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Alexandre Moura: Bancos, Fintechs e Bancários

Alexandre Moura. Publicado em 8 de janeiro de 2021 às 10:01

2021 começou com a “promessa” de uma diminuição grande, no número de agências bancárias em todo o país seguindo a tendência dos últimos anos. Com a redução das agências, infelizmente, o número de bancários tende também a diminuir, em 2019 “foram quase 9.500 postos de trabalho suprimidos no Brasil”.

Com relação ao ano passado (2020), a FEBRABAN – Federação Brasileira de Bancos, ainda não divulgou o número, mas deve ser igual ou superior, ao de 2019, pois a pandemia complicou ainda mais o mercado de trabalho do segmento.

A “culpa” dessa diminuição de mão de obra (extremamente qualificada) tem sido colocada, basicamente, no uso intensivo de soluções tecnológicas no setor financeiro.

Claro que a tecnologia impacta, mas não é só isso. O mercado financeiro – onde os bancos estão incluídos, mas que engloba também, administradoras de cartão de crédito, seguradoras, empresas de transporte de dinheiro (carros fortes) e de segurança (física e eletrônica) – tem mudado rapidamente e com novas formas de atuação (aqui sim, em boa parte, devido as novas tecnologias disponíveis) com o surgimento de um grande número de Fintechs e mais recentemente, das Insurtechs (as seguradoras digitais).

Bancos, Fintechs e Bancários

Temos que entender que isso (a redução do número de agências bancárias) é uma tendencia em nível mundial e talvez, arrisco a dizer, tem relação mais fortemente com as chamadas “Transações Bancárias por Canal”, sendo o Canal Smartphone” (uso de aplicativos financeiros pelos bancos) o que mais cresce a cada mês, devido a facilidade de uso e a “geração atual” (pessoas abaixo de 40 anos) que está “acostumada” desde pequena, ao uso de tecnologia e que utiliza de forma “instintiva” qualquer aplicativo de celular.

Essa geração também, prefere “fazer tudo pelo celular” sem precisar se deslocar para algum atendimento presencial. Assim, eles dificilmente, por exemplo, vão até uma agência bancária e os gestores dos bancos, percebendo essa tendencia, não investem mais em instalações físicas tradicionais.

Tem especialistas em bancos, afirmando que até o início da próxima década, as agências bancárias como (ainda) conhecemos hoje, não mais vão existir. Este é também, o prazo máximo previsto, em que o “papel moeda” vai deixar de existir e por motivos semelhantes. Tudo será “digital” e com poucos “humanos” atuando.

“UBus”

Essa semana começou a “rodar” em São Paulo, mais precisamente em uma linha entre as cidades de Diadema e Santo André, o chamado “Ônibus de Aplicativo”. A novidade é de responsabilidade da empresa “Metra” que está utilizando o “aplicativo para smartphone UBus”, como ferramenta para pedir o ônibus, reservar os assentos, comprar a passagem e avaliar o serviço (de forma semelhante ao Uber).

Segundo informações da empresa, “os ônibus de aplicativo possibilitam a escolha e marcação do assento, escolha do horário (dentre as opções pré-definidas), wi-fi e acompanhamento da viagem em tempo real”.

O pagamento é realizado pelo aplicativo com cartão de crédito e um “QRCode” é gerado para possibilitar o acesso ao veículo, servindo ainda, para fornecer as informações sobre o passageiro (nome, RG e destino) ao motorista (que tem todas os dados disponibilizados em uma tela no painel do ônibus).

A ideia é expandir as operações para todo o estado de São Paulo, após avaliação do período de teste.

Marinha do Brasil

Nossas Forças Armadas (Marinha, Exército e Aeronáutica) tem estado na “luta” contra o Covid-19, de várias formas, desde o início da pandemia. Seja com o uso de seus efetivos e equipamentos, seja com a disponibilização de suas capacidades de C&T (Ciência e Tecnologia) para desenvolver produtos para ajudar no combate aos vírus.

A Marinha, por exemplo (por sinal, um excelente exemplo) colocou sua área de C&T para desenvolver e fabricar, um “dispositivo emissor de radiação UV-C para combater o coronavírus”.

Através do CTecCFN (Centro Tecnológico do Corpo de Fuzileiros Navais) e do CDefNBQR (Centro de Defesa Nuclear, Biológica, Química e Radiológica), a Marinha do Brasil produziu “um dispositivo emissor de radiação do tipo UV-C que funciona contra cepas de coronavírus, esterilizando as superfícies onde é utilizado”.

O equipamento tem “eficácia de 99,99% de inibição de partículas virais”, percentual comprovado pelo Laboratório de Virologia da UNICAMP – Universidade de Campinas, São Paulo. Muito bom!

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Alexandre Moura

Engenheiro Eletrônico, MBA em Software Business e Comércio Eletrônico, Diretor da Light Infocon Tecnologia S/A e Diretor de Relações Internacionais da BRAFIP - Associação Brasileira de Fomento à Inovação em Plataformas Tecnológicas.

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