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Alexandre Moura: EAD

Alexandre Moura. Publicado em 6 de novembro de 2020 às 8:07

A pandemia afetou o sistema educacional de forma profunda e mesmo depois de oito meses, muitas escolas e universidades continuam fechadas para “aulas presenciais”.

Uma saída para se minorar o problema está sendo o uso do EAD – Ensino a Distância, até (no limite) no ensino infantil. O EAD (e suas variações como por exemplo, os cursos online, sem a presença de um professor “ao vivo”) “explodiu” nestes últimos meses.

A procura (e claro, a venda) de soluções tecnológicas (plataformas para EAD) para este segmento só fazem crescer e devem continuar bastante aquecida ao longo de 2021.

Já faz alguns anos que o crescimento do EAD vem se mantendo e agora não é uma opção, “é a solução” para o funcionamento de muitos estabelecimentos de ensino. Pelo menos até que a pandemia seja totalmente vencida.

EAD (II)

Mesmo no “pós pandemia” haverá crescimento, contínuo, do “ensino híbrido” (parte EAD + parte Presencial), já bastante utilizado nos cursos de pós-graduação (e em menor grau na graduação) – faz muito tempo – será comum também, no ensino médio.

As escolas (privadas e públicas) vão ter que se adaptar a essa realidade e as empresas de TI (Tecnologia da Informação), vão ter um mercado bem interessante, para novas plataformas adequadas e criadas do “zero”, para o ensino médio, e não adaptações simplificadas, de sistemas existentes usados pelas universidades.

Na mesma direção os fabricantes de Apps (aplicativos para smartphones) vão ter um mercado enorme pela frente.

O ensino híbrido será facilitado (e apoiado) pela Internet 5G que juntamente, com tecnologias cada vez mais sofisticadas de “Simulação Digital” (usando bastante “Inteligência Artificial” e “Realidade Aumentada”) para simular laboratórios (de química, física, biologia, etc) e “Hologramas”(de professores) vão trazer a “escola, literalmente, para dentro das residências”, de forma bem realista.

3.000 Km de Fibra Ótica

O Ministério da Defesa tem acelerado o “Projeto Amazônia Conectada” que tem o objetivo de levar a Internet para 100% das localidades da Região Amazônica, através de “uma rede de fibra ótica, de alta velocidade, com pouco mais de 3.000 Km de extensão, “implantada” nos leitos dos rios nos mesmos moldes dos “cabos submarinos” existentes em praticamente, todos os oceanos do nosso planeta.

Já foram colocados, pelo Exército Brasileiro (responsável pela engenharia e execução do projeto) cerca de 1.200 Km de cabos e até o final do ano mais 330 Km, chegando a 50% do planejado. A ideia é concluir projeto até 2022.

5G e Agricultura

Todos sabem que a “Tecnologia 5G” vai causar uma revolução, em todas as áreas da atividade humana e no agronegócio não será diferente.

Aqui no Brasil, o problema é que, hoje, cerca de “70% das propriedades rurais não têm sinal de Internet e/ou celular, de boa qualidade (ou mesmo não dispõe de nenhum sinal).

A maioria esmagadora dessas propriedades, pertencem aos pequenos empresários rurais, que não dispõem de recursos para investir em alguma solução técnica, que resolva ou minore o problema.

Alguma coisa vai ter que ser feita, rapidamente, para equacionar este “gargalo” do campo pois, a empresa (seja ela de serviços, industrial ou agrícola) que não tiver acesso as futuras redes 5G, não vai poder concorrer no mercado, que cada vez dependente de conectividade para utilizar (e aproveitar) todas as ferramentas tecnológicas disponíveis hoje (e em desenvolvimento), para gestão e crescimento, de um negócio.

A exemplo de computação “em nuvem”, comércio eletrônico, comunicações em alta velocidade para viabilizar vídeo conferência e EAD.

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Alexandre Moura

Engenheiro Eletrônico, MBA em Software Business e Comércio Eletrônico, Diretor da Light Infocon Tecnologia S/A e Diretor de Relações Internacionais da BRAFIP - Associação Brasileira de Fomento à Inovação em Plataformas Tecnológicas.

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