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Alexandre Moura: Mais um mega vazamento de dados!

Alexandre Moura. Publicado em 12 de fevereiro de 2021 às 7:57

Pela terceira semana consecutiva, escrevo sobre um “mega vazamento de dados/informações sensíveis” de cidadãos brasileiros. Agora, segundo matéria publicada no site “NeoFeed” (www. neofeed.com.br) – especializado em empreendedorismo, negócios, inovação e transformação digital – foram “expostos os dados de quase 103 milhões de contas de telefone celular” em um vazamento dos dados pessoais (incluindo números para os quais foram feitas e recebidas ligações e duração das chamadas) dos proprietários destas contas.

O “problema” foi identificado pela empresa de cyber segurança PSafe, a mesma que divulgou, recentemente, o vazamento dos dados de 223 milhões de CPFs e 40 milhões de CNPJs. A ANPD – Autoridade Nacional de Proteção de Dados já foi informada oficialmente, do ocorrido e está investigando esse novo caso.

Faz-se necessário que ações enérgicas sejam tomadas pela ANPD, envolvendo inclusive, a Polícia Federal, o Ministério Público Federal e a Secretaria Nacional do Consumidor (do Ministério da Justiça). Descobrir a fonte ou fontes, do vazamento não deve ser muito difícil visto que deve ter origem nas operadoras.

Esse tipo de crime tem que ser exemplarmente punido e como escrevi na coluna da semana passada, é para isso que a LGPD – Lei Geral de Proteção de Dados, o CDC – Código de Defesa do Consumidor e o Código Penal, existem! Não dá para toda semana o crime se repetir e ninguém (seja pessoa física ou jurídica) ser devidamente responsabilizado, tanto cível quanto criminalmente!

“MadeiraMadeira” o novo “Unicórnio” brasileiro

 O significado de “Unicórnio” aqui não é a criatura mítica das lendas e fabulas (cavalo com um chifre) e sim de uma Startup (ou de um negócio já existente), que é considerada “Unicórnio” quando é avaliada, pelo mercado de investimentos, em 5 bilhões de reais ou mais, antes de abrir seu capital em bolsas de valores.

Esse é exatamente o caso da empresa “MadeiraMadeira” (o nome é junto mesmo) que após levantar, R$ 1 bilhão, “em financiamento de estágio final de investidores liderados pelo fundo de investimento latino-americano SoftBank e a empresa de investimento público e privado brasileira, Dynamo”, está sendo tratada como o mais novo “Unicórnio brasileiro”.

A empresa, com o novo aporte de recursos, vai fortalecer sua presença no mercado online (comércio eletrônico) onde já se destaca como “especializada em produtos para o lar, oferecendo cerca de 300.000 itens, para que os clientes possam decorar, mobiliar e mesmo construir ou reformar, seus imóveis.

E-commerce e a Realidade Aumentada

A pandemia do vírus chinês consolidou o crescimento do e-commerce (comércio eletrônico) em nível local e mundial, e a tendência deve continuar nos próximos meses e anos. Para isso, o uso de novas tecnologias (e aprimoramento das já utilizadas), como é o caso da “Realidade Aumentada” (RA) é fundamental. A RA propicia a “união entre o mundo físico e o virtual, acrescentando elementos, de forma virtual, ao que enxergamos fisicamente”.

No comércio eletrônico o uso de RA facilita, substancialmente, a “experiência do consumidor” na loja digital e assim, tornar-se um fator para diferenciar e aumentar a competitividade (alavancando as vendas, quando essa tecnologia é bem utilizada) de uma loja, em relação as milhões de lojas existentes hoje na Internet.

Um exemplo de RA é o uso de um código “QR” que possibilita o acréscimo de uma quantidade enorme de informações (vídeos, textos, fotos, depoimentos de clientes, etc) sobre um produto e/ou serviço sendo oferecido, gerando um tremendo efeito de marketing, de forma barata e eficiente.

“Co-living”

Outra tendência “criada” pela pandemia é o conceito de “co-living communities” (comunidades de convivência), um nome bonito para definir a “ocupação mista para os espaços antes destinados apenas para escritórios, mas que agora passam a ser utilizados também (com as devidas adaptações), como moradia”.

A ideia vai além do tradicional home office (tão falado nos últimos meses), passando a ser “ambientes híbridos de trabalho e vida”, onde pessoas possam “conviver, trabalhar, morar e se divertir”, ocupando assim, o “antigo escritório” 24h, de domingo a domingo, formando uma comunidade.

Esse tipo de ambiente tem atraído, inicialmente, profissionais liberais de algumas áreas e colaboradores de empresas de tecnologia.

Será esse realmente o futuro do local de trabalho e moradia?

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Alexandre Moura

Engenheiro Eletrônico, MBA em Software Business e Comércio Eletrônico, Diretor da Light Infocon Tecnologia S/A e Diretor de Relações Internacionais da BRAFIP - Associação Brasileira de Fomento à Inovação em Plataformas Tecnológicas.

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