Alexandre Moura: Amazônia 1

Alexandre Moura. Publicado em 31 de dezembro de 2020 às 10:03

Este é o nome do primeiro satélite de observação da Terra, projetado e desenvolvido (integrado e testado), com tecnologia 100% brasileira e, futuramente, fará parte de uma família de satélites com o mesmo nome.

O “Amazônia 1” foi desenvolvido conjuntamente pelo INPE – Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais e pela AEB – Agência Espacial Brasileira, sob a coordenação e financiamento do MCTI – Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações.

O engenho espacial tem um peso de 638 Kg e será colocado em órbita em fevereiro de 2021, através do foguete indiano “PSLV”, a partir do Centro de Lançamento Espacial Satish Dhawan, localizado na ilha Sriharikota situada na costa do sul do estado de Andhra Pradesh, na Índia

Amazônia 1 (II)

Segundo informações do MCTI, o satélite ficará numa altura de 700 km e vai fornecer imagens de sensoriamento remoto para observar e monitorar a América do Sul (especialmente a região amazônica) e parte do oceano Atlântico.

O Amazônia 1 é um satélite de órbita polar bem complexo e sofisticado (como curiosidade: foram utilizados 6 mil metros de fios e 14 mil conexões elétricas) que irá gerar imagens do planeta a cada cinco dias, através de um imageador óptico de visada larga (câmera com 3 bandas de frequências no espectro visível VIS e 1 banda próxima do infravermelho Near Infrared ou NIR), sendo capaz de observar uma faixa de aproximadamente 850 km de extensão.

O equipamento é composto por dois módulos independentes: um Módulo de Serviço, que é a Plataforma Multimissão e um Módulo de Carga Útil, que abriga câmeras, equipamentos de gravação e transmissão de dados e das imagens captadas.

Ônibus Elétrico

Uma parceria entre a Fundação CERTI (www.certi.org.br), e as empresas EDP Energia, VIX Logística e WEG (multinacional brasileira fabricante de motores elétricos) estão desenvolvendo um ônibus elétrico (com baterias de íons de lítio) com tecnologia 100% brasileira.

Denominado “BYD DF9”, o ônibus tem autonomia de 350 Km e será o “primeiro para uso rodoviário do país”. A ideia é testá-lo em linhas que ligam algumas cidades do estado do Espírito Santo, através da VIX Logística, transportando, inicialmente, funcionários da empresa.

Sendo os testes satisfatórios, o “ônibus elétrico brasileiro” será fabricado em série e utilizado em linhas comerciais por todo o país.

Ônibus Elétrico (II)

O papel da Fundação CERTI (sediada em Florianópolis, Santa Catarina) no projeto é “contribuir com estudos de mercado (análise de viabilidade econômica), modelagem do negócio (fabricação, distribuição e suporte pós venda) e questões regulatórias (legislação)”.

A WEG – que inclusive participa também, do projeto de um “avião elétrico” com a EMBRAER – ficou responsável pelo desenvolvimento e testes da solução tecnológica “para recarga rápida das baterias de íons de lítio do ônibus” (que deve levar menos de 4 horas para a recarga total).

Com investimentos de cerca de R$ 7 milhões (com parte financiado através de um “Edital de Pesquisa & Desenvolvimento”, promovido pela ANEEL – Agência Nacional de Energia Elétrica, no ano passado) e duração de 18 meses, o projeto contempla, além da construção do protótipo do ônibus, a fabricação de 4 “Estações de Recarga” e o desenvolvimento de uma “Plataforma Tecnológica de Gestão do Sistema” (software – programa de computador) que serve para testes de funcionalidades e de custo-benefício do ônibus, comparados aos tradicionais movidos a óleo diesel.

FELIZ ANO NOVO! Que 2021 seja um ano abençoado por Deus!

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Alexandre Moura

Engenheiro Eletrônico, MBA em Software Business e Comércio Eletrônico, Diretor da Light Infocon Tecnologia S/A e Diretor de Relações Internacionais da BRAFIP - Associação Brasileira de Fomento à Inovação em Plataformas Tecnológicas.

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