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Alegrai-vos e exultai (parte 1)

Dom Delson. Publicado em 20 de abril de 2018.

A Santidade é o rosto mais belo da Igreja. O Papa Francisco, na sua nova Exortação Apostólica “Gaudete et Exsultate”, sobre a chamada à santidade no mundo atual, convoca-nos para o seu humilde objetivo, como ele mesmo expressou: “fazer ressoar mais uma vez a chamada à santidade, procurando encarná-la no contexto atual, com os seus riscos, desafios e oportunidades, porque o Senhor escolheu cada um de nós ‘para ser santo e irrepreensível na sua presença, no amor’ (Efésios 1,4)” (Exort. Apost. Gaudete et Exsultate, n. 02).

O Papa Francisco, com linguagem simples e precisa, garante-nos demorados momentos reflexivos nesta nova Exortação. Ele chama a nossa atenção para a necessidade de vivermos um estilo de vida cristã a partir da santidade comum, pois o Espírito Santo, autor da santidade na Igreja, derrama-se por toda a parte, derrama-se em todos os batizados que buscam a fidelidade própria do povo de Deus. “A santidade comum forja-se nas situações mais simples da vida, como: nos pais que criam seus filhos com tanto amor, nos homens e mulheres que trabalham a fim de trazer o pão para casa, nos doentes, nas consagradas idosas que continuam a sorrir” (Exort. Apost. Gaudete et Exsultate, n. 07).

A Igreja, mesmo sendo agitada por muitas ondas, isto é, também agitada pelos pecados de seus próprios filhos, não pode deixar de anunciar a beleza da santidade de Deus. Santidade esta que sempre fora estampada multissecularmente no tempo e na história dos homens pela santidade comum dos cristãos. Os filhos da Igreja são chamados à santidade quando se aproximam da carne de Cristo sofredor, quando se permitem sofrer os riscos na vida ordinária.

O Papa também nos adverte sobre os inimigos da vida santa. Ele chama a atenção sobre as heresias do gnosticismo e do pelagianismo. São equívocos que trazemos para dentro da vida cristã. A primeira heresia citada significa viver uma fé presa aos seus próprios esquemas mentais, apoiando-se no império do excesso de conhecimento. A segunda heresia citada por Francisco, a do pelagianismo, absolutiza a vontade e não mais o conhecimento – são aqueles tipos de cristãos que confiam na força do próprio braço, esquecem-se da primazia da graça de Deus. Para a Exortação, quem se conforma a essa mentalidade vive uma vontade sem humildade.

Que a mesma alegria que povoa o coração de Francisco de Roma também faça morada em nossos corações. Sejamos santos alegres num mundo tão cansado que espera nosso testemunho!

Os artigos postados no Paraibaonline expressam essencialmente os pensamentos, valores e conceitos de seus autores, não representando, necessariamente, a linha editorial do portal, mas como estímulo e exercício da pluralidade de opiniões.

Dom Delson

Arcebispo Metropolitano da Paraíba.

falecom@fhc.com.br

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