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A Apple diversifica

Alexandre Moura. Publicado em 5 de abril de 2019 às 11:16

A concorrência, entre as grandes empresas mundiais de tecnologia, está ficando cada dia mais acirrada em várias e inesperadas áreas. Por exemplo, a empresa americana Apple, conhecida principalmente pelos seus smartphones e tabletes, está entrando com força total no segmento de cartão de crédito digital, serviço de notícias e streaming (tecnologia que envia informações multimídia, através da transferência de dados) de filmes.

Denominados de Apple Card, Apple News+ e Apple TV+, os novos “produtos” da empresa já nascem com uma marca muito forte e devem certamente, impactar bastante os “negócios via Internet” em nível mundial.

O Apple Card trará algumas facilidades bem interessantes. O usuário vai ter até 2% do valor gasto no cartão de volta e caso a compra seja feita numa “Loja da Apple”, o percentual sobe para 3%. Além disso, poderá dividir a fatura para pagamentos semanais, quinzenais ou mensais.

Já a Apple News+ terá mais de 300 veículos de comunicação associados, a exemplo do Wall Street Journal, especializado em temas econômicos. Os três produtos estarão disponíveis já no segundo semestre deste ano.

O mercado mundial terá um impacto grande.

Maturidade Digital

O Google fez uma pesquisa sobre o “nível de maturidade digital dos internautas brasileiros”. A análise abrangeu itens como: segurança de dados, acesso, uso e cultura digital. Denominado de IHD – Índice de Habilidades Digitais, o estudo mostrou que “o brasileiro possui média 3 (o índice varia entre 0 e 5), quando se trata do domínio de habilidades digitais e de uso de plataformas tecnológicas”.

O levantamento foi realizado através de entrevistas com 2.477 pessoas, na faixa etária entre os 15 e 60 anos, das classes A, B, C e D, nas cinco diferentes regiões do país, em 12 estados e 28 cidades. Segundo os responsáveis pela pesquisa, um dos objetivos é “saber o nível de digitalização dos brasileiros conectados e medir a diferença de maturidade, sobre o tema, entre grupos específicos da população”.

“IA”

O uso de IA (Inteligência Artificial) está ficando cada vez mais sofisticado e adentrando, na minha modesta opinião, em “áreas perigosas”. Por exemplo, cientistas da Universidade de Nottingham, Inglaterra, desenvolveram um “algoritmo baseado na tecnologia mais recente de IA, capaz de determinar com grande probabilidade de acerto (maior que 75% de precisão), o risco de morte prematura de um paciente”.

Para implementação do sistema/solução (um programa de computador), os pesquisadores ingleses, “tomaram como base a avaliação dos dados médicos de 502.628 pessoas atendidas nos hospitais ingleses, com idades entre 40 e 69 anos, no período compreendido entre os anos de 2006 e 2016”. Neste intervalo de tempo, 14.418 destas pessoas cujos dados médicos foram analisados, faleceram e o “Sistema de IA” foi testado e conseguiu identificar, corretamente, 76% dos pacientes que morreram durante o período.

O objetivo é aprimorar o sistema até ter 100% de acerto. Ou seja, em futuro não muito distante, os cientistas acham que vão ter um sistema de IA que “consegue prever a morte de um paciente”.

Mesmo que o objetivo da pesquisa seja “melhorar a precisão da avaliação de risco no combate a doenças graves, como câncer e cardiopatias (doenças do coração)”, para quem tem fé e acredita como eu, só Deus sabe a hora da nossa morte.

Catfishing

Este é o nome em inglês, de um crime pela Internet que vem aumentando rapidamente nos últimos meses. A FTC (Federal Trade Commission), a agência do governo dos Estados Unidos responsável pela proteção dos consumidores (uma espécie de PROCON americano), fez um levantamento e concluiu que, este tipo de golpe, atingiu 21 mil pessoas no ano passado nos Estados Unidos, causando prejuízos superiores a R$ 570 milhões!

No Brasil, mesmo não havendo estatísticas confiáveis, o número também é grande.

O golpe é baseado em enganar participantes de redes sociais através de apelos emocionais, “construindo afeição e confiança” ao longo de alguns meses e depois pedindo dinheiro ou a compra de algum medicamento e equipamento médico que estariam “necessitando”.

Para os especialistas em combater crimes virtuais (crimes pela Internet), é muito importante “ter sempre uma postura de cautela no uso e nas interações nas redes sociais e em sites de relacionamento” e assim, diminuir a possibilidade de ser enganado.

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Os artigos postados no Paraibaonline expressam essencialmente os pensamentos, valores e conceitos de seus autores, não representando, necessariamente, a linha editorial do portal, mas como estímulo e exercício da pluralidade de opiniões.

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Alexandre Moura

Engenheiro Eletrônico, MBA em Software Business e Comércio Eletrônico, Diretor da Light Infocon Tecnologia S/A e Diretor de Relações Internacionais da BRAFIP - Associação Brasileira de Fomento à Inovação em Plataformas Tecnológicas.

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