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13 candidatos: tantos, é bom ou ruim para a Democracia?!

Mário Tourinho. Publicado em 20 de agosto de 2018 às 11:21

Recentemente, ouvindo um programa radiojornalístico, eis que um dos seus apresentadores chama a atenção de que temos, nestas eleições 2018, nada menos do que 13 (treze) candidatos a Presidente da República. São eles: Álvaro Dias (Podemos), Cabo Daciolo (Patriotas), Ciro (PDT), Alkimin (PSDB), Guilherme Boulos (PSOL), Henrique Meirelles (MDB), Bolsonaro (PSL), João Amoêda (Partido Novo), João Goulart Filho (PPL), Eymael (DC), Lula (PT), Marina (Rede) e Vera Lúcia (PSTU).

Reportando-se à realização de debates pelos veículos rádio e televisão, como costumam acontecer, comprometer os respectivos espaços de mídia com os 13 candidatos, isto, para o povo que ouve/assiste, é bom ou ruim?! Ao final, para o público ouvinte/telespectador, dá pra bem avaliar em quem se pode melhor confiar?!…

Logo que se irradiou a febre de criação de partidos (diz-se que contamos com 35), tivemos oportunidade de participar de um evento em que foi levantada uma questão de como mais se oferecer condições aos eleitores para fazer suas escolhas. E surgiram as perguntas: a) para candidatar-se a governador, melhor não seria que já se tivesse a experiência de prefeito? b) para candidatar-se a presidente da República, não seria melhor que já se tivesse a experiência de governador?

E foram colocadas mais perguntas: para candidatar-se a deputado estadual, não seria melhor se já se tivesse a experiência de vereador? d) para candidatar-se a deputado federal, não seria melhor que já se tivesse a experiência de deputado estadual; e) para candidatar-se a senador, que já se tivesse a experiência de deputado federal?

Percebe-se ser muito complexa a questão. Claro é, porém, que para os eleitores tais condicionamentos corresponderiam a uma vitrine da história de cada candidato e como  atuou, anteriormente, em funções similares. E isto levaria, certamente, a uma quantificação mais racional (seletividade, mesmo) relativamente aos pretendentes a cada cargo, ou seja, no caso de candidato a presidente da República do Brasil, por exemplo, cada nome já expressaria, por si só, um razoável conhecimento da parte da população… e não se contaria com nomes que, no olhar do próprio povo, “está aí só pra aparecer, sabendo que não tem votos”. A propósito, um dos candidatos a presidente já vai o ser, desta feita, pela 5ª vez. E já foi uma vez candidato a prefeito de São Paulo, tendo ficado com 0,01% dos votos válidos. Cabe, racionalmente, esta persistência na candidatura a presidente? Ou isto só prejudica os espaços de mídia e à própria Democracia?!…

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Mário Tourinho

Administrador, membro da Academia Paraibana de Ciência da Administração (APCA), ex-diretor institucional do Conselho Federal de Administração, ex-presidente do Conselho Regional de Administração, pós-graduado em planejamento operativo, diretor executivo do Sindicato das Empresas de Transporte Coletivo Urbano de João Pessoa de 1993 a 2016.

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