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Arlindo Almeida: Ranking da Competividade – Brasil e Nordeste

Arlindo Pereira de Almeida. Publicado em 17 de outubro de 2019 às 17:02

Como está a Paraíba sob variados aspectos das atividades aqui desenvolvidas, no confronto com outros estados da federação?

Desde longas datas, a observação do que os outros estão fazendo de melhor é a forma mais adequada de superar, ou ao menos, igualar os resultados. Somos mais desenvolvidos, estamos à frente?

Para isso, variados instrumentos estatísticos são usados na matéria específica do nosso interesse, geralmente mostrando a posição relativa, se for o caso, de cada unidade geográfica, seja uma cidade, uma área metropolitana, um estado, uma região, um país ou grupo de países.

A comparação possibilita a formação de um ranking, palavra inglesa que quer dizer referência. Em todas as atividades humanas é possível, e temos, um índice de referência, de   classificação, seja na saúde, na educação, na segurança pública, na infraestrutura, no investimento, no PIB (produto interno bruto), no PIB per capita (o que toca a cada cidadão, na divisão teórica do PIB por cada habitante). A lista é interminável.

No que comentamos hoje, o ranking é a classificação alcançada pela unidade federativa, que pode auxiliar no diagnóstico e no estabelecimento de prioridades de gestão governamental.

Assim, um estado competitivo deve olhar para os recursos que ali existem e como eles estão sendo usados para surtir efeitos positivos, tanto na geração de bem-estar e serviços públicos, quanto no desenvolvimento econômico local, gerando mais empregos e renda para a população.

Dentre os estudos realizados sobre o Brasil, destaca-se o Ranking da Competividade dos Estados, realizado anualmente pelo CLP – Liderança Pública em parceria com a Tendências Consultoria Integrada e a Economist Intelligence Unit. Em 2018, com 10 fundamentos e 70 indicadores, pretende mensurar o desempenho dos estados do Brasil em diferentes áreas de observação.

“Fundado em 2008, o CLP é uma organização social que tem como objetivo transformar o Brasil, desenvolvendo líderes públicos e mobilizando a sociedade em causas estruturais para um Estado melhor. ”

O CLP entende que é competitivo aquele estado que melhor consegue utilizar os recursos disponíveis e entregar bons resultados. O Ranking de Competitividade varia de 0 a 100, onde 0 representa a pior nota e 100 a melhor.

No Ranking de Competitividade é importante não apenas o resultado, mas também induzir ao entendimento do que os outros estados estão realizando.

Assim, observar como outros governos se comportam é usar o que se chama de inteligência de mercado, através de referências indicativas (chamadas de benchmark) de forma a impulsionar os governos a tomar a iniciativa de desenvolver políticas de maiores impactos positivos.

O estudo do CLP e seus parceiros referente a 2018, resumidamente mostra   a posição da Paraíba ante os demais estados, a média de todos os estados e os que alcançaram os melhores índices.

 CONCEITOSINDICESMELHOR RESULTADO
PARAÍBAPOSIÇÃO (1)MÉDIA (2)ÍNDICEESTADO
     
NOTA GERAL52,7 9a.49,489,1SÃO PAULO
POTENCIAL DE MERCADO24,118a.38,1100PARÁ
INFRAESTRUTURA67,32a.44,2100SÃO PAULO
CAPITAL HUMANO23,219a.34,4100D. FEDERAL
EDUCAÇÃO44,315a.49,3100SÃO PAULO
SEGURANÇA  PÚBLICA67,89a.53,3100SÃO PAULO
INOVAÇÃO38,48a.28,0100SÃO PAULO
(1) NO RANKING NACIONAL                                (2) MÉDIA DOS ESTADOS 

Mas num país de tantos contrastes, de muitas desigualdades econômicas e sociais, é importante procurar saber a situação da Paraíba em relação aos demais estados do Nordeste.

 RESULTADO DA REGIÃO
ESTADOÍNDICEPOSIÇÃO (1)
PARAÍBA52,79a.
CEARÁ51,212a.
ALAGOAS42,516a.
R.G. NORTE40,619a.
PERNAMBUCO39,620a.
PIAUÍ37,921a.
BAHIA37,722a.
SERGIPE33,525a.
MARANHÃO32,626a.
(1) no Brasil

A Paraíba é o estado melhor classificado dentre os nove que compõem o Nordeste.

Os números podem parecer surpreendentes até para os maiores conhecedores de nossa realidade, imersos que estamos todos com as questões locais e deixamos de lançar um olhar sobre o que nos rodeia ou está próximo.

Por isso, é de todo recomendável procurar usar dos mecanismos científicos (estatísticas), e técnicas de comparação como a inteligência de mercado, ao estabelecer políticas estaduais competitivas aproveitando bem as vantagens que o estado oferece.

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