Alexandre Moura: Água virou Commodity

Alexandre Moura. Publicado em 18 de dezembro de 2020 às 8:26

Nos últimos anos uma discussão, em nível mundial, vem acontecendo sobre as reservas de água do nosso planeta e sua importância estratégica. Afirmar-se inclusive, que as próximas guerras terão como motivo a disputa pelo precioso líquido. Como um “recurso de quantidade limitada e finito”, a água é imprescindível para a vida na terra e certamente, por isso mesmo, tem alto valor econômico.

Agora, este “ativo econômico” virou, literalmente, Commodity (numa definição simplista: “produtos que funcionam como matéria-prima”) com valor negociado em mercados futuros de commodities, da mesma forma que diversos produtos agrícolas e matérias-primas como minério de ferro ou petróleo.

Água virou Commodity (II)

A novidade, “água como comodity”, começou a ganhar corpo recentemente, no estado americano da Califórnia onde a escassez de água preocupa os especialistas faz tempo. Desta forma, essa “falta crônica” de água (guardando as devidas proporções, semelhante ao que acontece no Nordeste do Brasil) foi o incentivo para “água ser negociada em mercados futuros de commodities”.

Para isso foi criado o Nasdaq Veles California Water Index (a Nasdaq é a bolsa de valores dos Estados Unidos especializada em empresas de tecnologia) que tem o sugestivo código de “NQH2O”. O índice tem como base o “indicador de preços futuros de água da Califórnia”, que estava sendo negociado por cerca de R$ 1,90 por metro cúbico, valor bem alto para os padrões brasileiros.

De qualquer forma, este valor, serve de referência para comparações. Certamente, em um futuro não muito distante, algo semelhante vai aparecer no mercado brasileiro, particularmente aqui na Região Nordeste devido a “transposição” das águas do Rio São Francisco.

Navegadores da Internet sob risco

Nas últimas semanas – como escrevi neste espaço por diversas vezes – empresas e órgãos públicos brasileiros foram vítimas de ataques de hackers e de “vírus de computador”. Mas, tudo indica, que esses acontecimentos não ficaram restritos ao Brasil.

Segundo informações divulgadas pela empresa americana Microsoft, gigante do segmento de TI (Tecnologia da Informação), “mostraram uma propagação em escala geométrica e em nível mundial, do vírus Adrozek”, atingindo, segundo estimativas dos técnicos da empresa, os principais navegadores de Internet em cerca de 30 mil computadores, a cada dia!

O Adrozek “ataca” o navegador de Internet (como, por exemplo, o Firefox e o Chrome) e substitui anúncios legítimos nos sites acessados, trocando por propagandas sob o controle de criminosos, revertendo a renda para contas bancárias em paraísos fiscais.

O vírus pode ainda, “extrair informações dos usuários como dados e senhas armazenados no computador infectado”. Por isso, não abrir mensagens e principalmente seus anexos, de e-mails recebidos de desconhecidos e manter o antivírus atualizado, são cuidados importantes para se evitar (ou pelo menos tentar) este problema.

“Instabilidade”

Outro assunto que surgir essa semana, mais precisamente no último dia 14, foi a “instabilidade” das buscas no Google e no acesso ao Gmail e no YouTube. Foram milhares de relatos em vários países da Europa, nos Estados Unidos e na América do Sul, inclusive aqui no Brasil.

O Google Meet (sistema que permite a realização de vídeo conferências e muito utilizado neste período de pandemia) ficou sem funcionar por algum tempo. O problema também ocorreu no Google Drive, no Google Maps e no Google Play.

O motivo ou motivos, ainda não foram divulgados e estão sendo investigados. Muito estranho.

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Alexandre Moura

Engenheiro Eletrônico, MBA em Software Business e Comércio Eletrônico, Diretor da Light Infocon Tecnologia S/A e Diretor de Relações Internacionais da BRAFIP - Associação Brasileira de Fomento à Inovação em Plataformas Tecnológicas.

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