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Alexandre Moura: “Diagnóstico” pelo relógio

Alexandre Moura. Publicado em 31 de julho de 2020 às 9:45

A luta contra o COVID-19, em nível mundial, tem procurado utilizar qualquer “arma” disponível aos pesquisadores. A mais recente ideia é utilizar os dados coletados pelos aparelhos Apple Watch (relógio “inteligente” fabricado pela empresa americana Apple, para ser utilizado conjuntamente com smartphones) como, por exemplo, “alterações na frequência cardíaca e respiratória”, que possibilitem um diagnóstico precoce da doença.

Essa é a linha de pesquisa que cientistas da Faculdade de Medicina da Universidade de Stanford, dos Estados Unidos, estão trabalhando. A ideia é usar os dados coletados por quem usa o equipamento da Apple, para “diagnosticar” se o usuário tem o vírus.

Segundo os pesquisadores, “quando a pessoa é infectada, o corpo começa a passar por pequenas alterações (como batimentos cardíacos com leves alterações) sem que a pessoa perceba de imediato” e o Apple Watch pode identificar bem antes do aparecimento dos sintomas, estas variações.

Pelo estudo da Universidade de Stanford, “quase 80% dos pacientes diagnosticados com o vírus (e usuários do relógio da Apple), apresentaram alguma evidência, como alterações cardíacas”, e estas alterações foram “percebidas” pelos equipamentos, antes de qualquer sintoma ser constatado.

PIX

Nos próximos dias 25 e 26 de agosto, em São Paulo, acontecerá um Seminário (na modalidade online) sobre o PIX – Sistema de Pagamento Instantâneo Brasileiro, que a partir do mês de outubro deste ano, passa a ser utilizado por todos os bancos, instituições financeiras e fintechs com mais de 500 contas ativas.

“Criado e regulado pelo Banco Central (que antecipou a entrada em funcionamento para o dia 5 de outubro), o PIX vai permitir a realização em tempo real de transferências e pagamentos, a qualquer hora do dia, todos os dias da semana” sem custos para os usuários.

O Seminário, que é promovido pela empresa Internews, tem o objetivo de “detalhar todas as informações necessárias, para a implementação técnica e operacional, do novo sistema”.

Mais informações sobre o evento podem ser obtidas através do e-mail: [email protected]

Estudo sobre Segurança

Um estudo bem interessante foi realizado pelo “Instituto Igarapé” (entidade privada brasileira sem fins lucrativos, dedicada à integração das agendas de segurança, clima e desenvolvimento) sobre o tema: “uso de tecnologias de vídeo-monitoramento pelos órgãos públicos no Brasil”.

A pesquisa foi realizada utilizando-se dados das cidades do Rio de Janeiro, Campinas (SP) e Salvador e é bem oportuna (inclusive por estarmos em um ano eleitoral propício para este tipo de discussão com os candidatos a prefeito), pois o “uso de tecnologias de vídeo monitoramento nas cidades, a exemplo de CFTV (câmeras de circuito fechado de televisão) e programas de computador de IA (Inteligência Artificial) usados para reconhecimento de placas de automóveis”, já demandava um levantamento adequado do impacto do uso destas ferramentas, no tocante a privacidade e direitos correlatos, dos cidadãos.

Estudo sobre Segurança (II)

O levantamento levou nove meses para ser concluído e faz um diagnóstico da situação atual, nas três cidades estudadas, e também, apresenta algumas recomendações.

Uma das conclusões do documento do Instituto Igarapé é claramente sobre o fato de “simplesmente ampliar a quantidade de câmeras de vigilância por si só pode não gerar uma redução na quantidade de crimes”, em determinadas áreas de uma cidade.

É necessária uma série de ações complementares como treinamento e capacitação do pessoal envolvido na operação do sistema, bem como a adequação da central (ou centrais) de gerenciamento, a disponibilização de viaturas e policiais para atuação, em pronta resposta, as demandas identificadas pelas câmeras e a manutenção adequada de todo sistema.

Outro ponto de preocupação é com relação ao “compartilhamento das imagens das câmeras do setor privado (empresas e condomínios residenciais) com o aparato de segurança pública dos Estados e Municípios”, principalmente com a entrada em vigor da LGPD – Lei Geral de Proteção de Dados.

O estudo completo pode ser acessado no endereço: https://igarape.org.br/videomonitoramento-webreport/

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Os artigos postados no Paraibaonline expressam essencialmente os pensamentos, valores e conceitos de seus autores, não representando, necessariamente, a linha editorial do portal, mas como estímulo e exercício da pluralidade de opiniões.

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Alexandre Moura

Engenheiro Eletrônico, MBA em Software Business e Comércio Eletrônico, Diretor da Light Infocon Tecnologia S/A e Diretor de Relações Internacionais da BRAFIP - Associação Brasileira de Fomento à Inovação em Plataformas Tecnológicas.

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