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Campina Grande - PB

A presença de Jesus Cristo nos Salmos (parte I)

25/08/2017 às 10:34

Fonte: Da Redação

Por José Mário da Silva (*)

Jesus Cristo, Salvador e Senhor nosso, é o centro de toda a Escritura Sagrada. É o ponto de convergência de todas as profecias que a seu respeito foram escritas. É o fiador perfeito da inquebrantável aliança salvadora que o Deus triúno fez com o seu povo na eternidade. No diálogo que travou com os desanimados discípulos que transitavam no caminho de Emaús, Jesus Cristo deixa claro que é sobre ele, sua pessoa e obra redentora, que a Escritura se pronuncia o tempo todo. Perder de vista essa dimensão hermenêutica centrada na pessoa do Filho de Deus, e na portentosa obra que ele realizou com o indesviável fito de nos salvar e nos constituir como igreja do Senhor, é transformar a Escritura Sagrada apenas num livro moralmente elevado, eticamente inspirativo e encorajador do ponto de vista existencial.

Sendo assim, no livro dos salmos, livro da adoração e das orações do povo de Deus no Antigo Testamento, parte substancial da vida espiritual e cúltica dos hebreus, Jesus Cristo pontifica como personagem nuclear. No salmo dois, por exemplo, Jesus Cristo é o ungido do Senhor, aquele contra quem, tola e rebeldemente, levantam-se os reis da terra, os príncipes dos povos, enfim, todos os que insistem em viver à revelia do senhorio soberano do Filho de Deus, diante de quem, na consumação de todas as coisas, quer queiram, quer não queiram, todos os homens haverão de se dobrar, e confessar que ele é Senhor, para a glória de Deus Pai.

No salmo de número oito, Jesus Cristo é aquele que tem, de forma plena, o domínio sobre todas as coisas; e que por Deus, o Pai, foi coroado de honra e de glória; enfim, é aquele cuja vida santa, morte substitutiva e ressurreição justificadora repararam, cabalmente, o grande mal produzido pelos nossos primeiros pais, Adão e Eva, que, na condição de nossos representantes federais diante de Deus, quando submetidos ao pacto das obras, fracassaram, pecaram, caíram, morreram espiritualmente e ficaram destituídos da glória de Deus.

É nesse sentido que o apóstolo Paulo chama Jesus Cristo de o último Adão. O primeiro Adão é sinônimo de pecado e morte. O último Adão é “o Caminho, a Verdade e a Vida”. No salmo quinze, Jesus Cristo é o paradigma sublime do autêntico cidadão dos céus, o único verdadeiramente forrado com o manto da justiça perfeita e da irrasurável integridade, o único ser, enfim, pleno de méritos diante do Pai. Ele é aquele que ao bradar: “está consumado”, satisfez, cabalmente, toda a justiça de Deus. No salmo dezesseis, ele é o santo de Deus, que venceu a morte, e cujo corpo, que ressuscitou corporalmente, não experimentou corrupção.

Nos salmos vinte e dois, vinte e três e vinte e quatro, magnífica trilogia messiânica, Jesus Cristo é o Messias sofredor e vitorioso; é o Bom Pastor, que dá a vida pelas suas ovelhas, e as leva aos verdejantes pastos da sua Palavra; e, por fim, é Rei da glória. Voltaremos ao assunto. SOLI DEO GLORIA NUNC ET SEMPER.

(*) Presbítero

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