Fechar

Fechar

A lição do amanhã

Rafael Holanda. Publicado em 16 de fevereiro de 2017 às 8:05

Por Rafael Holanda (*)

Na curva final da vida com certeza haverá vida. Uma vida em abundância, onde os cantos celestiais são tocados de forma permanente e uma felicidade se estende perene e imorredoura.

Seria um grande contrassenso viver em sofrimento ou morrer antes de viver e não ter a grande chance de retornar para completar o ciclo maior da vida, que muitas das vezes são tristes e doloridas, mas vale a pena viver.

O homem tem que compreender que a raiz de toda felicidade na terra se acha estruturada na percepção de uma vida espiritual maior que o materialismo, e ai estão o problema, pois o homem se envolve na beleza do corpo e esquece o trato do espírito.

Muitos passam pela vida e levando dentro de si uma estrada de luminosidade, onde a base dos seus conceitos é regida pela arte de fazer o bem, compreendendo as lágrimas e enxugando as dores de um sofrimento.

A felicidade não é nada além do que realizar o supremo bem, que na sua representatividade expõe com painel de fundo todo fundamento ensinado por Deus, visando levar o homem a viver em paz.

Quando o homem exerce sua função primordial de olhar para si e enxergar os outros, não se faz necessário a se preocupar com a existência futura, pois a sua convicção de vida é capaz de estimular a buscar o existir em outro mundo.

Acredito que a espiritualidade está correlacionada a atos que o homem é capaz de realizar, pois pequenas coisas são avantajadas aos olhos de Deus, pois vivendo em harmonia e saber compreender um grito de dor tem uma representatividade enorme.

O homem lamentavelmente consegue desperdiçar a vida através de sofrimento ao próprio corpo carregando as imperfeições do mundo, como nada pudesse acontecer adiante, e que tudo terminasse em uma pequena cova.

A purificação da mente e do coração equivale a uma senhora que de forma simples cuida dos afazeres de sua casa, não permitindo que o chão permaneça sujo, mas desperdiçamos tempo para embelezar o corpo e jogar as sujeiras nos braços do espírito.

Um escritor disse: Ser o que somos, e nos tornarmos o que temos a capacidade de ser; essa é a única finalidade da vida, mas o homem pelo seu livre-arbítrio deseja sempre se inclinar para o lado onde o materialismo e do maligno.

As obrigações e proibições estão de maneira cristalinas aos nossos olhos, porém agimos por impulso e buscamos encontrar no silêncio da palavra, canções que nos despertam sentimentos de viver e persistir no mal.

Os impulsos de injustiças e maldades se acham encravados em nosso espírito intimo, esta liberdade faz com que o homem viva em busca de traições e misérias com a finalidade de lhe trazer riquezas.

Para continuar pela estrada do bem, que possamos, apenas entender o que São Francisco nos ensinou: “Lamente de coração ter ofendido a Deus e comece de novo a cultivar a graça que lhe falta com a confiança profunda em Sua misericórdia e um coração corajoso”.

(*) Médico

.

Os artigos postados no Paraibaonline expressam essencialmente os pensamentos, valores e conceitos de seus autores, não representando, necessariamente, a linha editorial do portal, mas como estímulo e exercício da pluralidade de opiniões.

Rafael Holanda

* Médico.

[email protected]

Simple Share Buttons

2018 - Paraiba Online - Todos os direitos reservados.

BeeCube