Jornalista há quase 30 anos, escreve a coluna Aparte desde 1991. Já trabalhou em TV, rádio e foi editor chefe do Jornal da Paraíba e colunista das TVs Cabo Branco e Paraíba. É comentarista político das rádios Campina FM, Caturité AM e editor do portal de notícias Paraibaonline.

segunda-feira, 08/05/2017

Tesourada nas estatais

Trégua pela Paraíba

Matéria publicada no final de semana no PARAIBONLINE mostrou que estão na base do ´vento a favor´ as relações entre as famílias Paulino e Toscano, na cidade de Guarabira, apesar de ainda existir um amplo hiato para uma eventual reaproximação plena.

“Na verdade, não é uma união entre os grupos Paulino e Toscano, mas sim uma união das oposições”, contextualizou a deputada Camila Toscano (PSDB).

Objetivo maior

“Eu falo em meu nome e do meu pai, o prefeito Zenóbio Toscano. Pelo bem do nosso Estado e para que a oposição possa retirar do governo esse grupo que está acabando com a nossa Paraíba, nós vamos passar por essas questões de Guarabira pensando na nossa Paraíba”, acrescentou a parlamentar.

Racha

O PT paraibano surpreendeu a todos, no final de semana, ao eleger, quase simultaneamente, dois presidentes para o diretório estadual.

Continuidade

No Hotel Ouro Branco, na Capital, 124 delegados escolheram Jackson Macedo para a presidência petista, apesar de uma decisão judicial em contrário.

Essa ´ala´ petista é a do ex-presidente, professor Charliton Machado.

No voto

“A escolha do meu nome é algo que, evidentemente, me deixa muito feliz. Como tenho dito, o PT é o único partido político brasileiro que escuta a sua militância na eleição de suas direções, e foi o que aconteceu hoje (sábado) neste espaço”, declarou Macedo.

Objetivos

Como metas, ele elencou que “iremos trabalhar na construção da unidade partidária; preparar o partido para as eleições de 2018; reeleger os nossos deputados; e eleger o primeiro senador do PT da Paraíba. Queremos também atuar na criação de um palanque progressista para as eleições de governador”.

Boas mãos

Charliton declarou que quem iria sucedê-lo “é um companheiro que tem um compromisso histórico com o partido, filiado desde a sua juventude, e empregou a sua vida para a mobilização e construção partidária”.

Outro eleito

Noutro ambiente, o deputado estadual Anísio Maia também foi ungido à condição de novo presidente do PT/PB.

Duas faces

“Foi o Congresso da verdadeira militância contra a viciada burocracia partidária. A base do PT escolheu meu nome para expressar um forte desejo de mudanças no partido”, afirmou Anísio.

Desfiguração

“Com Anísio na presidência, o PT se reencontra com sua própria história. Não é possível continuar repetindo os mesmos erros da atual direção, que vai levando nosso partido para cada vez mais longe de nossa base social”, saudou a vice-presidente do partido, Giucélia Figueiredo.

´Intrusos´

Anísio Maia deu uma alfinetada no agrupamento partidário de Charliton e de Jackson: “Na chapa da antiga direção estão presentes um funcionário do PRB e um ex-cargo de confiança do prefeito de Campina Grande, do PSDB. Isto é inaceitável em um partido como o PT”, conforme a sua assessoria.

Entenda

A referência foi ao professor Márcio Caniello, novo presidente do PT em Campina.

Desobediência

“Descumprindo uma decisão judicial, a atual direção do PT decidiu descredenciar 12 delegados dos 120 eleitos pela chapa ´Muda Partido´,” lamentou Anísio.

Golpista

“Lutamos contra um golpe lá fora e agora temos que enfrentar golpistas dentro do PT também. Mesmo sabendo que não poderiam descumprir uma decisão judicial, a atual direção, em um ato desespero, realizou um congresso paralelo. Que nome damos a isto senão tentativa de golpe?”, desabafou o novo dirigente petista.

Não aprenderam

Ainda conforme Anísio, “este é o mesmo grupo que, desde o mensalão, colocou o PT em todos os escândalos. Parece que não aprenderam nada. Para eles está tudo bem e o PT não precisa mudar”, concluiu o presidente Anísio Maia.

Sem transparência

O deputado Frei Anastácio acusou a direção liderada por Charliton de “sequer prestar conta aos filiados há cinco anos”.

Quem sabe

Enquanto isso, o deputado federal Luiz Couto admitiu que está cogitando a possibilidade de concorrer a uma cadeira no Senado no ano que vem.

Mudança

“Eu tenho dito que o futuro a Deus pertence. E eu acredito nisso. Estamos na luta porque precisamos mudar o nosso partido. Precisamos fazer com que o PT possa recuperar a sua relação com movimentos sociais e fazer uma série de mudanças porque o partido, em alguns aspectos, destoou daquilo que era suas bandeiras de luta”, situou Couto.

Condições

O deputado petista, ao que parece, tem duas premissas para topar encarar essa disputa majoritária: fazer ´dobradinha´ com o governador Ricardo Coutinho (PSB) e Lula ser, efetivamente, candidato a presidente da República.

Agora é Lula

“Tudo o que eu desejo na vida é disputar as eleições contra o candidato da Rede Globo de Televisão (…) Eles nunca nos respeitaram. Quero que eles tenham um candidato que tenham um ´plim plim´ no peito (…) Eu nunca estive com tanto tesão para concorrer à Presidência”.

No final de semana, no Encontro Estadual do PT, em São Paulo.

Cortes

O governo federal, através do Ministério do Planejamento, cogita lançar ainda este ano um programa de demissão voluntária para empresas estatais.

A finalidade é reduzir, no mínimo, 20 mil postos de trabalho nessas empresas.

Conforme o jornal Correio Braziliense, existem 154 estatais que têm um orçamento de custeio de R$ 1 bilhão e 300 milhões.

A maior poda

Nesse grupo de empresas vinculadas ao governo federal trabalham 531 mil funcionários.

Os excessos mais reluzentes no quadro de pessoal estariam nas seguintes estatais: Caixa Econômica Federal, Correios, Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) e Eletrobrás.

Insatisfações no Plenário do Legislativo campinense...
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