Fechar

logo

Fechar

Apenas não Aceitamos

Tibério César Pessoa. Publicado em 6 de maio de 2017 às 17:50

Por: Tibério Cesar Pessoa*

Apenas não aceitamos que nos esquecemos muito rápido de quem se vai a morte e do que ensinou na vida, de mal ou de bom.

Apenas não aceitamos que perdoamos no verbo da fala, porém na práxis do prosaico da vida nossos corações continuam rancorosos.

Apenas não aceitamos que a vida é curta ou longa demais e que tudo isto depende de como você está vivendo o hoje para o amanhã que vem do ontem.

Juntar aquilo que somos é a caça aos tesouros mais preciosa que existe!

Nunca foi algo que o homem pudesse o fazer com facilidade!

Afinal toda arte querer habilidade, toda habilidade querer prática e toda prática requer uma ação justa daquilo que se deseja construir.

A habilidade, a prática e a justa construção nos traz uma arte: Podermos ver-nos contundentemente melhor.

Sim a vida e a morte são aspectos do humano: Apenas não aceitamos.

Apenas não aceitamos que somos egoístas e hedonistas.

Apenas não aceitamos que somos genuinamente hipócritas.

Apenas não aceitamos que precisamos reconhecer e resignificar inúmeros aspectos da vida e desta imanência.

Sim, apenas não aceitamos que somos insanos muitas vezes ao amar.

Aceitamos a negligência de si e do outro, e aceitamos serem vitimados por nossos próprios egoísmos, dramas, centralizações e menosprezos do outro.

Aceitamos amar sabendo da insensatez e da loucura, da mentira e das dissimulações.

Aceitamos um avesso de conversas para proteger as nossas próprias máscaras e temperamentos sanitários dissimuladores.

Sim, insistir em ser você pode ser o ideal.

Sim, eu mesmo preciso voltar a mim e verificar que não é banal tentar emergir a luz em mim e nos outro.

Que a vida nos leve mais adentro em nós e mais vasto no outro.

Que a vida nos leve inegavelmente e inefavelmente adentro da alma e do espírito.

Que a vida nos traga o sopro de cada um de si, verdadeiramente, pois a mentira a si só te fará e nos fará repetir o que “Apenas não Aceitamos”.

Que nos leve a vida uma solidão reflexiva, medidatória e ímpar!

Impar finalmente por que só a ti e a mim mesmo cabe, encaixa e se define!

Não, não há explicação fechar-se!

Mas Apenas não Aceitemos tantas e tantas coisas!

*PhD em Psicanálise

Os artigos postados no Paraibaonline expressam essencialmente os pensamentos, valores e conceitos de seus autores, não representando, necessariamente, a linha editorial do portal, mas como estímulo e exercício da pluralidade de opiniões.

Mais colunas de Tibério César Pessoa
Tibério César Pessoa

* PhD em Psicanálise.

[email protected]

Arquivo da Coluna

Arquivo 2018 Arquivo 2017 Arquivo 2016 Arquivo 2015
Simple Share Buttons

2018 - Paraiba Online - Todos os direitos reservados.

BeeCube