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Arimatéa Souza

segunda-feira, 30/05/2016

Sem a toga e no batente

Pulsação no Senado

Na edição deste domingo, o jornal Folha de São Paulo publicou uma matéria sobre a situação no Senado do impeachment da presidente Dilma, na perspectiva da votação definitiva, quando serão necessários 54 votos para o seu afastamento ser consumado.

Placar

Conforme o levantamento divulgado, 42 senadores estão decididamente favoráveis ao impeachment; 20 contra e 19 indefinidos.

Estranho muro

O curioso é que nesse grupo de indefinidos existem dois paraibanos (e do PMDB do presidente Michel Temer): Raimundo Lira e José Maranhão.

Fim do silêncio

A mesma edição da ´Folha´ publica uma longa entrevista com a presidente afastada Dilma Rousseff (PT).

A seguir, algumas frases desse diálogo.

Gravações

“Eu li os três diálogos (do ex-senador Sérgio Machado com os senadores Romero Jucá e Renan Calheiros, e o ex-senador José Sarney, todos do PMDB). Eles mostram que a causa real para o meu impeachment era a tentativa de obstrução da Operação Lava Jato por parte de quem achava que, sem mudar o governo, a “sangria” continuaria. A “sangria” é uma citação literal do senador Romero Jucá.

Outra intenção

“As conversas provam o que sistematicamente falamos: jamais interferimos na Lava Jato. E aqueles que quiseram o impeachment tinham esse objetivo. Não sou eu que digo. Eles próprios dizem.

Gênese

“O que aconteceu comigo? Houve a combinação da crise econômica com uma ação política deletéria. Todas as tentativas que fizemos de enviar reformas para o Congresso foram obstaculizadas, tanto pela oposição quanto por uma parte do centro politico, este liderado pelo senhor Eduardo Cunha.

Ambientação

“Propuseram as ´pautas-bomba´, com gastos de R$ 160 bilhões. O que estava por trás disso? A criação de um ambiente de impasse, propício ao impeachment.

Reação

“Cada vez que a Lava Jato chegava perto do senhor Eduardo Cunha, ele tomava uma atitude contra o governo. A tese dele era a de que tínhamos que obstruir a Justiça.

O dono da bola

“Podem falar o que quiserem: o Eduardo Cunha é a pessoa central do governo Temer. Isso ficou claríssimo agora, com a indicação do André Moura (deputado ligado a Cunha e líder do governo Temer na Câmara). Cunha não só manda: ele é o governo Temer. E não há governo possível nos termos do Eduardo Cunha. Vão ter de se ajoelhar.

Resposta

“Nunca bati na mesa dizendo que eu sei tratar com bandido. Eu não sei tratar com bandido (respondendo a Temer, que afirmou o contrário). Eu sei tratar direitinho com movimento social. Ele, a gente respeita.

 

Meios de…

… Comunicação. “Não é possível essa concentração (da mídia). Estamos falando de regulação econômica, de restrição (à concentração), porque isso levará a uma maior democratização. É inexorável. Não é possível ter o controle oligopolista da mídia. Só isso.

Sem ´mea culpa´

“Ah, sei lá. Como é que eu vou falar (sobre erros) da situação depois?”

No bolso

Na palestra que proferiu em João Pessoa, sábado último, o juiz federal Sérgio Moro sublinhou que “hoje em dia não é necessária apenas a recuperação do produto do crime. Não basta a punição, a sanção corporal, a pena privativa de liberdade. É necessário fazer com que o crime não compense financeiramente. Isso significa a necessidade de retirar do criminoso o produto de sua atividade”.

Proporcionalidade

“Nós temos também problemas com os processos aqui no Brasil que são bastante conhecidos: a morosidade do sistema judicial. Mas, normalmente, essa lentidão é proporcional à complexidade dos casos. E crimes de grande dimensão é natural que demore mais que o comum”, enfatizou o magistrado.

Quem vem

O ministro das Cidades, deputado Bruno Araújo (PSDB-PE), confirmou a sua participação, na próxima sexta-feira, no Seminário Cidade Expressa, a ser realizado no Teatro Facisa, em Campina.

Remendo

O líder do PSDB no Senado, Cássio Cunha Lima, sugeriu ao governo federal que modifique a proposta de fixação do chamado teto fiscal, no que diz respeito aos gastos como educação e saúde.

Sinal…

O senador Raimundo Lira (PMDB-PB) protocolou na Comissão de Assuntos Econômicos do Senado o parecer sobre a indicação de Ilan Goldfajn à presidência do Banco Central.

… Verde

O parlamentar assinalou que Ilan “cumpre todos os requisitos” para que a sua indicação seja apreciada pelo colegiado, o que deverá ser verificar na próxima quarta-feira.

Sem resposta

Dias atrás, um grupo de políticos almoçou com o governador Ricardo Coutinho (PSB) numa de suas recentes viagens ao interior do Estado para inaugurações.

Ele foi perguntado sobre quem seria o seu candidato ao governo em 2018.

RC derivou – e não respondeu.

 

Tem advogado novo na praça

O ex-presidente do Supremo Tribunal Federal Joaquim Barbosa é o mais novo ilustre advogado em atuação no País.

Ele instalou um escritório em São Paulo e passou a atuar – inicialmente formulando pareceres – nas áreas penal, tributária, empresarial e constitucional.

E se tivermos uma ex-primeira dama disputando a PMCG?...

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