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Alexandre Moura: “EBIA”

Alexandre Moura. Publicado em 23 de abril de 2021 às 9:01

Foi divulgado, no início deste mês, pelo MCTI – Ministério da Ciência Tecnologia e Inovações, o documento sobre a “EBIA – Estratégia Brasileira de Inteligência Artificial”. O objetivo “é nortear ações para o desenvolvimento da tecnologia de IA no Brasil”. Inclusive, o EBIA pode servir de base para a regulamentação dos “algoritmos de IA” utilizados no país, assunto importante que deve gerar amplos debates nos próximos anos.

Segundo técnicos do MCTI, a Estratégia Brasileira de Inteligência Artificial, possui seis objetivos estratégicos: Ajudar na elaboração de princípios éticos para o desenvolvimento e uso responsável de IA; Atrair investimentos sustentados em P&D (Pesquisa e Desenvolvimento) em IA; Eliminar barreiras à inovação em IA; Capacitar e formar profissionais para o ecossistema da IA; Incentivar a inovação e o desenvolvimento da IA brasileira em nível mundial; e Promover ambiente de cooperação entre os entes públicos e privados, a indústria e os centros de pesquisas para o desenvolvimento da IA.

“EBIA” (II)

Uma ótima iniciativa, que evidentemente, precisa ser bem debatida (e não somente pelos especialistas, mas pela sociedade como um todo) e sofrer os ajustes necessários, tornando-se uma política de estado (incluindo o arcabouço jurídico).

A EBIA vem numa hora extremamente oportuna e necessária (os europeus também, já divulgaram sua proposta sobre o tema, denominado de Artificial Intelligence Act), num momento no qual, cada vez mais, IA vem sendo utilizada e tem impactos econômicos, jurídicos e éticos no dia a dia da população.

Seja, no e-commerce (comércio eletrônico), no sistema financeiro, na medicina, na indústria (como robôs nas linhas de montagem que utilizam IA para selecionar peças), nas redes sociais (onde algoritmos que utilizam IA “selecionam” o que pode ou não pode, ser publicado cerceando o direito universal da liberdade de expressão), no uso militar dessa tecnologia, nas mídias “tradicionais” (Rádio e TV) etc. A lista é “infindável”.

Como escrevi acima, a sociedade precisa entender, participar e influenciar, no rumo desse debate. O documento divulgado pelo MCTI, é o passo inicial. O trabalho real, começa agora e não podemos perder tempo.

Banco do Brasil e o Nubank

Um relatório da “XP Investimentos”, empresa de assessoria de investimentos, afirma que o Nubank, “banco digital” que tem 35 milhões de correntistas (em 2020 foram 13 milhões de novos clientes, mais de 1 milhão por mês), pode ultrapassar o Banco do Brasil em 2023. O Banco do Brasil lidera o mercado brasileiro (em número de clientes) com um total de 74 milhões.

Mantendo o crescimento da base de clientes atual, o Nubank – que já está entre os cinco maiores bancos brasileiros e é líder nacional, no “número de usuários ativos mensais de aplicativos” – será o primeiro do ranking bancário em 2023.

É uma previsão bem possível de acontecer, pois hoje ele já é o líder “no exclusivamente digital” com 21 milhões de usuários ativos mensais. E a tendência das pessoas na faixa etária até 35 anos de idade, é usar cada vez mais o “digital” (a grande maioria desse público, segundo diversas pesquisas, nunca entrou numa agência bancária) no lugar do “físico”, isso tem acontecido na realidade, em todas as áreas, mas principalmente no segmento financeiro.

Ou seja, os bancos “tradicionais” têm que se adaptar, caso contrário vão ser “atropelados” pela nova realidade onde “impera a digitalização do ambiente de negócios”.

Olfato

Um relatório divulgado pela WGSN – empresa de origem inglesa, hoje sediada em Nova York, Estados Unidos, especializada em consultoria sobre tendências de consumo, inovação, design e tecnologias associadas – colocou a Startup Amvi, como a única empresa brasileira mencionada no documento.

Denominado de Ones to Watch 2021: Fragrance Discovery Innovators, (numa tradução livre: “Uns para observar em 2021: Inovadores, Descoberta, Fragrâncias), o relatório serve de guia para compradores, investidores e especialistas de uma forma geral, sobre inovações, neste caso, no mercado mundial de “perfumaria”.

A Amvi, criada no final de 2019, disponibiliza uma solução bem interessante para seus clientes, através de um “kit sensorial”. O “kit” é uma caixa que contém “amostras das nove fragrâncias inicialmente, disponíveis, além de acesso a uma plataforma online” e é solicitado no site da Amvi.

O sistema utiliza IA (Inteligência Artificial) para ajudar, através da análise de um questionário, na escolha da melhor (é feito um ranking entre as nove) fragrância mais adequada para seu gosto. Depois é só solicitar o perfume escolhido.

A inovação parece ser bem interessante, pelo destaque internacional mencionado acima, e pelo investimento de R$ 1 milhão realizado pelo fundo de investimento de risco, “GV Angels”.

É o “olfato” (associado a tecnologia) sendo valorizado, literalmente.

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Alexandre Moura

Engenheiro Eletrônico, MBA em Software Business e Comércio Eletrônico, Diretor da Light Infocon Tecnologia S/A e Diretor de Relações Internacionais da BRAFIP - Associação Brasileira de Fomento à Inovação em Plataformas Tecnológicas.

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