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Arimatéa Souza

sábado, 13/07/2019

Uma refrega desnecessária

Saiu ´da toca´

Com o início do julgamento da famosa ´AIJE do Empreender Paraíba´, por parte do TRE-PB, o ex-governador Ricardo Coutinho (PSB) se pronunciou sobre o assunto no dia de ontem, argumentando que “eu criei o Empreender em João Pessoa e no Estado como um programa social de fé. É tudo público”.

Fora dos…

Sobre a sua eventual candidatura a prefeito pessoense no ano que vem – defendida publicamente, dias atrás, pelo governador João Azevedo -, RC comentou que “não tenho nenhuma ideia se vou disputar a eleição. Gostaria muito que o partido tivesse outros nomes”.

… Planos

“A minha função é criar novos nomes. A minha função não é ocupar todos os espaços. Sinceramente, não tenho essa vontade. Vai chegar o momento que vamos discutir isso. Se o partido tiver um nome com condição e propriedade seria muito bom apoiá-lo, andando pelas ruas”, acrescentou Ricardo.

Insustentável

Ainda sobre esse caso do Empreender, o procurador regional eleitoral Victor Veggi enfatizou que diante “das diversas irregularidades que atingiram todo o Estado, dizer que todos os atos administrativos, com repercussão direta no pleito, especialmente em 2014, ocorreram sem a participação dos investigados, com todo o respeito, não se sustenta”.

Ojeriza

Candidato derrotado nessa disputa eleitoral de 2014 na Paraíba, o ex-senador Cássio Cunha Lima (PSDB) foi contundente, ontem, nas redes sociais: “Na Paraíba, a Justiça Eleitoral não apenas tarda, como também falha. Usa dois peses e duas medidas. Asco!”

Sábado e dia poesia

“Dia de luz, festa de Sol/ E um barquinho a deslizar/ No macio azul do mar/ Tudo é verão e o amor se faz/ Num barquinho pelo mar/ Que desliza sem parar…” (música do compositor Roberto Menescal, que recebeu uma interpretação marcante de João Gilberto, que nos deixou esta semana).

Efeito cascata

O debate político-partidário, quando resvala para o campo administrativo, quase sempre penaliza a racionalidade, o orçamento e, como produto final, o espírito público e o interesse da coletividade.

Caso concreto

Parece-me que é o caso do já famoso VLT (veículo leve sobre trilho). Algo que adentrou no ´imaginário popular´ no governo do ex-prefeito Veneziano.

Reuso

A ideia inicial era dar um aproveitamento consequente ao injustificadamente abandonado trecho da linha férrea que corta Campina Grande.

Ou seja, entre as proximidades do distrito industrial e o bairro de Bodocongó.

Não avançou

Os atropelos inerentes à burocracia fizeram com que a implantação não ocorresse.

Travada

No governo Romero, sem a intensidade da gestão anterior, a concessão do trecho junto ao governo federal – que é o ´gargalo´ do sistema – foi tentada, sem sucesso, nas incursões iniciais e gestões anteriores.

Compromissos

No plano de governo do então candidato a governador João Azevedo (PSB) foi inserida a proposta do VLT – talvez por sugestão do aliado e então candidato a senador Veneziano (PSB) – em suas propostas para Campina Grande.

Retomada

Eleito governador, João Azevedo iniciou tratativas com o Ministério da Infraestrutura para obtenção do referido trecho ferroviário.

Custo zero

Como argumento para demover resistências e/ou desinteresse, ele sinalizou que o Estado faria a recuperação e conservação dos trilhos, e dotaria a segunda maior cidade da Paraíba de outro modal de transporte, sem a necessidade de qualquer aporte por parte do governo central.

Desemperrou

No começo da semana passada, após nova audiência ministerial, o governador acertou para o dia 17 próximo a formalização da cessão não onerosa.

E propagou o entendimento celebrado com o governo federal.

´Trem deu ré´

No dia seguinte, o prefeito Romero Rodrigues teve uma audiência com o presidente Bolsonaro e conseguiu reverter a cessão ao Estado anunciada na véspera.

Beligerância

Infelizmente, estamos testemunhando outra queda-de-braço entre duas instâncias de governo que têm desavenças eleitorais e não conseguem – lamentavelmente – limitá-las à época propicia do calendário.

Relativismo

Pra começo de conversa – perdoem-me os que pensam diferente, ou a minha ignorância no tema -, o VLT não é uma obra prioritária para Campina.

Muito longe disso!

´Giz de cera´

A sensação é que a sua inserção na retórica do governo estadual e na pauta administrativa tem a ver com a demora (até certo ponto inevitável) para a concretização do principal compromisso do governador para com Campina: a construção de um moderno centro de convenções.

Conexão

Mesmo que o Estado viesse a obter a concessão do VLT, sem que esse serviço fosse integrado ao sistema de transporte público municipal – gerido pela prefeitura -, de pouco serviria.

Seria inviável na largada.

Planejamento

De outra parte, não parece ser prioridade para a etapa final do governo municipal essa modalidade de transporte público.

Recursos

Igualmente é desconhecida a provisão orçamentária para a modernização e conservação do trecho obtido e a aquisição dos veículos, o que configura a hipótese de o modal não se materializar no curto prazo.

Precedente

A recente suspensão do periódico passeio de trem até o distrito de Galante, no período junino, demonstra a falta da manutenção satisfatória para o uso contínuo dos trilhos.

Ridículo

Fico a imaginar – e aí é pura inferência – o que passa pela cabeça dos técnicos do Ministério da Infraestrutura observando tão grotesca disputa paroquial pela cessão de alguns quilômetros de trilhos ferroviários.

Entendimento

Enfim, se é o interesse público é o fio condutor de nossos governantes, nada melhor e mais recomendável do que João e Romero sentarem à mesa e discutirem, sem ranços ideológicos e sem os olhos fixados no próximo pleito, a melhor e mais econômica maneira de explorar esse serviço, mediante até mesmo uma parceria ou pela via de um consensual repasse à iniciativa privada, se fosse o caso.

Convocação

Como nosso ambiente político-partidário está quase sempre irrespirável, ao ponto de governador e prefeito sequer conseguirem trocar um telefonema – como foi o caso do recente caos decorrente do incêndio na subestação da Cagepa em Queimadas -, quem sabe não seja conveniente as lideranças representativas da cidade chamarem o feito à ordem e promoverem uma audiência pública para que os interesses maiores da cidade predominem e a racionalidade recobre o seu espaço.

Fartura

O que não faltam são desafios, reivindicações e problemas em Campina à espera da ação e/ou colaboração dos governos, quaisquer que sejam os seus níveis hierárquicos.

SOS filantropia

Cito apenas um problema, que é urgente: a Casa da Criança Dr. João Moura, que atende desde 1954 centenas de crianças carentes, está na iminência de ser interditada devido à falta de alguns equipamentos nos itens de segurança e prevenção de incêndios.

E a sindicância sobre o incêndio na subestação da Cagepa em Boqueirão?...
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