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Alexandre Moura: Dados barrados

Alexandre Moura. Publicado em 24 de julho de 2020 às 8:59

Os países da UE (União Europeia) não podem mais “transferir dados pessoais de seus cidadãos para os Estados Unidos, com base no acordo Privacy Shield” (Escudo de Privacidade). Uma decisão da justiça invalidou o acordo e ainda, determinou que os “órgãos reguladores de todos os países membros da UE tomem medidas de proteção da privacidade das pessoas, de forma mais rígida”.

A decisão da Corte de Justiça da Europa levou em consideração que, “o Privacy Shield interfere nos direitos fundamentais das pessoas cujos dados são transferidos, sem um controle claro de quais informações podem ser enviadas para os Estados Unidos”. Inclusive, empresas americanas estavam tendo acesso aos dados e não só o governo.

Pela decisão judicial, são afetadas empresas como o Google, Instagram e Facebook, que não terão mais acesso irrestrito, as informações.

Vale destacar que estas empresas, geralmente, transferem “dados de seus usuários para servidores (computadores) instalados em diversos países, de acordo com suas conveniências técnicas e financeiras” (leia-se: custos de armazenagem dos dados).

A decisão da Justiça da UE foi considerada uma grande vitória, pelos defensores da privacidade de dados pessoais, em nível mundial.

Chegou à Austrália

Primeiro foi à Índia que proibiu o uso, depois os Estados Unidos (proibição ainda em analise pelo governo) e alguns países da Europa.

Agora, segundo matéria da Agência Internacional de Noticias Reuters, são os órgãos de segurança do governo da Austrália que estão “examinando a rede social chinesa TikTok, com relação a riscos que os mais de 1,6 milhão de usuários australianos estão correndo, no tocante a segurança da privacidade das informações trocadas pela rede social e de seus dados pessoais”.

As autoridades australianas estão preocupadas ainda com outros aplicativos (Apps) chineses para Smartphones, a exemplo do Kwai, Baidu, WeChat e Weibo que também, estão proibidos na Índia.

Aparentemente, não é uma questão comercial e sim de segurança nacional. Vamos aguardar, nos próximos meses, os desdobramentos deste assunto. 

Bom momento para as “Health Techs”

A pandemia do Covid-19 acelerou o bom momento econômico das Health Techs (empresas de tecnologia focadas em soluções para medicina/saúde).

Os investimentos captados por este tipo de empresa, em nível mundial, aumentaram muito nos últimos meses e novas soluções técnicas foram desenvolvidas (ou estão em desenvolvimento acelerado neste momento), especialmente as relacionadas ao monitoramento de pacientes a distancia, consultas e exames remotos (telemedicina de uma forma geral).

No Brasil não tem sido diferente. Para as cerca de 400 Health Techs brasileiras, o momento é de euforia, particularmente as voltadas para sistemas de telemedicina para uso em smartphones, que estão obtendo crescimento em número de usuários e, por conseguinte, de faturamento semelhante ao do e-commerce (comércio eletrônico) nacional.

Entre as Oito

Matéria publicada na edição digital da Revista “Exame” (www.exame.com), especializada em economia e negócios, informa que a Startup paraibana “Tradenergy Serviços em Tecnologia” (www. tradenergytech.com) de João Pessoa, está entre as “oito finalistas que disputarão a fase nacional da competição Climate Launchpad (competição global de ideias de “negócios verdes”).

As três melhores classificadas nesta fase, vão disputar a final regional no próximo mês de setembro.

Atualmente, a Tradenergy que desenvolveu “uma plataforma que conecta produtores e consumidores de energias renováveis”, encontra-se como startup residente no “Porto Digital”, em Recife, no hub de Inovação do Banco do Nordeste.

Parabéns e Boa Sorte!

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Alexandre Moura

Engenheiro Eletrônico, MBA em Software Business e Comércio Eletrônico, Diretor da Light Infocon Tecnologia S/A e Diretor de Relações Internacionais da BRAFIP - Associação Brasileira de Fomento à Inovação em Plataformas Tecnológicas.

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