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Arimatéa Souza

segunda-feira, 22/02/2021

´Sai de baixo´

O ´poder da conversão´

De acordo com a revista Época, o líder do PL (ex-PR) na Câmara Federal, deputado paraibano Wellington Roberto, “era um grande crítico do governo Bolsonaro no começo do mandato”, mas ´virou a chave´.

As razões para essa conversão podem ser encontradas no Diário Oficial da União.

Descendente

Bruno Roberto, filho do deputado, foi nomeado assessor especial do presidente do Banco do Nordeste, “onde tem ascendência sobre os pedidos de empréstimos de grandes empresas e investimentos do banco na região”.

Esposa

Mais: Deborah Roberto, mulher do deputado, foi nomeada diretora de Saúde Ambiental da Funasa.

Agregado

Terceira ´canetada´: também no Ministério da Saúde, Roberto emplacou Arnaldo Medeiros na Secretaria de Vigilância em Saúde.

Vem aí

O secretário de Administração da Prefeitura de Campina Grande, Diogo Lyra, informou na Caturité FM (104.1) que a PMCG fará ainda neste semestre um novo Censo do seu funcionalismo.

“É absolutamente necessário”, grifou.

Frase…

O jornal O Globo revelou que uma frase de um dos líderes do grupo Centrão na Câmara Federal foi decisiva para a ´goleada´ – 364 votos favoráveis – em favor da manutenção na prisão do deputado Daniel Silveira (PSL-RJ).

… Capital

“Por que vamos brigar com os nossos 11 amigos (ministros do Supremo Tribunal Federal) que podem nos absolver e ficar ao lado de um cara que, se pudesse, nos cassava?”

Sinalização

A escala recente de declarações das autoridades na área de Saúde, em João Pessoa, aponta para um novo agravamento do quadro de enfrentamento à Covid-19.

Incisivo

Na última semana, o secretário de Saúde da PMJP, Fábio Rocha, defendeu a prisão para quem promove aglomerações religiosas.

Prenúncio

Noutra oportunidade, o mesmo secretário salientou que “do jeito que está indo, vamos ter que fechar a praia”.

Reforço

Neste final de semana, foi anunciada a ampliação do número de leitos de UTI para pacientes com Covid-19, e também que duas unidades de pronto atendimento (UPAs) terão atendimento exclusivo para quem estiver com Covid-19 ou sob suspeita de infecção.

Por dedução

A compilação das declarações e das providências acima demonstra um quadro preocupante.

Retrovisor

Faço estas observações porque na última campanha eleitoral foi estabelecido um debate inapropriado e insensato sobre a pandemia, com adversários discutindo quem inevitavelmente adotaria um ‘lockdown´ – a suspensão drástica das atividades profissionais e o endurecimento das regras acerca da mobilidade das pessoas.

 

Pecha

Predominantemente, o então candidato e hoje prefeito Cícero Lucena era apontado como o ´candidato do lockdown´.

Pé no chão

Racionalmente, a adoção ou não do ´lockdown´ é algo imprevisível, só adotado em situações incontornáveis e que não comporta qualquer tipo de prognóstico de natureza eleitoral.

Assim proceder, é apelação eleitoreira.

Agir

Fiz as ponderações acima para pontificar ao prefeito da Capital que não hesite em tomar providências avaliadas como inevitáveis, sob o temor de materializar as ´profecias´ de adversários da recente campanha eleitoral.

Potencializado

Se, em condições normais, não se deve ter apego com o erro, ainda mais quando se trata de saúde pública e de preservação de vidas.

Caneta

O Semanário Oficial do Município de Campina Grande publicou a nomeação de Crizane Xavier de Paula para a Coordenação do Orçamento Participativo.

Boa…

O deputado federal Damião Feliciano (PDT) teve uma significativa melhora nos últimos dias.

… Notícia

Na última sexta-feira, o auxílio da respiração mecânica foi suspenso.

Espera-se para hoje a sua saída da UTI, num hospital de São Paulo.

Sem…

No final de semana, o presidente Jair Bolsonaro voltou a semear dúvidas e preocupações no País.

… Descanso

Primeiramente, com uma frase que contém uma reprovável ilação: “Se tudo dependesse de mim, não seria este o regime (democracia)”.

Usina…

Noutro momento, numa solenidade militar, semeou – mais uma vez – instabilidade no País e no seu próprio governo.

… De crises

“Se a imprensa está preocupada com a troca (na Petrobras), na semana que vem teremos mais. O que não falta para mim é coragem de decidir pensando no bem maior da nossa nação”, afirmou o ´capitão´.

“Tubarão”

Ele foi além: “Não tenho medo de mudar não. Semana que vem vai ter mais mudança e não é mudança de bagrinho não, é tubarão”.

“Meter o dedo”

Bolsonaro arrematou com mais um aviso ruidoso: “Vamos meter o dedo no setor elétrico, que é outro problema”.

Em tempo. Especula-se que as demissões ocorrerão na equipe do ministro Paulo Guedes, da Economia.

O ex-prefeito Luciano Cartaxo vai ´quebrar o silêncio´...
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