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Arimatéa Souza

Semear para o futuro regando com a saudade

Da Redação*. Publicado em 27 de setembro de 2020 às 13:02.

Foto montagem/Paraibaonline

Foto montagem/Paraibaonline

Há poucos dias fui convidado para um gesto singelo, mas de simbologia transcendental: plantar uma muda de uma espécie (Catingueira) típica da região da caatinga nordestina no bosque que está sendo concebido no Parque Liberdade, em Campina Grande.

O convite comporta convergências: a dedicação apaixonada da servidora Denise de Sena (coordenadora de Meio Ambiente da PMCG) pela área paisagística, autora do convite; e o fato de o citado bosque ter ganho o nome do jornalista William Monteiro de Lima.

William era um amigo/irmão que precocemente nos deixou há alguns meses.

Projetou-se no tempo e no cotidiano um rastro de saudade e uma lacuna perene.

A escolha para ´batizar´ o bosque não poderia ter sido mais apropriada: há muito tempo William, silenciosa e anonimamente, se dedicava ao meio ambiente em Campina, uma das razões de ser para a sua vida.

Sempre em seu veículo era possível encontrar ferramentas para o plantio, recuperação ou poda de árvores, bem como um utensilio para regá-las.

Ele foi um dos primeiros a dotar o próprio parque da Liberdade de mudas nativas.

Normalmente, as árvores típicas de nossa região são frondosas, robustas, centenárias.

Como disse o poeta romano Virgílio, “os netos recolherão os frutos e desfrutarão das sombras das tuas árvores”, inesquecível amigo ´Nezinho´.

*fonte: coluna Aparte, publicada no paraibaonline.com.br

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