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Alto Risco

Alexandre Moura. Publicado em 8 de junho de 2018 às 9:38

Um levantamento realizado pela empresa “Trend Micro”, especializada em segurança da Internet, vem causando muita preocupação para os responsáveis pela segurança dos dados e de equipamentos hospitalares em vários países.

Denominado de “Securing Connected Hospitals”, o documento “apresenta o funcionamento dos dispositivos e sistemas médicos conectados à Internet, tais como bases de dados e consoles administrativos hospitalares”, em 20 países dentre eles o Brasil, mostrando “três grandes áreas de interesse, consideradas valiosas, por parte dos cibercriminosos” (criminosos que usam a Internet como instrumento de “trabalho”).

A primeira área de risco é a de “operações hospitalares” (que inclui bases de dados da escala de trabalho das equipes médica e paramédica, sistemas de comunicações, controles ambientais, sistemas de controle financeiro e de folha de pagamento); a segunda área é a relacionada às informações e dados, dos pacientes internados (incluindo diagnóstico e dados de tratamento, informações do seguro saúde, medicamentos sendo utilizados e perfil socioeconômico); a terceira diz respeito a ameaças ao funcionamento dos “dispositivos e sistemas médicos que são usados para o tratamento, monitoramento e diagnóstico dos pacientes”.

No documento, “fica claro a necessidade urgente, de proteger” às redes de computadores dos hospitais e, do setor de saúde como um todo, contra ciberataques.

Proteção de Dados

Não só os hospitais devem se preocupar com proteção de dados e informações. O comércio varejista também. Um estudo feito pela empresa americana “Veritas Technologies”, especializada na proteção de dados empresariais, “mostrou que 62% dos consumidores não comprariam de empresas irresponsáveis com seus dados”.

Pelo relatório da Veritas, “38% dos consumidores acreditam que a maior parte das empresas, não sabe como proteger seus dados pessoais”.

Em outra pesquisa, realizada com 12,5 mil pessoas em 14 países e denominada de “Estudo Global de Consumidores sobre Privacidade de Dados 2018”, pela empresa multinacional, “3GEM”, mostrou que “62% dos consumidores não fariam negócios com empresas que não protegem os seus dados pessoais, passando a dar preferencia às empresas que fornecem uma proteção adequada”.

Outro dado levantado é que para 81% dos entrevistados, “pediriam a seus amigos e familiares que boicotassem a empresa que não protegem os dados pessoais dos consumidores!”. Ou seja, neste mundo digital em que vivemos não proteger adequadamente as informações de seus clientes, pode ser o caminho mais rápido para fechar as portas.

Consumo

O IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) divulgou recentemente, os dados referentes “ao consumo das famílias brasileiras nos primeiros três meses de 2018”.

Segundo o relatório, o “consumo das famílias cresceu 2,8%, sendo o quarto resultado seguido de avanço na comparação com o mesmo período do ano anterior”. No mesmo período, o PIB – Produto Interno Bruto, “apresentou leve crescimento (1,2%) na comparação anual”.

Tudo indica que isso foi devido, principalmente, as taxas de inflação e de juros mais baixas, em comparação ao primeiro trimestre de 2017.

Outro dado interessante é que, no acumulado dos últimos quatro trimestres, o comércio varejista brasileiro cresceu 3,4%, que dentro da situação atual da economia é um crescimento importante.

Agora, é aguardar os números do segundo trimestre e ver em quanto à greve dos caminhoneiros vai impactar no resultado do período.

“Tech-D”

No próximo dia 29 deste mês, acontecerá em São Paulo, capital, o “Tech-D”. Evento sobre pesquisa, desenvolvimento e inovação.

No Tech-D estarão presentes Centros de Excelência em P&D, empresas de base tecnológica, aceleradoras de negócios e parceiros internacionais que desenvolvem soluções nas linhas temáticas de Internet das Coisas, Mobilidade, Energia e Saúde.

A ideia é integrar atores do ecossistema brasileiro de ciência, tecnologia e inovação e parceiros de outros países, propondo um modelo colaborativo com a missão de aproximar empresas e centros de P,D&I no esforço conjunto para o desenvolvimento de novos produtos, que possam ser vendidos no Brasil e exportados.

Mais informações no site www.softex.br

Os artigos postados no Paraibaonline expressam essencialmente os pensamentos, valores e conceitos de seus autores, não representando, necessariamente, a linha editorial do portal, mas como estímulo e exercício da pluralidade de opiniões.

Alexandre Moura

Engenheiro Eletrônico, MBA em Software Business e Comércio Eletrônico, Diretor da Light Infocon Tecnologia S/A e Presidente da Federação das Associações Comerciais e Empresariais do Estado da Paraíba.

falecom@fhc.com.br

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