Jornalista há quase 30 anos, escreve a coluna Aparte desde 1991. Já trabalhou em TV, rádio e foi editor chefe do Jornal da Paraíba e colunista das TVs Cabo Branco e Paraíba. É comentarista político das rádios Campina FM, Caturité AM e editor do portal de notícias Paraibaonline.

quinta-feira, 19/04/2018

Sem empolgação com Joaquim

Liturgia do afastamento

A vice-governadora Lígia Feliciano (PDT) ocupou os microfones da emissora de rádio ligada à sua família (Panorâmica FM/CG) para novamente sinalizar uma candidatura ao governo estadual este ano.

A certa altura, ela fez menção ao seu ´isolamento´ no governo: “Desprezando-me, estão desprezando Campina”.

Simbologia

Nas redes sociais, anteontem, o deputado Damião Feliciano postou uma foto com a esposa Lígia com a frase emblemática: “Despedindo da governadora, minha cara metade”.

´Mão amiga´

O senador José Maranhão (MDB) sinalizou na direção do casal Feliciano: “Sou amigo pessoal e ex-companheiro do casal. Aliás, eles começaram a vida pública como candidato a deputado federal, na legenda do PMDB. E desde essa época nós temos uma relação pessoal muito boa. Nada nos impede de conversar”.

Açodamento

Ao comentar ontem o lançamento, pelo PSDB, de Lucélio Cartaxo para governador, o deputado estadual Renato Gadelha (PSC) disse que “achei que foi de forma açodada, porque não foi um candidato das oposições. É um candidato do PV, com o apoio do PSD e do PSDB”.

Leque amplo

“Acho que deveria ter sido uma reunião mais ampla, incluindo outros partidos, como o PSC, o PP, PDT e MDB, para que houvesse uma chapa consensual, que permitisse à oposição vencer já no 1º turno”, opinou o parlamentar.

Mais à frente

Renato acrescentou que “se isso não for possível (chapa única no 1º turno), é possível que no 2º turno as oposições estejam unidas”.

Pêndulo

Renato demonstrou na ´Arapuan FM´ que o partido oscila entre uma coligação entre o PV e o MDB: “Nós temos que discutir a chapa proporcional. O PSC está aberto ao senador José Maranhão, que é um grande nome para o governo estadual, e também com Lucélio, desde que atenda à necessidade dos nossos deputados”.

Rumo ao Palácio

A deputada Daniella Ribeiro (PP) confirmou a aceitação do convite feito pelo governador para uma audiência.

O pretexto é tratar da segurança pública no Estado.

Composição

De acordo com o jornal Folha de São Paulo, a possibilidade de uma chapa que unisse Joaquim Barbosa (PSB) e Marina Silva (Rede) “segue no radar de apoiadores de ambos”.

Elo

O ex-presidente do STF (Supremo Tribunal Federal) Carlos Ayres Britto decidiu promover novo encontro entre os dois para tentar viabilizar um entendimento.

Inflexíveis

A dificuldade é que, em encontros anteriores, nenhum dos dois concordou em ser vice do outro.

Na Serra

Na sua primeira visita pública a Campina Grande na condição de pré-candidato a governador pelo PV, Lucélio Cartaxo concedeu uma entrevista a este colunista na ´Campina FM´ e visitou alguns espaços públicos na companhia do prefeito Romero Rodrigues (PSDB).

 

Afinco

“Já abracei com muita determinação essa candidatura”, enfatizou Lucélio, mencionando que o seu nome já integra o imaginário político estadual desde 2014, quando teve cerca de 500 mil votos disputando uma vaga para o Senado.

Costura

Ele disse que está buscando pavimentar a sua postulação “sem imposição” e conversando de forma individualizada com o partidos que sinalizam a intenção de se perfilar na oposição, com foi o caso do PSDC, no dia anterior (3ª feira).

Prosseguimento

O pré-candidato registrou que tenciona dar continuidade a uma aliança “que já existe e foi iniciada em 2016”.

Pilares

Lucélio assinalou que “os partidos são fundamentais” para a sua candidatura, mas ressalvou que “os contatos com a população são imprescindíveis”.

Característica

O postulante do PV afirmou que deseja comandar “um governo humanizado, próximo das pessoas”.

Cravada

Numa alfinetada indireta no governador, Lucélio disse que “não vamos prometer uma maternidade em cada cidade, como foi prometido demagogicamente”.

Descentralizar

“Vamos construir UPAs (unidades de pronto atendimento) em cidades estratégicas, e interiorizar a saúde pública”, emendou.

Sem pontes

Lucélio criticou o fato de o Estado “não conseguir fazer parcerias” com as prefeituras das duas maiores cidades do Estado (JP e CG).

“Isso é inacreditável”, grifou.

Conflito

O pré-candidato do PV também aludiu à relação tensa do governador com a UEPB: “É uma relação conflituosa, já virou uma coisa simbólica. Tem algo de errado no ar”.

Aproximação

Lucélio Cartado enfatizou ainda que a sua intenção “é estabelecer um compromisso com Campina. Queremos ter uma relação carinhosa, de respeito e compromisso. Um exemplo disso é o Maior São João do Mundo, quando o governo deveria se instalar em Campina, através da PB-Tur”.

Da boca de…

“… Aécio Neves sabe o que penso. É claro que o ideal é que não seja candidato, é evidente. Acho que ele mesmo, assim como tomou a decisão de se afastar da presidência do partido, tomará essa decisão. Vamos aguardar a decisão dele. Tenho certeza que vai tomar e se dedicar à questão processual e à defesa…” (Geraldo Alckmin, presidenciável do PSDB, sobre a conveniência de Aécio disputar as eleições deste ano em Minas Gerais).

Quase nada a declarar

Em entrevista dada ao jornal Valor Econômico (SP), Ricardo Coutinho (PSB) renovou a sua pouca empolgação com relação à especulada candidatura de Joaquim Barbosa pelo seu partido.

– Ainda não disponho de elementos para avaliar uma candidatura do ministro. Precisamos de reuniões para nos aproximar e o tempo é exíguo – declarou Ricardo.

Em tempo. Joaquim deverá se reunir hoje com a cúpula nacional socialista e os governadores da legenda.

 

Alckmin já deu ´sinal de vida´ para os ´tucanos´ paraibanos?...
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