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Campina Grande - PB

Coluna de Alexandre Moura: Amazônia 1

19/05/2017 às 11:15

Fonte: Da Redação

Por Alexandre J. Beltrão Moura (*)

Chama-se “Amazônia 1” o primeiro de uma série de satélites de médio porte, que o INPE -Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais, órgão ligado ao MCTIC – Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, vem desenvolvendo com tecnologia nacional.

Este primeiro satélite tem previsão de ir ao espaço no final de 2018 e terá “a capacidade de fazer imagens de qualquer parte do planeta em até cinco dias – período necessário para dar uma volta completa ao redor da Terra”.

No total serão três equipamentos (denominados de Amazônia e numerados de 1 a 3) que integram a “Missão Amazônia”, que consiste, segundo o INPE, “na construção da Plataforma Multimissão (PMM), uma estrutura-base para a fabricação de satélites de conteúdo nacional e de câmeras capazes de fazer o sensoriamento remoto da superfície terrestre”.

O investimento é da ordem de R$ 270 milhões, sendo 60% deste valor, destinado à aquisição de componentes e sistemas produzidos por empresas brasileiras.

Ataque Cibernético

Na sexta-feira, 12 de maio, o mundo assistiu a um “ataque cibernético”, em nível mundial, sem precedentes na historia recente deste tipo de ação criminosa. Foram mais de 300 mil computadores “atacados” em poucas horas em cerca de 150 países.

O ataque começou tudo indica, pela Espanha, seguida da Inglaterra e de outros países da Europa, depois Estados Unidos, Brasil, China, Rússia e espalhou-se pelo mundo rapidamente.

Na Inglaterra, por exemplo, o ataque ao NHS (Serviço Nacional de Saúde inglês) “deixou praticamente paralisados os computadores e telefones de ao menos 16 hospitais e ambulatórios nas cidades de Londres, Nottingham e Herefordshire”.

O “vírus” utilizado no ataque é do tipo denominado ransomware, que “sequestra” o conteúdo do computador “infectado” exigindo dinheiro como resgate para “libertar as informações sequestradas”.

No Brasil, várias empresa e órgãos públicos sofreram tentativas de invasão e os portais de Internet do Tribunal de Justiça e do Ministério Público de São Paulo foram desligados como medida preventiva.

Defesa Nacional nas Universidades

Por falar em ataque cibernético, recentemente, uma interessante e importante decisão foi tomada pelo MEC – Ministério da Educação.

Trata-se da resolução (Parecer nº 147/2016, do Conselho Nacional de Educação) que “incluiu na grade curricular das universidades brasileiras o tema defesa nacional”.

A medida abre um leque de possibilidades para pesquisadores e estudiosos, civis e militares do tema e vem em um momento, no qual o mundo encontra-se tão conturbado geopoliticamente.

Segundo o MEC, “para acompanhar esta matéria interdisciplinar, os alunos contarão com estudos estratégicos sobre agendas de maior impacto à soberania brasileira – como, entre outros casos, na área da defesa cibernética”.

Parabéns ao MEC pela iniciativa!

Embrapa e Uganda

Os produtores rurais de Uganda, país da África, estão sendo apoiados por pesquisadores da EMPRAPA Agroindústria de Alimentos, unidade da empresa localizada no estado do Rio de Janeiro, na avaliação de “um protótipo de silo para secagem e armazenamento de milho em espigas”.

A unidade demonstrativa do novo silo foi instalada nos arredores da cidade de Kapchorwka e será de “grande utilidade para os ugandenses, que colhem apenas uma safra de milho por ano, e por isso precisam armazenar os grãos colhidos em condições apropriadas até a próxima colheita”.

A condição econômica local, não permite a compra dos tradicionais silos comerciais de aço inox, daí a necessidade de uma solução mais barata para atender os pequenos produtores do país.

Mais informações no site www.embrapa.br/fale-conosco/sac

(*) Engenheiro Eletrônico

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