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Campina Grande - PB

Cagepa explica possíveis mudanças no racionamento de Campina Grande

11/04/2017 às 12:43

Fonte: Da Redação

Com a expectativa para a chegada das águas do rio São Francisco ao açude Epitácio Pessoa (Boqueirão), que segundo o Ministério da Integração Nacional deve ocorrer nesta quarta-feira (12), crescem também os questionamentos da população de Campina Grande sobre o fim do racionamento na cidade.

Ao falar sobre o assunto, o gerente regional da Cagepa, Ronaldo Meneses, explicou que qualquer mudança no atual modelo de racionamento, que divide a cidade em duas zonas, só será definida quando for verificado o volume de água que chegará ao açude.

Foto: Paraibaonline

Segundo Ronaldo, assim que a água chegar e a vazão dos primeiros dias for verificada em Boqueirão, a Cagepa vai analisar a viabilidade de aumentar os horários de abastecimento nas duas zonas de Campina Grande.

“Dependendo da vazão, podemos prorrogar mais o abastecimento da zona dois, que se encerra aos sábados, e antecipar o abastecimento da zona um, aumentando as horas de distribuição de água”, explicou.

Ainda sobre a possibilidade de mudança no racionamento, o gerente informou que a garantia de uma vazão constante de água entrando em Boqueirão pode levar a Agência Nacional de Águas (ANA), responsável pelo gerenciamento do açude, a autorizar uma retirada maior do reservatório.

– Os flutuantes têm capacidade de retirar 850 litros por segundo, mas a resolução da ANA com a média mensal só nos autoriza retirar 650 litros por segundo. Com a garantia de uma vazão constante, pode ser autorizada a retirada de 850 litros por segundo, o que permitiria não haver intervalo entre o funcionamento das duas zonas – acrescentou.

Já sobre o encerramento total do racionamento, Ronaldo salientou que a medida só poderá ser analisada quando o reservatório sair do volume morto.

– A saída total do racionamento só poderá ocorrer quando sairmos do chamado volume morto. Para que todos entendam: entramos no racionamento por zoneamento em 18 de julho de 2016, época em que o manancial estava com 8,2% de sua capacidade. Considerando que atualmente estamos com 3%, só podemos pensar em sair do racionamento total quando o manancial atingir novamente os 8,2%, quando podemos captar também a água pela tomada de fundo do açude – argumentou, em entrevista à rádio Correio FM.

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