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Alexandre Moura: Turismo Digital

Alexandre Moura. Publicado em 1 de maio de 2020 às 8:03

Um dos segmentos econômicos mais atingidos, pela pandemia do vírus chinês foi o de turismo. Os prejuízos, em nível mundial, da rede hoteleira, das empresas de aviação e das operadoras de turismo são incalculáveis. Vai levar anos, para que o setor se recupere totalmente, desta catástrofe global. Uma das ideias, para começar a recuperação, é a utilização de tecnologia. Segundo especialistas no segmento, o “turismo digital” será uma tendência nos próximos meses para que as empresas, particularmente as operadoras de turismo, consigam algum faturamento. Com as tecnologias hoje disponíveis (Realidade Aumentada, 3D, Computação Gráfica, Inteligência Artificial e Simulação Digital) já é possível se “fazer um tour virtual” por qualquer local do mundo, seja uma cidade, um museu, uma atração turística importante e até mesmo, “participar” de safaris na África. Tudo sem necessidade de deslocamento. Em breve, “até os odores dos locais visitados serão apreciados”, como o “cheiro” do vinho em uma vinícola. Ficção Cientifica? Não! A tecnologia existe é só usar. Exemplo já disponível, só para citar um: O “Tour 360°” de vários lugares da Cidade do Vaticano. Infelizmente, esta solução não resolve a crise dos hotéis e empresas aéreas.

Aprovada e na Forbes!

Ainda no tema “Turismo”, foi divulgado o resultado final do “Ciclo de Aceleração InovAtiva Brasil 2020.1” e 137 Startups foram aprovadas, para o programa de aceleração em negócios inovadores. Campina Grande teve uma na lista: O Projeto/Startup WORLD CTRL (www.worldctrl.com.br). O pessoal da Startup, que tem origem na empresa CGS | Consultoria e Sistemas, terá a oportunidade de realizar cursos, aprimorar a palestra de apresentação do produto e acelerar de forma geral, o negócio da empresa, que no caso da WORLD CTRL, é uma solução completa (que inclui aplicativo para Smartphone), voltada para o Segmento de Turismo que, certamente, após a superação da atual crise causada pela pandemia, necessitará de soluções e inovações diferenciadas (que é o caso do WORLD CTRL). Além dessa boa notícia, a CGS, teve mais uma: A Sra. Tâmela Fama, diretora da empresa, foi destaque em um quadro (pelas redes sociais) da “Forbes” (www.forbes.com) – grupo multinacional de mídia voltado para negócios, investimentos e tecnologia – chamado Forbes Pitch, onde algumas empresas brasileiras foram selecionadas para fazer uma apresentação, tudo divulgado pela Forbes. Novamente, Campina Grande aparece em destaque quando o assunto é tecnologia!  Mais informações sobre o resultado final do InovAtiva no endereço: https://www.inovativabrasil.com.br/aprovadas2020-1/ e sobre o Forbes Pitch, no site: https://www.instagram.com/forbesbr/

Voucher

 O SEBRAE – Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas tem orientado e proposto, possíveis estratégias para que as MPEs (Micro e Pequenas Empresas) superem as adversidades desta crise econômica, decorrente da pandemia global. Uma das propostas é a “Voucherização” do fluxo de caixa das empresas. Ou seja, “orientar as vendas para o futuro pós-crise atual”, principalmente para o segmento de serviços. A ideia é disponibilizar Vouchers (“vales-compra”) e vende-los com valores atraentes, para que os clientes possam ter acesso a serviços (nos setores de beleza, de passagens aéreas e hotéis, por exemplo) e produtos, no futuro, quando da “volta à normalidade” (fim da quarentena) e desta forma, manter um fluxo de caixa, mesmo que menor, agora. O melhor exemplo para o uso de “Voucherização” são os “salões de beleza”, importante segmento econômico em nível mundial, como bem mostra uma pesquisa da Kantar (multinacional com sede na cidade de Londres, Inglaterra, especializada em consultoria e pesquisas de mercado), que afirma: “61 milhões de brasileiros vão a um salão de beleza e/ou barbearia, no mínimo uma vez a cada dois meses.” Só esse dado, já mostra o tamanho deste mercado no Brasil. Imagine o tamanho deste segmento, quando pensamos em nível global!

Voucher (II)

Mas, ao se utilizar da estratégia do Voucher, o empresário precisa tomar alguns cuidados para não criar outros problemas no futuro. Entender que ele está vendendo hoje, a sua capacidade de “atendimento futuro” (e com desconto) e isso tem que estar bem dimensionado, para evitar “estrangulamento do atendimento” quando da efetivação do serviço. Lembrando também que, futuramente, outros clientes vão precisar ser atendidos (para viabilizar evidentemente, o fluxo de caixa do futuro) juntamente com aqueles que possuem os vouchers para utilizar. Assim, tem que pensar nesse equilíbrio (clientes que já pagaram no passado, com os novos) e um calendário de atendimento, dos portadores dos vouchers, tem que ser pensado e já colocado no cupom. Outra recomendação importante: Os valores arrecadados com está ação de Voucherização devem, prioritariamente, ser usados para pagar pessoal (folha salarial), fornecedores e despesas fixas (como aluguel, água e energia). Seguindo essas recomendações, a ação tem grande probabilidade de alcançar êxito. Fica a dica.

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Alexandre Moura

Engenheiro Eletrônico, MBA em Software Business e Comércio Eletrônico, Diretor da Light Infocon Tecnologia S/A e Diretor de Relações Internacionais da BRAFIP - Associação Brasileira de Fomento à Inovação em Plataformas Tecnológicas.

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