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Autora da vida… XV de ti sempre me relembro!

Patrícia Alves. Publicado em 30 de setembro de 2018 às 9:03

Foto: Arquivo Pessoal

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Vou escrever sobre o que sou e o que eu era, então, neste exato momento, eu projeto-me na praia – fecho os olhos – vejo-me em uma cadeira, sinto a força da maré baixa e a maré alta.

Por favor, não deixa eu me sentir louca – embora que eu gosto dessa sensação de total loucura – e fecha os olhos também pra sentir teus pés escoando na areia… com os grãos fluindo sem você ter controle, mesmo tentando, querendo ter algum controle – fechando as pontinhas dos dedos – não pode, não consegue e não tem como conter é a onda do mar, a areia que vai simplesmente seguindo seu curso levando e trazendo os grãos do mar!

Assim, foi minha representação de tempo! Porque desde quinta, 27 de setembro, que através do meu amigo Marlos, reencontrei no grupo de Whatzapp minha turma do 8° ano – aquela turma que você tem antes de ir para o Ensino Médio que eu nem sei mais a nomenclatura atual.

Caraaaaaaaaaaaaa! Nem sabia como aquilo ia me fazer bem… além do grupo, conversar no privado com pessoas que me fizeram feliz, cuidando de mim (porque sempre fui mimada) e que eu cuide (porque sempre fui doadora) e que depois de quase 20 anos estamos – mesmo que virtualmente – juntos!

Automaticamente lembrei do “Mundo Maluco” de David Nasser e Moacyr Franco que diz “não posso parar, se eu paro eu penso, se eu penso eu choro”. Essa música me veio à cabeça, só pelo fato de que a gente vive como um cata-vento, sem parar um minuto, rodopiando, deixando “simplesmente a vida nos levar”, sem pensar no que nos fez sermos a pessoa que somos hoje.

Que o grupo Colégio XV – anos 80 seja mais um estímulo para eu parar e pensar, ser autora do meu futuro e não apenas vítima das circunstâncias, que me faça parar e escolher novos caminhos, buscar encantar-me com a vida, ainda que os sonhos da menina de sardas (Punky ou Boneca), projetados lá nos anos 80 tenha todos falidos, desmoronado, evacuado dos meus pés, porque a maré foi mais forte.

E por amar escrever, sentindo todos as emoções (sou louca, ao ponto de digitar até de olho fechado) eu teria certeza que professora Gecy Lopes, que me inspirou na construção de leitura do mundo, fazendo-me entender a semiótica das coisas, iria ler este texto em voz-alta em sala de aula (escuto, até, aquela voz suave).

Aos meus amigos, que por capricho meu, quando fui para Recife, não construí laços, obrigada por ter me reencontrado e me ter acolhido, lembrando que a vida é feita de escolhas, mas que é necessário parar, pensar e tomar cada decisão raciocinando em quem nós somos realmente.

Concluo a coluna, desta semana, dedicando-me inteiramente a vocês, obrigada por ter me obrigado e repensar quem eu era, e não me perder neste mar, nem sucumbir aos buracos que a vida trouxe.

E…. lembrando das gincanas, onde eu era extremamente audaciosa (sendo levada num carrinho de mão por Djalma) quero dizer: XV de Novembro, de ti sempre me relembro. Dias de alegria, camaradas leais cantai… um celeiro de sincero AMOR. Construindo pela fé e com valor, AO QUINZE SAUDAI!

PS: Amigos, sou Patrícia, pelo XV e por todos que passaram na minha vida. Os que deixaram flores e aos que deixaram pedras, construí castelos encantados e uma vida, onde quando canso, sinto o cheiro das flores e esqueço os rolos compressores do mundo.

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Patrícia Alves

* Jornalista e analista de projetos para captação de recursos públicos.

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