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Alexandre Moura: “SPAC”

Alexandre Moura. Publicado em 5 de março de 2021 às 9:39

Desde o ano passado, a sigla “SPAC” é cada vez mais mencionada no mercado financeiro, particularmente em relação a “investimento de risco”. SPAC sigla para Special Purpose Acquisition Company (numa tradução livre: “Empresa de Aquisição de Propósito Específico”) pode ser definida como “uma empresa, normalmente uma holding (empresa de participações societárias), constituída, essencialmente, com a finalidade de obter investimentos, para aquisição futura de outra empresa ainda não definida”.

Ou seja, a SPAC procura ter o capital para quando aparecer uma oportunidade interessante, adquirir a empresa que está à venda ou investir numa startup promissora, que aparecer no “radar” dos investidores.

Conhecidas também nos Estados Unidos, como empresas “cheque em branco”, o capital é obtido junto a investidores e/ou diretamente com a abertura de capital na bolsa de valores, com base na credibilidade que seus fundadores têm junto ao mercado financeiro.

Em 2020, as SPACs americanas captaram cerca de R$ 430 bilhões e em 2021, esse valor deve dobrar.

No Brasil, o “movimento SPAC” já começa a dar os primeiros passos e os analistas acreditam que até o final do ano, cerca de R$ 5 bilhões devem ser captados com esse modelo de negócio.

 Um Piloto

A crise das empresas aéreas, em nível mundial, está muito longe do fim. O “desastre” causado ao segmento pela pandemia no ano passado, foi devastador e tudo indica que em 2021, não será muito diferente.

A indústria do transporte aéreo como um todo (formada por fabricantes de aeronaves, empresas aéreas, administradoras de aeroportos, trade turístico, etc) está buscando soluções para diminuição de custos e adequação a nova realidade do “negócio transporte aéreo”.

Uma das soluções apresentadas e já sendo testada, é a diminuição do número de tripulantes técnicos (Piloto e Copiloto). A ideia é passar a operar a aeronave com apenas o Piloto, auxiliado por sistemas baseados em IA (Inteligência Artificial), como um “Copiloto Virtual”.

Um Piloto (II)

Nessa linha de passar a utilizar somente o Piloto (o chamado voo “Single Pilot”), sem a necessidade do Copiloto (ou como é chamado: “Primeiro Oficial”), matéria recentemente publicada na revista brasileira de aviação “Aero Magazine”, informa que a empresa FedEx – multinacional americana de carga aérea e entrega de encomendas e que possui centenas de aeronaves em sua frota – está “testando um sistema de IA que permite voos com um único Piloto”.

Os voos de teste, estão sendo realizados em uma aeronave do modelo turbo hélice “ATR 42-300F (cargueiro)”, e pretende certificar junto a FAA (Federal Aviation Administration, a correspondente americana, da nossa ANAC – Agência Nacional de Aviação Civil) a operação deste tipo de aeronave cargueira “como o maior avião operado por um único tripulante técnico”.

Os voos de teste com duração de 1 hora, estão sendo realizados nos Estados Unidos, nos arredores do “aeroporto de Waterbury-Oxford, no estado de Connecticut”, com a supervisão de técnicos da FAA.

Em breve, poderemos ter também, a mesma “solução” sendo utilizada em aeronaves de passageiros.

Competição Aeroespacial

Estão abertas até o próximo dia 12 de março, as inscrições para a “1ª Competição Aeroespacial SARC-BARINet” voltada para ações de desenvolvimento cooperativo do uso de VANTs (Veículos Aéreos Não Tripulados) numa parceria entre o Brasil e Suécia “na busca de soluções inovações aeronáuticas”. Essa é apoiada, fortemente, pelo CISB – Centro de Pesquisa e Inovação Sueco-Brasileiro.

O objetivo é mobilizar estudantes, pesquisadores, universidades, Startups e a cadeia industrial e de serviços, do setor aeroespacial dos dois países, em prol da inovação tecnológica.

O nome “SARC-BARINet” tem origem nas siglas em inglês SARC (que significa em uma tradução livre, “Centro Sueco de Pesquisa Aeroespacial”) e BARINet (“Rede Brasileira de Pesquisa e Inovação Aeroespacial”) que pretendem premiar “as melhores soluções para um problema específico que envolva o uso de múltiplas aeronaves não-tripuladas (os populares drones)”.

A equipe vencedora receberá um prêmio de R$ 45.000,00.

Mais informações podem ser obtidas no endereço https://sarc.center/sarc-barinet-aerospace-competition/.

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Alexandre Moura

Engenheiro Eletrônico, MBA em Software Business e Comércio Eletrônico, Diretor da Light Infocon Tecnologia S/A e Diretor de Relações Internacionais da BRAFIP - Associação Brasileira de Fomento à Inovação em Plataformas Tecnológicas.

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