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Arimatéa Souza

segunda-feira, 15/05/2017

Temer: “Eu dei as explicações”

1ª ´velinha´

Na última semana, o Governo Temer comemorou o seu 1º aniversário, quedado pela popularidade em nível de superfície, mas ostentando o discurso de que é uma gestão marcada por reformas profundas, que darão frutos em breve e, dessa maneira, reverterá a atual contemplação popular.

Temer concedeu várias entrevistas para comentar esses 12 meses iniciais. O leitor de APARTE terá, a seguir, uma síntese dessas declarações ao jornal O Globo.

 

Mandato

“Não quero apenas para desfrutar da Presidência, mas quero deixar uma espécie de legado. Quando propusemos o teto dos gastos (públicos), era cortar na própria carne. Porque você não pode gastar. E acabou sendo aprovado por maioria muito significativa, tanto na Câmara, quanto no Senado.

Oposição

“As pessoas não discutem o mérito, fazem oposição política. É legítimo, mas eu preferiria que se discutisse o conteúdo das matérias.

Adequação

“Eu fui à Constituição e verifiquei que, entre os direitos sociais, está o reconhecimento dos acordos e convenções coletivas de trabalho. Então, essa reforma (trabalhista) que mandamos por meio de lei ordinária, é mera regulamentação deste dispositivo constitucional (…) Não há um direito sequer que está sendo violado.

Mudança…

“Sobre a reforma da Previdência, nem chamo mais de reforma. Na verdade, é uma atualização da Previdência. De tempos em tempos, é preciso atualizar a Previdência. A primeira vez foi feita entre 1995 e 1996. Depois, em 2003, houve uma nova atualização. Em 2012, novamente, com medidas que a presidente Dilma tomou. E agora também vai acontecer.

… Suavizada

“Talvez daqui a 10 anos precise de uma nova atualização. É uma transição muito suave. A oposição à reforma não é de conteúdo, é política. Seriam R$ 800 bilhões em 10 anos e agora passa a R$ 600 bilhões.

Palpite

“Não sei o que vai acontecer no plenário. Sou muito obediente a esta distinção entre os poderes, pode ser que tentem modificar no plenário. Eu não tenho papel de vetos, nem de sanção. A proposta de emendas à Constituição vai ser promulgada pelo Congresso. Não sei o que vai acontecer, mas acho que, do tamanho que ficou, ficou de bom tamanho.

Imposto Sindical

“Eu não cogito neste momento vetar. Por uma razão importante: não colocamos isso no nosso projeto, foi inserido lá. Os deputados ficaram até o final para votar esse destaque. Foi uma decisão muito efetiva do Congresso. Minha primeira intenção é não vetar.

Exonerações

“A área política fez esse levantamento, e eu cheguei à conclusão pessoalmente que o deputado que não pode votar com o governo, acho que ele se sente desconfortável quando ele tem indicado no governo, não podendo votar no governo. Então no fundo, se alguém perdeu cargo, acho que se fez um benefício ao deputado que votou contra o governo, porque ele devia estar extremamente constrangido, extremamente desagradado.

Reforma tributária

“Eu tentarei fazer uma simplificação tributária. Toda vez que se fala em reforma tributária, se queima o tema. Mas, se falar simplificação tributária… Muitas vezes falo com empresários que dizem que têm 40 pessoas que só trabalham na organização do pagamento dos tributos. Isso é fruto de uma burocracia muito intensa.

Sem mais impostos

“Não. Nós não cogitamos disso. Entramos aqui sob o império da ideia da CPMF. Faz um ano que não se fala mais em CPMF. E não aumentamos nenhum tributo. Não há essa ideia. O que há é a reforma. Com essas reformas, a ideia é que até o final do ano a economia comece a gerar emprego e que a arrecadação aumente. Com isso, não há necessidade de novos tributos.

Freio nos…

“Quando mandamos a PEC (emenda constitucional) do teto, fixamos para 20 anos, revisado apenas 10 anos depois. Porque sabemos que o déficit vai persistir por muito tempo. Quem sabe, daqui a 10 anos, empate a arrecadação com os gastos públicos e daí se faz uma revisão da PEC do teto dos gastos públicos.

 

… Gastos

“Se mandássemos uma PEC apenas de um ano, não adiantaria nada. Porque o déficit continuaria. O prazo é para estabelecer a harmonização das contas públicas. Dar tempo para economia ir tomando conta disto. E nós apanhamos o país numa recessão extraordinária. Quem imaginou que o milagre da mudança de governo significaria o milagre da economia está enganado.

Abolidas

“As fraudes hoje foram eliminadas, como, por exemplo, no auxílio-doença. Há praticamente dois anos não se fazia revisão do auxílio-doença. Começou a se fazer a revisão e hoje, em cerca de 15% a 20% que já foi feito, já se economizou valor equivalente a R$ 1,3 bilhão mais ou menos, a significar que quando atingir 100% de revisão, vai a R$ 7 bilhões, R$ 8 bilhões. A aposentadoria por invalidez também está sendo objeto de revisão.

Em aberto

“O Roberto Freire (ministro da Cultura) me disse que está fazendo auditoria lá, porque há milhares e milhares de contratos da Lei Rouanet que não se prestaram contas, e está se fazendo uma revisão em tudo isso. Ou seja, estamos colocando o Brasil nos trilhos nessas questões.

O que doeu

“Os piores momentos são momentos em que você vê um protesto muito acentuado e, convenhamos, sem razão. Esses são momentos desagradáveis, mas perfeitamente absorvíveis, porque a democracia é isso. Você tem na democracia a possibilidade do protesto, e protesto se faz, apenas muitas e muitas vezes o protesto toma um rumo agressivo demais.

O que falta

“Falta futuro. Ou seja, daqui a breve tempo as pessoas vão começar a perceber e ter a compreensão daquilo que estamos fazendo hoje. Eu poderia perfeitamente tomar medidas populistas, aquelas que você pratica um ato hoje, é aplaudido hoje, mas causa um desastre amanhã, que foi o que aconteceu ao longo do tempo.

Sensação

“Não estou dizendo que o Brasil está melhor, estou dizendo que o Brasil está melhorando. Porque quando você fala em otimismo, que o varejo está vendendo mais, que há uma ou outra hipótese de emprego, quando você vai aprovando as reformas denunciadoras de que em breve tempo o desemprego poderá diminuir, eu digo: ‘o Brasil está melhorando’.

Confrontação

“O que eu acho que há hoje é uma disputa muito grande entre brasileiros, o que não era muito comum no nosso país. Isso não é bom, essa coisa da agressividade que permeia a sociedade não é uma coisa boa, aí eu tenho uma objeção.

Impopularidade

“Não, não incomoda. Claro, se você disser: ‘gostaria de ter 80% de aprovação?’ Eu gostaria, mas a vida é difícil, não é?

Julgamento no TSE

“Respeitarei a decisão do Judiciário. Não posso dar palpite sobre isso. Não sei se pode ter improcedência, pode ter eventualmente a separação de chapas, pode ter também recursos que se alonguem para a apreciação. Há vários fatores, mas não é uma coisa que me preocupe. Preocupa porque sempre dizem assim: ‘o Temer está conseguindo fazer a reforma tal, mas tem o TSE’… Aquela ameaça, né, então o melhor é que julgue logo.

Reeleição

“Descarto. Se eu conseguir, como graças a Deus venho conseguindo, fazer as reformas necessárias para o país, produzir efeitos benéficos no combate ao desemprego, conseguir acolher os vulneráveis, porque o nosso objetivo básico é produzir um trabalho entre o capital e o trabalho que possa acolher os vulneráveis, os mais pobres. Se eu conseguir isso eu me dou por felicíssimo”.

´Lava Jato´

Ainda Michel Temer: “Eu dei as explicações, evidentemente estou convencido delas, e acho que pude convencer. Evidentemente que se o sujeito é oposição a você, não se convence, mas eu me dou por satisfeito pelas explicações que dei”.

Quantos candidatos a deputado estadual terá o PSB/CG?...

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