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Ailton Elisiário: A vacina ou o voto

Ailton Elisiário. Publicado em 17 de fevereiro de 2021 às 9:25

O problema da vacinação da população brasileira contra o Coronavirus anda muito confuso. Não existem informações fidedignas, pois que as que são divulgadas pelos meios de comunicação mudam todos os dias e de emissora para emissora. Tem sido uma Torre de Babel, tanto pela desinformação quanto pela atitude deliberada de distorcê-la. Tudo parece contrariar, causando falta de credibilidade às pessoas.

As redes sociais estão cheias de comentários os mais absurdos, mas que contribuem para a desinformação, visto que as pessoas não param para pensar e não se controlam no afã de repassá-los. Da vacina se fazem as mais diversas apreciações, sem o cuidado sequer de observarem se existe alguma lógica no que está sendo dito. Os mais diversos aconselhamentos são dados, tanto para que as pessoas se vacinem quanto para que não.

Enquanto isto os políticos, que foram eleitos para resolverem os problemas do povo, não guardam nenhuma preocupação quanto as questões mais cruciais, como se o país tem ou não vacina, que vacina deve ser aplicada, como controlar o processo de vacinação, entre outros questionamentos, estando sim preocupados em incutir na mente dos eleitores de quem seja o verdadeiro pai da criança.

As vacinas não são produzidas rapidamente, elas levam tempo para serem consideradas eficazes. Há técnicas diferenciadas na produção, sendo as tradicionais as produzidas com o vírus inativado e as vacinas proteicas feitas com pedaços do vírus, a exemplo das vacinas da Sinovac e AstraZeneca. Outras mais modernas utilizam outro vírus geneticamente modificado ou utilizam códigos genéticos, a exemplo das vacinas da Pfizer e da Moderna.

No nosso país as mais conhecidas são a vacina da Sinovac, que se diz não ser tão eficaz, mas que se adquire mais facilmente e a vacina da AstraZeneca, que se diz ser eficaz, mas de difícil aquisição. O fato é, porém, que qualquer uma delas não produzirá imunização definitiva e terá que ser aplicada periodicamente, como a da gripe que se aplica todo ano.

Ao lado da questão científica caminha a questão política. A quem cabe a responsabilidade pela vacinação: ao governo federal, estadual ou municipal? Numa questão crucial como é a pandemia, que no Brasil mata diariamente mais de mil pessoas, todos têm a obrigação de se envolverem na busca da solução mais imediata.

Porém, os políticos, que foram eleitos para resolverem os problemas do povo, não guardam nenhuma preocupação quanto as questões mais cruciais, como se o país tem ou não vacina, que vacina deve ser aplicada, como controlar o processo de vacinação, entre outros questionamentos, estando sim preocupados em incutir na mente dos eleitores de quem seja o verdadeiro pai da criança, para assegurarem votos no futuro.

É lamentável, triste e desumano. Mas, infelizmente é a realidade. Nada de novo debaixo do sol. Para o povo, com o comediante latino Plautus (254 – 184 AC), “homo homini lupus” (o homem é lobo do próprio homem), que se repete com o filósofo inglês Thomas Hobbes (1588 – 1679) e se mantém até os dias atuais com os nossos governantes.

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Ailton Elisiário

O autor é economista, advogado, professor da Universidade Estadual da Paraíba e membro da Academia de Letras de Campina Grande.

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