Jornalista há quase 30 anos, escreve a coluna Aparte desde 1991. Já trabalhou em TV, rádio e foi editor chefe do Jornal da Paraíba e colunista das TVs Cabo Branco e Paraíba. É comentarista político das rádios Campina FM, Caturité AM e editor do portal de notícias Paraibaonline.

quinta-feira, 08/02/2018

Sem transição

Divisor temporal

Líder do Governo na Câmara Federal, o deputado paraibano Aguinaldo Ribeiro (PP) anunciou ontem que o dia 28 próximo é o limite, fixado pelo Executivo, para a tentativa de aprovar a reforma previdenciária.

“Temos um texto que está colocado e passa a estar em discussão a partir desse momento. E o governo, de sua parte, vai cumprir o calendário que foi estipulado, como forma de enfrentar esse tema. Isso é para que possamos contribuir, com a responsabilidade de que esse tema não é ideológico ou de governo, é um tema do Estado brasileiro”, comentou o pepebista.

Checagem

Aguinaldo enfatizou que o governo só colocará a matéria em pauta se tiver os 308 votos necessários para aprová-la.

Situando

A única concessão no texto da reforma, este ano, foi a garantia de pensão integral a viúvas e viúvos de policiais mortos em combate.

Pendências

Não há consenso em itens como as regras de transição para servidores públicos e para o acúmulo de pensão e aposentadoria dos demais trabalhadores.
Grifo

A proposta de reforma mantém o entendimento firmado no final do ano passado: não existe qualquer alteração nas regras para aposentadoria de trabalhadores rurais e nas de concessão do Benefício de Prestação Continuada (BPC), pago a idosos e pessoas com deficiência carentes.

´ Vassourada´

O prefeito Luciano Cartaxo (PSD-JP) desligou da administração pessoense alguns correligionários muito próximos ao senador José Maranhão, entre os quais Antonio de Souza, tesoureiro do MDB/PB.

´Fumaça branca´

Presidente do PSDB na Paraíba, Ruy Carneiro disse ontem, em João Pessoa, que espera que o seu partido tome uma posição acerca da eleição para governador ainda este mês.

Sujeito oculto

Em entrevista durante a abertura do ano letivo na rede estadual, em João Pessoa, ontem, o governador observou que “eu acho que a oposição não é homogênea. A oposição está cheia de blefe e, no final das contas, tem alguém manipulando todo mundo por trás e botando todo mundo para brigar como se fosse rinha de galo, que é proibida, mas na política parece que deixam para no final saírem como unificadores”.

Acessível…

No turno da tarde, já em Campina, Ricardo Coutinho se permitiu uma longa conversa com profissionais de imprensa, nas dependências da escola estadual localizada no bairro da Liberdade.

… E falante

Nas declarações dele, a nítida percepção do fosso que gradualmente o separa da vice-governadora Lígia Feliciano (PDT).

Um resumo dessas declarações é o que segue.

Professores

“Quando eu assumi o governo (2010), o piso salarial do magistério era R$ 926. De 2010 para dezembro de 2018, nós vamos ter um reajuste de 232% nesse piso. A menor remuneração, em dezembro, será R$ 3.076,00, mesmo com a predominância de uma seca enorme e com uma crise econômica terrível, violentíssima, que quebrou o País.

Zerada

“Não havia uma única escola de ensino integral na Paraíba. Em fevereiro de 2018 nós temos 100. Um terço dos estudantes do ensino médio estará em escola de tempo integral. Isso é algo muito forte.

Paralelo

“De 2003 a 2010, quando assumiu o governo o hoje senador Cássio Cunha Lima, se investiu na parte física da educação R$ 159 milhões. De 2011 a dezembro de 2017, nós investimos R$ 1 bilhão 251 milhões. Este ano, já investimos mais R$ 130 milhões. São nove vezes mais do que se investiu no período anterior.

Sai quando?

“Eu penso no governo como efetivamente oito anos. Essa é a minha responsabilidade. Por isso que não há nenhuma hipótese de haver qualquer tipo de mudança dentro do Estado, na forma de governar, nos compromissos assumidos, nos dinheiros alocados.

´Amarrados´

“Todos os recursos estão vinculados, carimbados, para cada obra que eu anunciei ou venha a anunciar. Eu devo anunciar mais algumas intervenções de mobilidade urbana (em Campina).

Afastamento de…

“Eu, sinceramente, não sei responder. Pra mim, continua a mesma coisa, sempre tive respeito. Não entendi até hoje, e evito falar das coisas que não entendo. Respeito o que qualquer pessoa queira dizer. Não vou atrás de perguntar os motivos (…) Pra mim interessa o que pode dar certo (…)

… Raimundo Lira

“Tenho que respeitar o que cada um quer da sua vida, até mesmo porque, é bom que se diga, nunca houve um compromisso reciproco. Não altera nada nessa caminhada. Cada um diz o que quer e vai para onde quer, até mesmo porque eu costumo respeitar o MDB, que tem um candidato, que é o senador José Maranhão. Eu vou estar chamando senador de um partido que está lançando candidato? Não vou fazer isso.

Condenação…

“Eu acho que está tudo errado. Eu tenho uma visão ruim desse processo todo. Eu tenho uma visão ruim do encaminhamento que o PT deu, e também da politização de uma parcela do Judiciário.

… De Lula

‘Não podemos pensar em justiça como se todos pensassem da mesma forma (…) Se você passar a ter um juízo de valor onde a convicção de alguém esteja acima da ausência de provas, nós vamos parar onde?

Vice-…

(sentindo falta de Lígia Feliciano nas solenidades oficiais?) “Não. Acho que ela deve ter outros afazeres. É tanta gente que me acompanha, que eu fico sem saber… Eu gosto muito da pessoa de Lígia, a respeito tal… E eu acho que ela me respeita também.

… Governadora

“Eu não posso dar um tamanho a essa pergunta, porque é isso: estou aqui e as coisas estão acontecendo. É assim mesmo. Não posso colocar a agenda de qualquer pessoa em função da minha.

Tanto faz

“Eu não tenho nenhum problema em ficar ou em sair do governo. Isso pra mim não é o mais importante. Eu não preciso de um mandato. Tem um monte de gente na politica que só vive se tiver um mandato. Governadores que já limpavam tudo um ano antes da eleição e só queriam saber o que o Estado poderia dar a eles para eles continuarem na politica (…) Eu continuo sendo um militante social.

Condutor

“Eu me dou o direito, por razões óbvias, de que essa responsabilidade seja por oito anos. Afinal, eu é que fui eleito. As pessoas votaram em mim, cobraram a mim. Eu comandei as mudanças, aguentei muitas críticas, pressões e pancadas.

Inaceitável

“Eu não posso admitir nenhum tipo de mudança em nove meses. Afinal, sou eu quem comanda esse projeto, que é um projeto do PSB e de partidos aliados. Não é de alguém que, por ventura, pudesse assumir o mandato em abril para poder promover mudanças. Mudanças de que? Isso está completamente descartado! Não vai haver mudanças dentro do governo do Estado.

´Blindado´

“Só haveria alguma possibilidade de eu cumprir uma outra tarefa de militância, que era sair pra ser candidato, se eu soubesse que não haveria mudança; se eu tivesse certeza, convicção e, principalmente, sentimento de que não haveria mudanças pelo caminho (…) O projeto não vai correr riscos, em hipótese alguma”.

Timoneiro

Ainda o governador: “Quem vai dar continuidade a esse projeto é João Azevedo, que é o nosso nome, com capacidade, com história. Ele conhece a Paraíba mais do que eu; conhece política também. João é um grande político, mas diferente da maioria.

Qual o grau decisório de Cartaxo e de Romero em seus partidos?...
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