Fechar

logo

Fechar

Alexandre Moura: Rede colaborativa para “imprimir” protetores faciais

Alexandre Moura. Publicado em 27 de março de 2020 às 8:30

Uma iniciativa importante e bem interessante acontece aqui em Campina Grande. A Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação (SCT&I) do município, criou uma “rede colaborativa para imprimir em impressoras 3D, protetores faciais para uso dos Profissionais de saúde que estão na linha de frente do tratamento aos doentes do COVID – 19”.

A rede é formada por pessoas físicas, empresas, instituições públicas, indústrias e Startups que estão trabalhando, utilizando suas impressoras 3D, na produção de 27 mil protetores faciais que serão distribuídos em toda a Paraíba.

Segundo o Secretário de CT&I, Lucas Ribeiro, o objetivo é atender todos os Profissionais de saúde do Estado, fornecendo um equipamento de qualidade e que pode ser produzido em quantidade, de forma rápida e com baixo custo, através de uma ação colaborativa.

De acordo ainda com Lucas, o modelo do protetor (que serve como segunda proteção para máscaras como a N95) foi desenvolvido no “Laboratório do NUTES” da UEPB – Universidade Estadual da Paraíba, pelo Engenheiro Rodolfo Castelo Branco e pela Coordenadora do Laboratório Yasmyne Martins.

Quem desejar participar deste esforço pode entrar em contato com o NUTES através do telefone (83) 3315-3336 ou do E-mail: [email protected]

Os arquivos para impressão 3D do protetor facial estão disponíveis também, no site da SCT&I no endereço: scti.campinagrande.pb.gov.br.

Excelente e inteligente ideia!

Inteligência Artificial e a Pandemia do Corona Vírus

A OMS – Organização Mundial da Saúde, sediada na cidade de Washington, Estados Unidos, está utilizando um “sistema colaborativo” baseado em IA (Inteligência Artificial) para acelerar as pesquisas relacionadas ao desenvolvimento de tratamentos, medicamentos e vacina, para combater a doença.

A ideia é “montar um empreendimento colaborativo para criar um Banco de Dados com dezenas de milhares de artigos científicos e literatura médica sobre o coronavírus, para serem analisados ​​por programas de IA e assim, encontrar padrões específicos e responder perguntas, levantadas pela OMS sobre a pandemia, com a participação de médicos e pesquisadores do mundo todo”.

Inteligência Artificial e a Pandemia do coronavírus (II)

O Banco de Dados, que será disponibilizado no siteSemantics Scholar do Allen Institute” (Instituto de Pesquisa em Biociências, sediado na cidade de Seattle, Estados Unidos, criado por Paul Allen um dos fundadores da Microsoft), já tem 29.000 artigos científicos, incluindo 13.000 artigos de texto da literatura médica relacionados ao “COVID – 19”.

Através da Plataforma Kaggle (maior plataforma de hospedagem para projetos científicos) que fornece acesso a cerca de 4 milhões de cientistas de dados e programadores (em nível mundial) de IA, estes especialistas vão dar sugestões sobre ferramentas e códigos de software para usar na “mineração” destes dados e desta forma, descobrir informações importantes e úteis, constantes nestes documentos.

Esta iniciativa teve origem na “chamada – pelo Escritório de Política Científica e Tecnológica da Casa Branca (sede do Governo Americano) – de empresas de tecnologia e grupos de pesquisa, para descobrir como IA poderia ser usada para filtrar milhares de artigos de pesquisa publicados em todo o mundo sobre a pandemia”.

Vamos torcer que dê certo!

“5G” e a Indústria de Aviação

A SITA, empresa multinacional sediada na Suíça, fornecedora de tecnologia para a indústria de aviação, divulgou recentemente, um relatório sobre o impacto que a chegada da “Internet 5G terá nas viagens aéreas”, já bastante prejudicadas nestes tempos de coronavírus.

Pelo documento da SITA, “o advento do uso de redes 5G acarretará enormes e significativas mudanças, para as empresas aéreas, aeroportos e passageiros”.

As possibilidades e avanços são muitos, vou exemplificar aqui uma delas. Com as redes 5G o uso de IA (Inteligência Artificial) na indústria do transporte aéreo (tanto de pessoas quanto de cargas) “vai resolver alguns problemas existentes hoje e que acarretam filas e demoras nos terminais de passageiros”.

Com a exponencial velocidade na transmissão de dados (comparada com as atuais redes 4G) e a utilização de sistemas com IA, será possível “utilizar biometria para combinar passageiros com suas malas com erro zero”, através de câmeras de alta resolução instaladas nos aeroportos, fazer todo o procedimento de checagem do passageiro, imigração, alfândega, embarque, etc, sem necessidade da presença de nenhum funcionário do aeroporto, como é feito hoje em dia.

Share this page to Telegram

Os artigos postados no Paraibaonline expressam essencialmente os pensamentos, valores e conceitos de seus autores, não representando, necessariamente, a linha editorial do portal, mas como estímulo e exercício da pluralidade de opiniões.

Mais colunas de Alexandre Moura
Alexandre Moura

Engenheiro Eletrônico, MBA em Software Business e Comércio Eletrônico, Diretor da Light Infocon Tecnologia S/A e Diretor de Relações Internacionais da BRAFIP - Associação Brasileira de Fomento à Inovação em Plataformas Tecnológicas.

[email protected]

Arquivo da Coluna

Arquivo 2018 Arquivo 2017 Arquivo 2016 Arquivo 2015

2018 - Paraiba Online - Todos os direitos reservados.

BeeCube