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Arimatéa Souza

segunda-feira, 13/11/2017

Zé surpreende o ´ninho´

Todos juntos e separados

A convenção estadual do PSDB, realizada no final de semana no auditório da Asplan, em João Pessoa, cumpriu rigorosamente com os seus objetivos: aglutinar no mesmo espaço as legendas que se apresentam para novamente integrar uma ´frente de oposição´ no Estado, à semelhança das eleições municipais de 2016.

A exceção, para justificar a regra acima explicitada, ficou por conta do Progressista (antigo PP), que não deu o ar de sua graça.

Afora o discurso incisivo do senador José Maranhão (como se verá abaixo), presidente do PMDB/PB, os oradores explicitaram intenções, muito mais que compromissos indeclináveis.

Criar…

O primeiro pronunciamento na convenção foi o da ex-deputada Iraê Lucena, que preside o ´PSDB Mulher´ no Estado, núcleo que conta com a presença de 54 filiadas.

… Asas

Ela apelou aos dirigentes municipais presentes para que ajudem na expansão desse segmento partidário.

Largada

Em seguida, o deputado Bruno Cunha Lima, em nome da bancada do PSDB na Assembleia Legislativa, saudou o encontro como “o primeiro grande evento político das oposições no Estado”, na perspectiva do processo eleitoral de 2018.

Convergente

“É a virada de página que precisamos dar na política da Paraíba. O que nos une é maior do que o que nos separa”, bradou Bruno, ao se reportar às lideranças de outras legendas que estavam presentes.

Tiro direto

Em nome dos prefeitos do PSDB, Zenóbio Toscano (de Guarabira) iniciou a sua fala criticando Ricardo Coutinho (PSB): “É um governador que se comporta como um grande ditador; que acha que pode tudo e que está acima da lei e de todos. Com certeza, ele terá a resposta do povo nas próximas eleições”.

“Temos um prepotente governador”, exclamou.

Dar o exemplo

ZT disse que “a oposição unida é imbatível para a eleição de governador. Vamos sepultar eventuais divergências políticas. E começo isso fazendo em Guarabira. Eu não terei nenhum problema de subir no palanque junto com eventuais adversários (família Paulino), porque, acima de tudo, está a vontade do povo da Paraíba”.

´Mea culpa´

Toscano prosseguiu dizendo que “devemos pedir perdão à Paraíba: Cássio, eu e tantos outros que abrimos as portas do interior para ajudá-lo (RC) a se tornar governador da Paraíba”.

Mudança…

O prefeito guarabirense avançou para o plano nacional e fez referência à necessidade de uma “grande mudança no PSDB”, diante “da situação que vive o nosso País”.

… Interna

“Essa mudança – assinalou – vai começar em poucos dias com a eleição (do senador Tasso) Jereissati (CE) para a direção nacional do PSDB”.

Distante

“E vamos nos afastar desse governo (Temer) que aí está, que tem a repulsa do povo; que está a cada dia mais se revelando com as denúncias, como enlameado está o ex-presidente do nosso partido (Aécio Neves)”.

Aprovação

Presidente reeleito do PSDB, o ex-deputado Ruy Carneiro frisou que a recondução ao cargo de vários prefeitos paraibanos filiados ao PSDB, em 2016, foi uma demonstração da qualidade dessas gestões.

Força eleitoral

A legenda – informou o dirigente tucano – governa mais de 1 milhão e 100 mil paraibanos, através de cinco das dez maiores prefeituras existentes no Estado.

Estendida

“Temos uma grande responsabilidade em 2018”, enfatizou Ruy, para ponderar adiante que a aliança firmada em 2016 em João Pessoa (para apoiar a reeleição do prefeito Luciano Cartaxo, PSC) “tem que ser replicada em 2018”.

Epílogo

Conforme o ex-deputado, “o ciclo político do atual governador está se encerrando e deixando muitas dívidas com a Paraíba”.

Aberto ao diálogo

Presente à convenção ´tucana´, Luciano Cartaxo disse que aquele evento era “uma demonstração de que o PSDB sabe dialogar e construir consensos; que as divergências são superadas através do entendimento”; e que assistia ali uma “sinalização para a unidade das oposições”.

 

Indicativo

“Não tenho a menor dúvida de que o ciclo do PSB no governo estadual está com os seus dias contados”, reafirmou Cartaxo, observando em seguida que em João Pessoa e Campina, entre outras cidades, o povo disse em 2016 “que queria uma coisa diferente”.

“Foi uma sinalização muito forte”, grifou.

A Paraíba…

O prefeito pessoense disse que o governador “não pode se dar ao luxo de transformar o governo estadual num presente, embrulhar e querer ofertar a um secretário ou amigo de sua conveniência”.

… Não é brinquedo

“A Paraíba é muito maior do que a vontade de cada um, individualmente”, adendou.

Porta fechada

Cartaxo ressaltou aos presentes que durante sete anos o governo atual “não fez uma única parceria com as duas maiores cidades do Estado”.

“Isso acaba por completo o discurso de que é um governo republicano”, acrescentou,

Prenúncio

Em seu discurso, o presidente do PSC/PB, ex-senador Marcondes Gadelha, disse que o PSDB “se prepara para enfrentar grandes desafios”.

Opaco

De forma inesperada, Gadelha criticou o Governo Temer, acentuando que “não tiro um dedal das razões do povo (…) Onde está aquele País alegre que se perdeu em sua própria história? A verdade é que o Brasil ficou irreconhecível”.

Abaixo da…

Marcondes sublinhou que o Brasil “está mergulhado num caldo grosso de corrupção deslavada e desenfreada”.

… Superfície

“É claro que, nessas condições, o País é presa fácil de extremismos e de populismos de ocasião. Não por acaso, nesse momento se desenha, em todas as pesquisas, de dois extremismos – de esquerda e de direita”, atestou.

Ação

Ao se dirigir aos filiados ao PSDB, o ex-senador disse que a legenda “com a sua serenidade, com a sua história, pode deter a marcha da insensatez”.

Pactuação

Ao regressar ao cenário estadual, Marcondes Gadelha acentuou que “nessa reunião, um pacto começa a se esboçar, reunindo todos os partidos de oposição, para dizer em alto e bom som que as oposições unidas jamais serão vencidas”.

´Liga´

Muito aguardado na convenção, o prefeito Romero Rodrigues introduziu a sua fala se dirigindo a Ruy Carneiro: “Evidentemente poderemos ter divergências sobre a compreensão das coisas, mas temos algo maior que nos une, que é a Paraíba”.

Só em 2018

Romero destacou que “a gente compreende e respeita todas as candidaturas próprias. O tempo certo da definição será o próximo ano, quando teremos mais maturidade e tranquilidade, tomando as decisões de forma conjunta”.

 

Desprendimento

“Temos que ter a visão de ser votado, mas também ter a serenidade de saber renunciar na hora de também precisar votar em alguém, porque esse é o segredo que pode nos levar à vitória em 2018”, conclamou RR.

Recondução

Romero disse que o PSDB “tem vários desafios na eleição do próximo ano. E tenho a compreensão e a visão de observar que entre os projetos do PSDB estadual está a reeleição do senador Cássio, que é importante para o PSDB e para o Estado”.

 Resiliência

“Mas do que nunca nós temos que calçar as sandálias da humildade, e compreender que o caminho que pode nos levar à vitória é a unidade”, realçou o prefeito.

No páreo

Por fim, Romero Rodrigues avisou que “o meu nome continua à disposição (para o governo), mas sem imposição”.

“O PSDB dá aqui o primeiro passo rumo à vitória em 2018”, concluiu.

No fundo…

Último orador do PSDB na convenção, o senador Cássio começou a falar tratando da conjuntura política nacional.

… Do poço

“Estamos vivendo um momento muito difícil da vida nacional. Não é do desconhecimento de ninguém a complexidade desse instante e a gravidade do momento. Mas, tenho certeza, não há saída fora da política. Mas do que nunca, se faz necessária a prática da boa política”.

Aglutinação

“Estamos fazendo aqui a boa política, sem renunciar posições; sem abdicar convicções. Partidos que se congregam dentro de pontos de convergência, sem que divergências possam deixar de existir, porque são naturais não politica”, discursou CCL.

Gesto concreto

“O que nós estamos testemunhando nessa tarde são gestos de grandeza, de espírito público, de compreensão da necessária leitura do cenário político do Brasil e da Paraíba, para que nós possamos, no próximo ano, ter a capacidade, com essa mesma maturidade e discernimento, apontar os caminhos que haverão de conduzir a Paraíba e o Brasil a um futuro que nos permita virar a página, ou seja, sair da crise”, discorreu o senador.

Reconstrução

Para CCL, “é preciso que o sistema politico brasileiro faça uma autocritica, porque nós falhamos como sistema político, é inegável isso. Ele precisa ser reconstruído”.

União

O senador disse que a unidade das oposições no Estado “será fundamental para que as convergências aqui destacadas possam resultar na vitória que queremos. Os desafios são muitos e imensos”.

“O que estamos vendo aqui é um reencontro”, realçou.

Desabafo

“Não sou um desonesto como alguns querem me apontar. Não sou alguém que perdeu um mandato por corrupção! Não! E vou enfrentar essa discussão com clareza. Tem político bandido? Tem! Tem político safado? Tem! Tem político que tem estar preso? Sim! Mas não são todos os políticos que são safados ou ladrões”, bradou.

Maior ameaça

Cássio comentou que “se tenta é nivelar por baixo” a atividade política. “E isso é um risco para o Brasil. O País não precisa de um ´salvador da Pátria´. O maior risco que o Brasil correrá no próximo ano é tentar encontrar saída para essas dificuldades através de um ´salvador da Pátria´. Salvadores da Pátria não são solução em nenhum país, sobretudo num país diverso e complexo como o nosso. Repito: a saída está na política”.

Libertar

CCL igualmente disse que é necessário “livrar a Paraíba de um governo retrógrado, atrasado, mesquinho, perseguidor, desumano, que desestruturou milhares de famílias”.

Apropriação

“Até quando vamos suportar calados, como sociedade e contribuintes que somos, que o governo estadual continue metendo a mão no bolso paraibano, com aumentos permanentes de impostos”, indagou o ´tucano´.

“O governo não para de aumentar impostos”, insistiu.

Cobrança à Corte

O ´tucano´ fez menção às ações eleitorais remanescentes do pleito de 2014 que envolvem o governador, ainda não julgadas pela Justiça Eleitoral: “O TRE, surpreendentemente, três anos depois, ainda não julgou. Julga TRE! Preste o seu serviço à sociedade. Quer absolver, absolva. Mas julgue! O que não pode é fazer de conta de que nada aconteceu”.

“Unidade”

“A palavra de ordem hoje é unidade, de propósito e de objetivos, cada um respeitando o espaço um do outro, a postulação de um e de outro”, conclamou CCL, para admitir “é um tempo de desânimo, eu sei. É um tempo de desesperança e de frustração. Quem não está decepcionado com a política?” – indagou.

Fora da pauta

Uma ´moção de apoio´ à candidatura do senador Tasso Jereissati à presidência do partido foi proposta de improviso por Cássio, e aprovada por aclamação.

Sobre a postura…

“A verdade tem que ser dita nessas horas, mais do que nunca. A política exige hoje compromisso de olhar no olho e falar a verdade, o que os mais jovens falam de ´papo reto´,” introduziu CCL.

… De Aécio

E continuou: “Eu vou dizer aqui o que já disse publicamente: o senador Aécio (Neves) não poderia ter destituído o Tasso (do comando do PSDB) da forma que fez, de forma arbitrária. Aécio vem cometendo uma série de erros, que faz com que se acumulem decepções. E por mais relações pessoais que você possa ter com alguém, quando esse alguém insiste em errar, de forma sucessiva, é preciso dar um basta e dizer chega!”

Reencontro

Cássio Cunha Lima finalizou as suas palavras afirmando que “hoje é um dia de reencontro. A Paraíba nos chama. É um momento de ter grandeza, de ter responsabilidade e compromisso com o Estado. Há um ponto comum que nos une: o amor que temos à Paraíba. E nós vamos, com certeza, fazer falar mais alto esse amor”.

Mãos dadas

No mais esperado e impactante discurso da convenção do PSDB, José Maranhão disse a uma – sinal dos tempos! – receptiva plateia que “sem dúvidas, é um momento de convergência, porque as lideranças da Paraíba entenderam que é preciso se dar as mãos para formar uma força maior, já que a divisão partidária no passado não foi capaz de sensibilizar o governo federal para os grandes projetos da Paraíba”.

Fim das divisões

“O povo da Paraíba – prosseguiu – está nos induzindo para um caminho de convergência. Podemos até preservar as nossas identidades políticas, como fazemos nesse momento, assim como a nossa ideologia e o nosso programa partidário. Mas não podemos, jamais, nos dividir para prejudicar o desenvolvimento e o progresso do Estado. E é este caminho que nós estamos trilhando, embora ainda não tenhamos dado os passos definitivos”.

Em busca do tempo perdido

Zé lançou mão de uma expressão italiana para se reportar aos demais pré-candidatos a governador pelo oposição: “É tudo boa gente!” (Tutti buona gente). Vamos caminhar assim”.

– Estou aqui para dizer que já perdemos muito tempo com as nossas divergências. Vamos tentar recuperar o tempo perdido por nossas convergências. Se não fizermos isso, a Paraíba haverá de não nos perdoar, jamais. O tempo perdido já custou o sacrifício de muitas gerações na Paraíba – arrematou Maranhão.

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