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Alexandre Moura: “Vitrine Digital”, o Marketplace de Campina Grande

Alexandre Moura. Publicado em 2 de abril de 2021 às 8:35

O e-commerce (comércio eletrônico) em nível mundial (e no Brasil não tem sido diferente), tem crescido nos últimos anos, em termos percentuais, na casa de dois dígitos. A pandemia só fez aumentar ainda mais esse crescimento, devido ao fechamento do comércio tradicional na maioria das cidades brasileiras, por várias vezes, nos últimos 12 meses.

Em Campina Grande não tem sido diferente e os empresários precisam utilizar cada vez mais, a opção do comércio eletrônico (que já era uma tendência de mercado) como canal de vendas, para sobrevivência de seus negócios.

Com o objetivo de “entrar de vez” na utilização desse canal de vendas, entidades e empresários da cidade decidiram criar um Marketplace (espécie de shopping center na Internet), que além de fortalecer o comércio local e suas empresas, é considerado também, vantajoso para o consumidor, pois reúne em um mesmo espaço, diversas marcas e lojas, facilitando assim, a procura pelo melhor produto e melhor preço.

“Vitrine Digital”, o Marketplace de Campina Grande (II)

Denominado de “Vitrine Digital Campina Grande” (www.vitrinedigital.campinagrande.br) a plataforma é uma iniciativa do SEBRAE, da Fundação Parque Tecnológico da Paraíba, da Prefeitura Municipal de Campina Grande (através da Secretaria de Desenvolvimento Econômico), da ACCG – Associação Comercial e Empresarial de Campina Grande, da CDL – Câmara de Diretores Lojistas, do SENAI, do SINDILOJAS e da empresa local de base tecnológica CGS, que disponibilizará a plataforma técnica que dará suporte ao “Vitrine Digital”.

Vale destacar que todas as entidades e a empresa, fazem parte do “Ecossistema de Tecnologia e Inovação” da cidade. A CGS tem larga experiência, em soluções de software para os setores de comércio e serviços, sendo premiada por diversas vezes pela BRAFIP (Plataforma Brasileira de Tecnologia – www.brafip.org.br) quando da participação da empresa nos “BRAFIP INCODAYs” e tem inclusive, acordos internacionais (Estados Unidos e Europa) para soluções tecnológicas voltadas para o mercado de turismo.

“Vitrine Digital”, o Marketplace de Campina Grande (III)

Para operacionalização do Marketplace Vitrine Digital, o SEBRAE em conjunto com a CGS, disponibilizará consultorias e mentorias para as empresas participantes do Vitrine Digital, com foco em marketing, no uso correto e eficiente de plataformas digitais e das redes sociais, tudo voltado para alavancar vendas. Capacitando assim, o empresário e seus colaboradores, na utilização adequada da plataforma, maximizando os resultados.

Segundo informações de técnicos do SEBRAE, no Marketplace, cada loja/empresa participante tem um site personalizado com link individual, onde o consumidor pode acessar e “visitar” a loja, aproveitar as promoções, escolher os produtos, enviar para o “carrinho de compras” e escolher a melhor forma de pagamento.

Caso o cliente procure algum produto específico, existe uma opção de busca rápida. A meta inicial, é ter 300 empresas participantes (lembrando que não existe limite para a quantidade de lojas) e o lançamento do “Vitrine Digital Campina Grande”, está previsto para o próximo dia 3 de maio. Excelente e necessária, ideia!

Pagamentos pelo WhatsApp

Como já era previsto (inclusive, escrevi neste espaço sobre isso, faz alguns meses), o BC – Banco Central do Brasil, autorizou o aplicativo de mensagens WhatsApp (que pertence ao Facebook), disponibilizar para seus usuários brasileiros o seu sistema de pagamentos. Na realidade o aplicativo servirá apenas como instrumento para a transferência de dinheiro, cabendo o “gerenciamento financeiro” as bandeiras de cartões de crédito Mastercard e Visa, que vão fazer o controle da “conta de pagamento” de cada cliente, que fizer uso do aplicativo em suas transferências bancárias e pagamentos.

O BC colocou o WhatsApp em uma “nova categoria de instrumentos financeiros”, a chamada “iniciador de pagamento”. Vale destacar que essa categoria é nova na lei brasileira. A empresa credenciada pelo BC nesta categoria, foi a “Facebook Pagamentos do Brasil”, que será a responsável legal pela operação.

Como ainda não há data prevista para início das operações, seria importante a ANPD – Autoridade Nacional de Proteção de Dados (que é responsável pela aplicação da LGPD – Lei Geral de Proteção de Dados) verificar o enquadramento do WhatsApp na LGPD neste tipo de operação, bem como a pendência atual em relação ao aplicativo, com a questão do “compartilhamento de informações” com o Facebook (previsto para ter início no próximo mês de maio). Prática essa, proibida na Europa.

Outro ponto de preocupação para os usuários, é com relação a segurança dessas transações via o WhatsApp. Isso precisa ser avaliado e discutido, pois os riscos são enormes.

Feliz e Abençoada Pascoa!

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Alexandre Moura

Engenheiro Eletrônico, MBA em Software Business e Comércio Eletrônico, Diretor da Light Infocon Tecnologia S/A e Diretor de Relações Internacionais da BRAFIP - Associação Brasileira de Fomento à Inovação em Plataformas Tecnológicas.

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