Fechar

logo

Fechar

Alexandre Moura: STJ, LGPD e Hackers

Alexandre Moura. Publicado em 13 de novembro de 2020 às 8:55

A primeira semana deste mês de novembro, começou com a divulgação de um “ataque cibernético” (aparentemente bem sucedido) de hackers ao STJ – Superior Tribunal de Justiça.

A “invasão” causou a paralisação dos sistemas de TI (Tecnologia da Informação) do Tribunal, incluindo a rede de telefonia e acesso à Internet, acarretando um enorme transtorno aos usuários e preocupação (com razão) com a integridade das informações/dados contidas nos processos, e o real risco de vazamento destes dados (inclusive naqueles processos que correm em segredo de justiça) que pode acarretar grandes danos, as partes envolvidas.

A Presidência do STJ acionou, de imediato, a Polícia Federal (que tem reconhecida capacidade técnica para tratar deste tipo de incidente) para investigar o caso.

STJ, LGPD e Hackers (II)

Ao longo da semana os ataques continuaram atingindo ou pelo menos tentando, outros órgãos federais, como a CGU – Controladoria Geral da União, e governos estaduais, além de empresas privadas (a seguradora “Prudential do Brasil”, confirmou ter sofrido uma invasão).

Esses ataques mostraram a vulnerabilidade da proteção dos sistemas, dos entes públicos e de algumas empresas privadas. Não era para ser assim, pelo menos com essa amplitude.

O Brasil é reconhecido, mundialmente, pela capacidade de “Defesa Cibernética”, tendo no “ComDCiber – Comando de Defesa Cibernética do Exército Brasileiro”, seu principal instrumento para evitar ataques externos aos nossos ativos digitais, sejam eles públicos (governos) ou privados (empresas) e a infra estrutura do país (hidrelétricas, redes de comunicações e de energia, aeroportos, portos, laboratórios de pesquisa, sistema financeiro, etc).

O sistema financeiro nacional, por exemplo, investe muito, por motivos óbvios, na proteção de seus sistemas de TI (e dos dados neles contidos, o “ativo” mais valioso dos bancos).

STJ, LGPD e Hackers (III)

Entretanto, a “proteção contra hackers” dos sistemas de informação/dados não é uma ação e sim um processo, que envolve softwares (Programas de Computador), procedimentos específicos (que devem ser atualizados continuamente, de acordo com as novas ameaças e avanços tecnológicos), treinamento/capacitação contínuo de pessoal (se possível, até dos usuários e obrigatoriamente, dos técnicos da equipe de TI do órgão público ou da empresa), obediência a regras de segurança digital (que devem ser “duras e inflexíveis”) e tudo sob a direção de gestor devidamente capacitado (e sempre tendo seus conhecimentos atualizados).

Lembrando que não existe nada 100% seguro ou devidamente protegido, o que se deve buscar, continuamente, é minimizar os riscos de invasão e vazamento de dados. Principalmente agora que a LGPD – Lei Geral de Proteção de Dados está em vigor, e que todos (inclusive, evidentemente, os órgãos do Executivo, Legislativo e Judiciário) devem observar e cumprir, o que a LGPD determina, especialmente no tocante ao sigilo dos dados pessoais dos brasileiros.

Mercado Livre

Já escrevi neste espaço por diversas vezes, sobre o crescimento exponencial, do e-commerce (comércio eletrônico) brasileiro ao longo de 2020, um ano extremamente complicado para os negócios de uma forma geral. Um bom exemplo desse crescimento, é o portal brasileiro de comércio eletrônico “Mercado Livre”, o maior da América Latina, que em três meses (julho, agosto e setembro), alcançou a marca de um pouco mais de “76 milhões de usuários únicos” e registrou no mesmo período, um aumento nas vendas de 62%.

Um dos fatores primordiais para esse resultado, pode ser resumido em duas palavras: Logística eficiente! Nos meses mencionados acima, a “Mercado Envios” empresa responsável pela distribuição dos produtos do “Mercado Livre”, entregou quase 188 milhões de pacotes em todo país. Mostrando assim, como é importante ter uma logística bem organizada, gerenciada e com “Centrais de Distribuição” em cidades estratégicas e bem localizadas, para facilitar a rápida entrega das compras aos consumidores.

O crescimento do e-commerce deixa claro também, que o presente e certamente, o futuro do varejo é híbrido. Ou seja, todo “negócio físico” não pode mais prescindir de seu braço digital. Essa é a regra!

Share this page to Telegram

Os artigos postados no Paraibaonline expressam essencialmente os pensamentos, valores e conceitos de seus autores, não representando, necessariamente, a linha editorial do portal, mas como estímulo e exercício da pluralidade de opiniões.

Mais colunas de Alexandre Moura
Alexandre Moura

Engenheiro Eletrônico, MBA em Software Business e Comércio Eletrônico, Diretor da Light Infocon Tecnologia S/A e Diretor de Relações Internacionais da BRAFIP - Associação Brasileira de Fomento à Inovação em Plataformas Tecnológicas.

[email protected]

Arquivo da Coluna

Arquivo 2018 Arquivo 2017 Arquivo 2016 Arquivo 2015

2018 - Paraiba Online - Todos os direitos reservados.

BeeCube