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Arimatéa Souza

quinta-feira, 22/04/2021

Um olhar sobre o Brasil

Fazendo história

Na noite da última terça-feira, o programa Ideia Livre da TV Itararé (canal 18.1) contou com a honrosa e marcante participação do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso.

O programa será reapresentado no começo da tarde do próximo domingo.

A seguir alguns trechos de suas declarações. Goste-se ou não de FHC, é indubitável a sua importância na vida política e econômica do país nas últimas décadas.

Lula X Bolsonaro

“É preciso fazer força para que não haja essa polarização. Mas é provável que ela ocorra. Nós devemos insistir, criar um ambiente que permita uma terceira posição que não seja nenhum extremo, embora o ex-presidente Lula não seja extremo. Extremo é o Bolsonaro.

Diferencial

“O Lula é uma pessoa mais aberta, porque ele reage com inteligência ao momento. Espero que seja possível ainda a criação de um terceiro espaço. Vamos tentar.

Carta Magna

“A Constituição é cidadã, realmente. É uma Constituição feita para o futuro, e não para ser mudada a toda hora. Foi uma Constituição que permitiu o crescimento do Brasil (…) Eu não faria nenhuma crítica de fundo à Constituição. Ela veio para abrir um caminho, que está aberto (…) Quisera que o governo obedecesse sempre à risca o que tem dito na Constituição.

Fotografia atual

“Não acho que nós estejamos num momento particularmente crítico. Nós temos um presidente que é muito impulsivo, que tem ideias mais à direita. Mas isso não quer dizer que estejamos no meio de uma crise propriamente política. É uma situação paradoxal (…) A crise está mais na eleição. As pessoas escolhem quem querem.

Siga o rito

“Eu sou muito contrário a precipitações. Chega de impeachment! Bolsonaro tem legitimidade. Quando se tem a crise política propriamente dita? Quando o governo para de governar (…) Não vejo necessidade de mudar as regras do jogo.

´Na caserna´

“Bolsonaro tem ímpetos (…) Bolsonaro é um militar de baixa categoria (foi capitão do Exército). E ele se expressa às vezes, momentaneamente, como se estivesse dando ordens à tropa, que não segue.

No voto

“O que temos que ter são bons candidatos, e tomara que o povo escolha bem. Se o povo escolher errado, fazer o que? A democracia tem esses riscos.

Presidenciável

“É muito salutar que o Tasso (Jereissati, senador pelo Ceará) queira (…) No fundo, quem decide candidatura é a opinião pública.

Perfil

“Que é um bom candidato? Quem arrasta o povo, tem preocupação com a economia do Brasil, com a melhor distribuição de renda e tem respeito à democracia.

Escolha em 2021

“Espero que sim (candidato a presidente), porque caso contrário não vai acontecer (…) As pessoas (candidatos) devem começar a apresentar as suas ideias, e que as exponham.

Desafiador

“Governar é muito difícil, você tem que ter apoios. Você não governa só com a vontade. Quem não presta atenção à opinião pública, governa para si mesmo.

União

“O PSDB tem que ser contra a ultradireita (…) Quem tiver essa capacidade no partido ou fora dele terá o meu apoio. Minha inclinação pessoal conta menos do que a minha análise política (…) Precisamos nos unir para vencer o Bolsonaro (…) Não se pode desprezar a força da Presidência da República.

Juntos ou a derrota

“Temos que nos unir para ganhar, unir dentro do partido e com outras forças. Quero uma aliança grande (…) Se não fizermos isso, nós vamos perder a eleição, porque o presidente tem muitos instrumentos na mão dele.

Entrave

“O mais difícil é convencer o PT a fazer aliança, porque o Lula pensa que pode ganhar sozinho.

Pós-pandemia

“As pessoas estão hoje querendo salvar a própria pele, é natural (…) Mas quando terminar a pandemia, as pessoas estarão cansadas da rotina. E acho que poderemos ter uma onda de manifestações (…) Virá à tona a questão do emprego, da renda. Essa deverá ser a primeira preocupação.

No comando

“Será preciso manter a ideia de democracia e de liberdade, mas depende de nós (…) Será preciso uma administração clara em seus propósitos, que faça as coisas e a população sinta isso.

Nova realidade

“Estamos vendo, claramente, o quanto de pobreza ainda há no Brasil (…) Essa tem que ser uma preocupação fundamental (…) Nós não vivemos mais num mundo que pode ser governado por intuição, tem que saber das coisas. E quando não tem conhecimento faz bobagens.

Sem rumo

“A impressão que tenho do nosso presidente é que ele está perdido. Tenho pena de vê-lo preocupado com coisas que não são tão importantes.

Aptidão

“O Brasil é um país grande (…) Tem o que fazer. Depende de as nossas lideranças estarem à altura do momento. Em política as coisas não estão dadas. É criatividade.

Liderança

“É preciso inventar um futuro para o Brasil (…) Será preciso reinventar caminhos para o futuro. A imaginação conta na vida política. O que vale é a palavra nova, que tem que ser dita.

Atrasada

“A decisão (da Justiça) foi bem tarde, deveria ter vindo antes (…) A decisão não inocentou o Lula.

Sagacidade

“Lula não fará nada diferente do que já fez. É inteligente, funciona de acordo com a situação. Lula governa com os ricos e com os pobres, sempre foi assim. Não há o perigo do ´Lula vermelho´ (…) Ele pega o momento e avança (…) Lula é rápido, pega no ar. Mas não faria um governo diferente do que já fez.

Geracional

“As pessoas têm que entender que chega um momento que se tem que passar o bastão. O Brasil precisa de gente nova.

Protagonismo

“Os ministros do Supremo foram chamados ao protagonismo (com as transmissões ao vivo das sessões pela TV), que eu acho que é inconveniente para quem exerce o poder no direito.

Visibilidade

“Os ministros (STF) sabem que estão falando para milhares de pessoas e viraram atores políticos (…) passaram dos limites.

Exagero

“Há uma superexposição dos ministros do Supremo na vida pública. O debate entre os ministros do Supremo virou uma cena (…) As pessoas torcem por um ou outro (…) Eles passaram a fazer parte do jogo do poder e isso tirou um ´pouco da toga´ (…) Quando o arbitro vira jogador, complica um pouco.

A toda hora

“O Executivo e o Legislativo apelam além do limite ao Judiciário.

Acanhamento

“A visão que o mundo tem do Brasil atualmente é pior do que a realidade (…) Estamos vivendo uma fase que o país está acanhado.

“É chato ir embora”

Ainda FHC: “Ainda tenho assanhamento para falar (sobre o país). Gostaria muito de ser mais jovem, vou fazer 90 anos (…) É uma pena envelhecer! É chato! Com 90 anos ficamos contando os dias, qualquer hora eu vou embora. É chato ir embora. É bom ficar aqui!”

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