Argentinos voltam às urnas para escolher novo presidente

Da Redação*

Publicado em 19/11/2023 às 9:51

Valorize o jornalismo profissional e compartilhe informação de qualidade!

Milhões de eleitores voltam às urnas neste domingo (19) para escolher o novo presidente da Argentina. Em um país mergulhado em crise econômica, um dos candidatos é o governista Sergio Massa, o atual ministro da Economia.

O outro é o ultraliberal Javier Milei, que tem propostas radicais e defende, por exemplo, a eliminação do Banco Central.

Os eleitores terão como opção de voto apenas os dois presidenciáveis. No primeiro turno, que ocorreu no dia 22 de outubro, a população argentina elegeu deputados, alguns senadores e governadores de províncias e até representantes do país no Mercosul.

As disputas regionais confirmaram a queda de popularidade do peronismo, mas análises que indicavam uma derrota colossal do movimento não se concretizaram.

Massa (União pela Pátria) largou na frente. Ele obteve 36% dos votos, contra 30% de Milei (A Liberdade Avança), em segundo. Mas o ultraliberal recebeu o apoio da macrista Patricia Bullrich, que acabou derrotada em terceiro, com 23% dos votos.

As últimas pesquisas de intenção de voto mostram uma disputa acirrada, com empate técnico ou ligeira vantagem para o candidato da oposição. O vencedor tomará posse em 10 de dezembro, data que marca os 40 anos de democracia na Argentina.

Foto: redes sociais

Foto: redes sociais

Assim como no primeiro turno, que ocorreu no dia 22 de outubro, os locais de votação abrem às 8h e recebem eleitores até as 18h –o horário em Buenos Aires é o mesmo de Brasília.

Mais de 35 milhões de argentinos estão aptos a votar, segundo a Direção Nacional Eleitoral do país, considerando a população nativa (16 anos ou mais) e a de naturalizados (18 anos ou mais). O voto é obrigatório para quem tem entre 18 e 70 anos.

Eleitores que não compareceram ao primeiro turno podem ir votar no domingo. A ausência deverá ser justificada à Secretaria Eleitoral no prazo de 60 dias após a eleição. A venda de bebidas alcoólicas ficará proibida por 25 horas, das 20h de sábado (18) até as 21h de domingo.

O segundo turno ocorre porque nenhum dos candidatos atingiu 45% dos votos válidos ou mais; ou 40% com uma diferença de 10 pontos percentuais do total de votos na votação de outubro.

Foram habilitadas 104.577 seções eleitorais distribuídas ao longo do país, segundo a Direção Nacional Eleitoral da Argentina. Os eleitores, após apresentarem seu documento nacional de identidade, recebem um envelope vazio e vão para a chamada sala escura, uma cabine.

Lá, o eleitor escolhe entre cédulas que mostram cada candidato, as chamadas “boletas”, e as insere no envelope. Em seguida, deposita o envelope na urna.

A apuração terá duas etapas. A provisória começa neste domingo, assim que os presidentes de cada seção informarem os resultados apurados ao Ministério do Interior por meio de um telegrama.

A correspondência vai até a Direção Nacional Eleitoral, que compila os resultados preliminares com a maioria das seções. Estes começam a ser conhecidos por meio das pesquisas de boca de urna, que são divulgadas antes dos resultados oficiais e fornecem uma visão de como foi a eleição, mas não têm validade oficial.

Essas pesquisas, feitas por veículos de comunicação, não podem ser divulgadas até as 21h, uma vez que a lei veta qualquer tipo de divulgação de dados em massa até três horas após um ato eleitoral.

O resultado definitivo só começa a ser apurado 48 horas depois do fim da votação. Esse processo é feito a partir das atas de cada seção. Os candidatos têm o direito de designar fiscais para acompanhar a apuração. Embora não tenha apresentado diferenças significativas na contagem ao longo dos anos, essa etapa formal serve para corrigir erros em documentos e a contagem de votos de pessoas privadas de liberdade e das que vivem no exterior

Alguns eleitores ventilam a possibilidade de fraude, teoria sem fundamento em evidências que tem circulado entre partidários do ultraliberal.

Desde que a democracia foi restabelecida, em 1983, as eleições no país funcionaram sem problemas relevantes. Houve nove pleitos presidenciais no período e em apenas quatro delas os partidos que estavam no poder venceram.

O governo argentino mobilizou 86 mil agentes das Forças Armadas e de outras forças de segurança para coibir eventuais episódios de violência no segundo turno.

* SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS)

2021 - ParaibaOnline - Rainha Publicidade e Propaganda Ltda - Todos os direitos reservados.

BeeCube