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Ailton Elisiário: Peregrinando pela França

Ailton Elisiário. Publicado em 23 de dezembro de 2019 às 7:54

Saindo da Espanha em direção à França, nosso primeiro destino foi Lourdes, uma pequena cidade francesa dos Altos Pirineus com cerca de 14 mil habitantes que se tornou um dos maiores centros de peregrinação do mundo católico. Lá, numa pequena gruta próxima ao rio Gave de Pau, aconteceram em 1858 as aparições da Virgem Maria a Bernadette Soubirous. Sobre a Gruta de Massabielle foi construída a Basílica do Rosário em 1889 que recebe anualmente mais de 6 milhões de pessoas.

Desde 1862 os peregrinos visitam a gruta e a basílica para pedir ajuda, beber e lavar-se com a água milagrosa. O caminho interno do peregrino é ir à gruta, rezar em silêncio, tocar a água que brota, benzer-se, pensar naqueles que sofrem e necessitam auxílio, pedir a cura de suas enfermidades, ajuda para vencer as dificuldades e recuperar a confiança, beber a água da fonte, ir à capela das luzes e acender uma vela. Todo este ritual o fizemos.

São instantes de muita fé, em particular o banho nas águas de Lourdes. Um conjunto de piscinas preparado para atendimento individualizado a homens e mulheres. Fomos mergulhados naquelas águas, momento que nos encheu de grande emoção. Diariamente ali são rezadas missas em todas as línguas e realizada a procissão luminosa, semelhante a de N. S. de Fátima, da qual também participamos. A Basílica de São Pio X, que abriga cerca de 30 mil pessoas, para ali se direcionam as procissões que terminam com a adoração ao Santíssimo Sacramento.

Guiados por uma irmã da Congregação das Lourdinas fizemos todo o roteiro, que terminou na casinha onde Bernadette viveu com sua família, na rua dos Petits-Fossés, hoje transformada num pequeno museu. Cada um dos visitantes pode dar um sentido muito pessoal a cada passo pelo Santuário de Lourdes. A Igreja já reconheceu muitas curas com essa água milagrosa, que pode ocorrer ante a intensa experiência de fé do fiel pedinte.

Finda a nossa visita partimos para Lisieux, outra pequena cidade da França situada na região da Normandia, que tem cerca de 21 mil habitantes e dista 200 km de Paris. Nela morou e faleceu com 24 anos de idade Teresa Martin, uma freira carmelita descalça que foi canonizada com o nome de Santa Terezinha do Menino Jesus e da Santa Face. Seus pais, Louis e Zélie Martin, também foram beatificados e canonizados.

A Basílica de Lisieux de estilo romano-bizantino mantém sob sua cúpula as relíquias da santa, porém, é a capela do Carmelo, o mosteiro onde ela viveu, que abriga o seu corpo incorrupto vestindo o hábito carmelita. Também na basílica repousam os restos mortais de seus pais. A basílica dispõe de uma capela dedicada ao Brasil, em reconhecimento a ajuda brasileira para sua construção. Visitamos por fim a casa da família de Santa Terezinha conhecida como Les Buissonets, bem conservada e repleta de objetos, roupas e brinquedos da santa.

Santa Terezinha é a santa das rosas. Ela costumava jogar flores no crucifixo do Carmelo e no ano de sua morte ela disse às irmãs que iria fazer cair uma chuva de rosas sobre o mundo. A seguir, deixando Lisieux nos dirigimos para Paris, ponto final de nossa viagem de peregrinação.

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Ailton Elisiário

O autor é economista, advogado, professor da Universidade Estadual da Paraíba e membro da Academia de Letras de Campina Grande.

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