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Arimatéa Souza

segunda-feira, 28/08/2017

Tudo fiel ao roteiro

A caminho

Na tarde do sábado, quando do deslocamento de Pernambuco para a Paraíba, Lula apelou que “não façam dos meus problemas um problema de vocês”.

“O grave não é me perseguirem, o grave é perseguirem milhares de homens e mulheres”, emendou perante membros do MST.

Zerado

Já à noite, em ato público realizado no centro de João Pessoa, o ex-presidente bradou que “até agora nenhuma canalha teve a coragem de dizer que teve uma coisa errada na minha vida”.

Inculto

Ele registrou novamente que “um presidente que não tinha diploma superior foi o que mais construiu campus universitários e institutos federais de educação”.

Independência

Em conselho dirigido às mulheres, ele proclamou que “nenhuma mulher pode entregar a vida a um homem por causa de um prato de feijão”.

Serenidade

Sobre o seu estado de espírito atual, observou que “eu não estou mais radical, estou mais quieto”.

Mídia

O petista se permitiu um aviso: “Eles têm que saber que se um dia eu voltar a governar esse País, nós vamos fazer a regulação dos meios de comunicação”.

Acusações

Nesse ato pessoense, Ricardo Coutinho discursou e afirmou que “tem muita gente safada que merece estar atrás das grades. Agora não vamos admitir que se passassem dois anos no ´rame-rame´ falando de um tal de tríplex (apartamento no Guarujá/SP) se o único tríplex que Lula conhece é a cama ´uma em cima da outra´, que a família tinha para dormir amontoada. Eles não têm uma única prova, enquanto que ladrões estão soltos e ao mesmo os processos não andam”.

Reconstrução

No ato público em Campina – denominado de ´pela água e pela democracia´, o deputado padre Luiz Couto (PT) frisou que “o Brasil terá que trabalhar muito, porque esse governo está tirando os direitos dos trabalhadores”.

Adjetivando

Já o deputado estadual Frei Anastácio (PT), qualificou o governo Temer como “maldito”, “temeroso” e “bandido”.

Subtração

Sumido há muito tempo da política paraibana, o ex-deputado Rodrigo Soares (também ex-presidente do PT/PB) disse em rápida participação no ato público que Temer “é um governo que a cada dia realiza a retirada de direitos dos trabalhadores”.

Politizados

Jeová Campos, deputado pelo PSB/PB, discursou que “temos que rasgar essa sentença (de condenação a Lula) nas ruas, porque os tribunais viraram um partido político”.

Por assalto

Em breve fala, o professor Márcio Caniello (UFCG), presidente do PT/PB, bradou que “uma corja de ladrões tomou o poder no Brasil”.

Abre-alas

Secretário de Recursos Hídricos do Estado (e pré-candidato a governador pelo PSB), João Azevedo foi o primeiro a discursar após a chegada de Lula ao local.

Em treinamento

“As pessoas de Campina passaram a ter o direito de receber água todo dia. As oligarquias dessa região pensam que são donas do povo”, bradou João, afiando as garras para o período eleitoral.

Água constante

Ele enfatizou que a transposição do ´São Francisco´ “serve justamente para oferecer segurança hídrica à cidade”, razão pela qual ser incabível a polêmica desencadeada na última semana.

Equidade

Em aparente ´isonomia´, logo após a fala de João Azevedo quem se pronunciou foi a vice-governadora Lígia Feliciano (PDT), também pré-candidata à governadoria.

Marco

“É um momento histórico”, exclamou Lígia, para em seguida destacar “a mudança que está havendo em Campina por causa das águas do Rio São Francisco”.

Perturbadores

A vice lamentou o fato de “uma turma” ter “perturbado o juízo dos campinenses dizendo que a água estava ruim”.

Politicagem

Lígia registrou que “estamos com um coração de gratidão e alegria”.

Segundo ela, a oposição não queria o fim do racionamento “só por política. Mas o povo de Campina não aceita imposição”.

Espanou

O governador mirou as “elites”, o prefeito campinense, o Ministério Público, o Judiciário e a oposição em escala nacional.

Leia trechos de sua fala.

Predatória

“Uma parte das elites deste País matou a democracia e não tem respeito pelo povo.

Sem limites

“O grande problema, eu que tenho profundo respeito pelo Poder Judiciário e pelo Ministério Publico, é que se perde o limite das coisas. Tem palpite para todo lado, só não respeitam a questão técnica.

Dependências

“Eles acham que podem simplesmente privar o povo d´água, porque para eles não tem racionamento. Para eles tem caixa d´água de 20 mil litros. Eles não querem saber disso, querem o povo sempre precisando de algo, do básico.

Aviso prévio

“Eu avisei, desde abril, que suspenderíamos o racionamento (em Campina) quando o nível chegasse a 8,2% (no açude de Boqueirão). E aí começaram as aves de mau agouro, as hienas da política, os sanguessugas, que só fazem sugar do povo…

Lá & cá

“Os mesmos que estão racionando a merenda escolar em São Paulo; é o mesmo partido (PSDB) que quer manter o racionamento d´água. Eles se acham donos do povo.

Página virada

“Eles não percebem que não tem mais essa história de tapinha nas costas, de beijinhos, de sorriso fácil e de promessa falsa. Esse tempo passou…

Resistência

“A água não pertence ao governo, mas ao povo. Lutem para que não a tirem, porque eles não param de conspirar.

Nunca antes

“Eu nunca vi alguém dizer que até era a favor da suspensão do racionamento, como o prefeito de Campina Grande disse, porém, não gostou da fórmula. Logo ele, que governa uma prefeitura que é a maior devedora da Cagepa. Deve mais de R$ 200 milhões e ai é muito fácil dizer que a Cagepa não funciona, quando ele não paga.

Pano de fundo

“Por trás de tudo isso, querem manter o racionamento para privatizar a concessão da água. É isso o que está por trás de todo esse movimento em Campina Grande.

Na dianteira

“Este País tem que voltar às ruas e às praças. Esse povo tem que sair das casas. Não adianta ficar comprando essa ideia de que a política não presta. Os que dizem que a política não presta, se apropriam da política para poder promover os maiores retrocessos que este País já viu. A política é a nossa arma; é o nosso instrumento para poder fazer o bem e revigorar as energias da população.

Radical

“Nós não abrimos nem para um trem carregado de dinamite, com um fumante em cima. Aqueles hipócritas, que fizeram discursos moralistas, estão ai com uma lapa de denúncias que não são falsas. É fundamental que a gente recupere a democracia. Não é só recuperar o ato de votar, mas a forma de usar a política.

Ofensiva

“Não estão perseguindo a pessoa do Lula, mas o povo brasileiro com as suas conquistas através do presidente Lula (…) A hora é de avanço, é hora de a gente ir para cima desse povo do atraso e derrotá-lo novamente”.

Sem esticar

Aparentemente cansado, Lula falou bem menos do que o habitual, e para um público muito aquém do esperado pelos organizadores do evento.

Leia trechos de sua fala.

Desiderato

“Fazer a transposição do Rio São Francisco, para mim era quase uma profissão de fé (…) Aprendi que a única coisa impossível é Deus pecar.

Comparativo

“Diziam que a água (da transposição) custou R$ 9 bilhões. É pouco, perto do que o Temer gastou agora para ficar na Presidência. Ele gastou 14 bilhões de dólares para comprar deputados e continuar presidente.

Relativizar

“Ricardo não deve dar importância aos críticos. Eles nessa hora estão na beira da piscina, falando mal dele (Ricardo) e de mim.

Inaceitável

“Vamos ser francos: como é que pode alguém entrar com um processo para tentar evitar que o governador acabe com o racionamento? Eu, sinceramente, acho que quem fez isso não merece o nosso respeito. Esse cidadão, que é defensor público, pode voltar para a OAB para tirar a sua certeira, porque a atual não foi correta. Parece que ele não tem conhecimento que o povo pobre dessa cidade precisa dessa água. Essa água do ´São Francisco´ não veio para enfeite!

´Golpistas´

“A Dilma, na verdade, foi vítima da canalhice, da cretinice de uma parte da elite política e econômica deste País. Essa mesma gente, que cassou a Dilma e que tenta evitar, fazendo denúncias, que o Lula seja candidato, essa mesma gente matou Getúlio Vargas.

Investimento

“Nós triplicamos o orçamento da educação. Toda vez que você observa um governo dizer que tem que cortar (o orçamento) na área da educação, que tem que cortar o salário do professor, esse governo não é sério, porque educação não é gasto; educação é investimento.

Presidente

“O momento do Brasil é delicado. Sinceramente, eu não sei como é que alguém, que não foi eleito e tem 97% de rejeição; que não consegue fazer um ato com a presença de três pessoas… É triste! Ele (Temer) deveria pedir desculpas pela bobagem que fez.

Governo atual

“Eles estão lá para destruir o que nós fizemos e para perseguir”.

Quem ajeita

Ainda Lula: “É o povo na rua que pode consertar este País. Eu não sei se o PT quer (que ele seja candidato) ou se eu poderei ser. Uma coisa que quero dizer: eles sabem que eu, talvez, não saiba governar como eles, mas eu sei cuidar do povo muito mais do que qualquer um deles”.

 

Amanhecemos menos fraternos com o adeus a ´Dom Pelé´...

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