composição “Solamente uma vez”, de Agustín Lara; “Santa”, versão de Haroldo Barbosa para “Santa”, outra composição de Agustín Lara; “Perfídia”, versão de Lamartine Babo para a composição de A.  Dominguez; “Aqueles olhos verdes”, versão de João de Barro para a “Aquellos ojos verdes”, composta por N. Menandez e A. Utrera; “Desesperadamente”, versão de Jorge Ronaldo para a música composta por R. Mendez e G. Ruiz; “Três palavras”, versão de Giacomo Pesce para “Tres palavras”, composição de O. Farres; a belíssima “Prisioneiro do mar”, versão da música “Prisioneiro del mar”, composta por L. Arcaraz, E. Cortazar e D. Marcotte; “Frenesi”, versão de Haroldo Barbosa para a composição de A.  Dominguez; “Queira-me muito”, versão de Mário Mendes para “Quiereme mucho”, composição de G. Roig; e “Talvez, talvez, talvez”, versão de Haroldo Barbosa para “Quizas, quizas, quizas”, composta por O. Farres.

Em “Outros boleros que gostamos de cantar” estão presentes: “Pecadora”, versão de Geber Moreira para a composição de Agustín Lara; “Marimba”, versão de Sivan Castelo Neto para a composição de Agustín Lara; “Traiçoeira”, versão de Mário Mendes para “Traicionera”, composição de G. Curiel; “Caminhando …Caminhando”, versão de “Caminando…Caminando”, composta por O. Farres; “Final”, versão de Ariovaldo Pires para a música francesa “Sans vous”, composta por P. Misraki, A. Hornez e Ben Molar; “Novamente virás”, versão de Manolo Silva para a música “Se muy bien que vendras”, composição de A. Nunez; “Dorme”, versão de Manolo Silva para a música “Duerme”, composta por M. Prado e G. Luna de la Fuente; “Nocturnal”, versão de Edson Franca para a composição de J. S. Marroquin;  “Duas almas”, versão de Ewaldo Ruy para “Dos almas”, composição de D. Fabian; “Hipócrita”, versão de Paulo Gilvan para a composição de C. Crespo; “Pecado”, versão de Carlos Gilvan para a composição de C. Bahr, E. Francini e A. Pontier; e “Vereda tropica”, versão de Carlos Gilvan para a composição de G. Curriel. 

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Benedito Antonio Luciano

Professor doutor, titular do Departamento de Engenharia Elétrica da Universidade Federal de Campina Grande (UFCG).

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