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A despedida

Rafael Holanda. Publicado em 31 de outubro de 2016 às 9:57

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Por Rafael Holanda (*)

A morte é tão velha quanto à vida, mas nós nos acostumamos ao nascimento, que representa a esperança da persistência da vida, o fruto do grande amor e acima de tudo a concretização de um sonhado sonho.

A morte leva consigo todos os nossos encantos e sentimento enterra ao solo, alguém que por tanto tempo foi participante das nossas elaboradas programações de um ideal.

A dor maior de quem perde é uma dor que poeta algum soube descreve-la, nem na sua mais sincera sensibilidade, pois a profundidade para decifrá-la é incógnita até nos dias atuais.

Ao perder um ente querido, as lágrimas são derramadas em características diferentes, pois naquele liquido cristalino vai consigo as lembranças queridas, as noites de alegrias e dias de amor.

Analisando quimicamente uma lágrima derramada e sofrida veremos que em cada momento do seu deslocamento, aparece uma miscelânea de prazeres da vida em família.

Não buscamos entender a morte e em momento algum paramos para compreendê-la, pois apesar de a conhecermos de longo tempo, ainda buscamos por encanto esquece-la sempre.

A saudade de uma despedida é tanta que por mais crença que possuímos menos crença temos em aceita-la, pois persistimos na ilusão que viver é sagrado e o morrer é diabólico.

Não há coração que não acompanhe com lamento a dor de um amigo por perder um ente querido, não há ninguém que não passou por uma dor que varia de graduação chegando a sua escala maior a perda de um filho.

Marca-se para sempre aquele dia, e ele se torna o mais doloroso das recordações e se formos medir teremos a certeza absoluta que não encontraremos palavras para puder expressar.

Sei que dói e esta maldita dor persiste infinitamente como que a vida se perdesse sua razão maior de ser e, que entre a terra e o infinito, existisse o nada como resposta.

O tempo é o Senhor de tudo e fará com que prossigamos na fé em Deus porque só assim haverá um céu para todos nós.

Resta-nos que nos momentos de suplicas, pedir ao Senhor que transforme a dor desta saudade na aceitação e conformação e que possamos prosseguir menos tristes e confiantes em Ti, hoje e sempre, cantando tuas maravilhas na esperança de um eterno reencontro.

(*) Médico

Os artigos postados no Paraibaonline expressam essencialmente os pensamentos, valores e conceitos de seus autores, não representando, necessariamente, a linha editorial do portal, mas como estímulo e exercício da pluralidade de opiniões.

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