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Arimatéa Souza

sexta-feira, 29/09/2017

Uma ´boiada´ de suspeições

A ótica do julgador

O ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal, concedeu ontem uma longa entrevista à Rádio CBN, tratando da celeuma que se estabeleceu diante da decisão desta semana de nova afastar Aécio Neves (PSDB-MG) do mandato e determinar o seu recolhimento domiciliar noturno.

Algumas de suas declarações merecem ser ecoadas. É o que segue.

Precedente

“Aécio Neves já havia sido afastado por decisão da 2ª turma (do STF). O que a 1ª Turma fez foi restabelecer a decisão da 2ª, por um recurso que foi interposto pelo Ministério Público Federal.

´Isonomia´

“Nós entendemos que não seria isonômico que todos aqueles que cumpriram as ordens do senador estivessem cumprindo medidas restritivas, e ele, que figurava como o mandante daqueles atos, não sofresse nenhuma medida de restrição. Isso sob o prisma da isonomia, da igualdade.

Densas

“Sob o ponto de vista republicano, as provas que foram apresentadas são muito contundentes no tocante à exigência da moralidade no exercício do mandato.

Indicativas

“São medidas muito diversas da prisão, mas que são medidas importantes para que não se tenha a impressão de que nada está acontecendo.

Sem complacência

“As pessoas processadas em razão de fatos graves não podem agir como se nada tivesse acontecido. O Poder Judiciário não pode ser complacente com uma situação dessas.

Outros casos

“O Supremo, sem nenhuma irresignação do Senado, como se verifica agora, determinou a prisão do (então) senador Delcídio Amaral (ex-PT/MS). Posteriormente, determinou medidas cautelares de afastamento do (então) deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ).

Origem

“Não são medidas de caráter político. São medidas adotadas no processo criminal. E como é um processo penal, temos que aplicar as leis que constam do Código de Processo Penal (…) E essa lei, evidentemente, não foi elaborada pelo Judiciário, mas por eles próprios (congressistas).

Pela sociedade

“É um clima artificial de solidariedade e de comiseração (…) Nesse momento embrionário (da apuração), a dúvida é em favor da sociedade. E nesse caso, não há uma dúvida razoável. Foi identificada a voz do senador. Na verdade, é uma conduta que se revelou a todos nós incompatível.

Repulsa

“A soberania popular é o fundamento de todos os cargos eletivos. E a voz do povo hoje reprime esses hábitos cotidianos que foram sendo adotados, de financiamentos espúrios com dinheiro público”.

Desconhece

Líder do Governo na Assembleia Legislativa, o deputado Hervázio Bezerra (PSB) afirmou ontem que “nunca ouvi condicionamento” de Ricardo Coutinho (PSB) para eventualmente disputar as eleições do ano que vem.

Sem veto

Ele negou que haja qualquer restrição de Ricardo à vice-governadora Lígia Feliciano (PDT) como sua sucessora.

“Lígia nunca criou o menor problema nem para o governador nem para qualquer secretário”, assinalou.

Discordância

Bezerra discordou das restrições que o deputado Efraim Filho (DEM) verbalizou acerca da ensaiada reaproximação do PSB com o PMDB no Estado: “O PMDB foi parceiro nosso em 2014 e importante para a reeleição do governador. Discordo frontalmente (de Efraim)”.

Duas etapas

O socialista realçou que a eleição (para governador) deverá ser decidida no 2º turno.

Fora de hora

Hervázio comentou na ´Campina FM´ a critica de Efraim ao fato de os partidos aliados não estarem sendo chamados para discutir as estratégias eleitorais na base governista: “Na hora certa serão chamados, como sempre foram”.

Água na boca

O vice-prefeito pessoense Manoel Júnior (PMDB) externou ontem a sensação de poder iminente, ao salientar que “se tudo der certo”, a partir de abril assumirá muito mais responsabilidades na administração municipal.

Falta muito chão

Polidamente, o prefeito Luciano Cartaxo (PSD) observou que “só vamos saber no final”.

Bilionária

A dívida ativa dos contribuintes perante o Fisco da Paraíba gira em torno de R$ 6 bilhões e 400 milhões.

Funai

O deputado estadual Ricardo Barbosa (PSB) informou ontem a delegacia da Fundação Nacional do Índio que havia sido desativada na Paraíba será reaberta.

Da boca de…

“… É tudo farinha do mesmo saco. Deveria ir tudo para a cadeia…” (deputado Frei Anastácio, PT, indignado com o fato de os senadores de seu partido terem ficado solidários com Aécio Neves).

Nova casa

O prefeito da cidade de Cuité, no Curimataú, Charles Camaraense, anunciou ontem a sua filiação ao PPS.

As gorduras ´saturadas´ da JBS

A revista Veja deste final de semana trará reportagem sobre um “relatório sigiloso” do Coaf (Conselho de Controle das Atividades Financeiras), órgão criado no Governo Fernando Henrique Cardoso e vinculado ao Ministério da Fazenda, encarregado de fiscalizar movimentações financeiras.

O documento, conforme a revista, constata que as empresas do grupo J&F, do qual a JBS é a maior estrela, “movimentaram nada menos que 248 bilhões de reais apenas em transações consideradas suspeitas nos últimos 14 anos”.

Que tal o Senado iniciar o processo de ´canonização´ de Aécio Neves?...

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