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A Ordem Rosacruz de Campina Grande

Vanderley de Brito. Publicado em 15 de fevereiro de 2019 às 8:00

Ao pôr-do-sol de todos os sábados um grupo rosacruciano se reúne em Campina Grande para a milenar convocação ritualística da Antiga e Mística Ordem Rosae Crucis (AMORC), uma organização templária aplicada em estudos que visam o aperfeiçoamento intelectual, psíquico e espiritual da humanidade, possui milhares de organismos afiliados espalhados pelo Planeta e é considerada a mais antiga fraternidade do mundo, criada no Egito em 1503 a.C. e, ao longo dos séculos, se espalhou e agregou eminentes pensadores como Leonardo da Vinci, Francis Bacon, René Descartes, Isaac Newton, Benjamin Franklin, Thomas Jefferson, Paracelso, Goeth, Victor Hugo, entre outros.

A ritualística da egrégora Rosacruz de Campina Grande tem por objetivo a soma de energias em meditação para irradiar a paz e o bem para todo o compartimento da Borborema. O foco irradiador Rosacruz campinense foi fundada no dia 11 de abril de 1976, numa reunião no Edifício Lucas presidida por Francisco Raimundo Medeiros (Seu Chico) e teve sua sede provisória no primeiro andar da antiga Farmácia do 40. Foi reconhecida com de utilidade pública pela Lei Municipal nº 519, de 1979, e seu templo definitivo foi edificado em 1992 no bairro do Alto Branco.

A Ordem Rosacruz foi a primeira fraternidade a considerar as mulheres em plena igualdade com os homens, pois desde seu surgimento o sexo feminino gozou de privilégios iguais, incluindo o de cargos. A propósito, importantes mulheres do cenário cultural campinense, como Graziela Emerenciano, Cleuza Medeiros, Elizabete Serrano, Inês de Castro Dantas, Ida Steinmüller, Irene Ponciano e Lourdes Ramalho são rosacruzes. Esta última soror, inclusive, foi a primeira Mestre Rosacruz de Campina Grande, eleita em 1978. No quadro masculino do Pronaos Rosacruz de Campina Grande podemos destacar nomes de escritores e homens públicos como Moacir Germano Egberto Araújo, Flammarion Tavares, Ailton Elisiário, Enivaldo Ribeiro, Rui Bezerra, Severiano Agra Amorim, Talden Farias e até mesmo o autor destas linhas.

É relevante destacar que a Ordem Rosacruz, regida sob o símbolo de uma cruz e uma rosa no centro, não é religião, nem seita, visto que a cruz é um símbolo antiquíssimo constante, inúmeras culturas e sob diversas formas. Na verdade, a Ordem possui membros de diversas religiões e linhas filosóficas, agrega católicos, budistas, judeus, maçons e outros tantos, pois evoca o deus de cada coração para o trabalho de meditação conjunta em prol de um mundo melhor e mais pacífico.

Aos rosacruzes de Campina Grande que, de modo discreto, não mais secreto, há 42 anos mantém acesa a chama de sagração à Luz, Vida e Amor no compartimento da Borborema, desejamos os mais sinceros votos de Paz Profunda.

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Vanderley de Brito

Historiador, Arqueólogo, Presidente do Instituto Histórico de Campina Grande e membro fundador da Sociedade Paraibana de Arqueologia.

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