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Arimatéa Souza

sexta-feira, 09/02/2018

Romero não engole Ruy

Distância ampliada

Apesar de ter desafiado – renovada e publicamente – o prefeito Luciano Cartaxo (PSD) a afastar os seus correligionários que atuavam na PMJP, o senador José Maranhão (MDB) verbalizou publicamente o seu desapontamento com a consumação desses atos.

– É esse o homem que quer fazer aliança com o MDB hostilizando o partido? – indagou Zé, para glosar, em seguida, o mote do foco concentradamente administrativo que Cartaxo anunciou esta semana, diante da indefinição da oposição em termos de chapas: “É bom que ele se dedique mesmo, porque até agora ele não se dedicou”.

Vagas…

O senador Raimundo Lira (MDB) declarou ontem que “com essa definição clara de que eu estou na oposição da Paraíba, com certeza o meu companheiro de chapa será o senador Cássio Cunha Lima”.

…Delineada

“A forma mais eficiente de prejudicar uma eleição minha seria colocar ao meu lado um candidato ao Senado fraco. Um candidato ao Senado fraco puxa o outro”, observou Lira, constatando que o inverso também ocorre.

Réplica

O senador Cássio (PSDB) respondeu ontem às farpas de Ricardo Coutinho (PSB), segundo as quais o ´tucano´ estaria deliberadamente estimulando o impasse dentro das oposições para tirar proveito próprio.

Indiferente

De acordo com CCL, pouco importa para ele o que RC pensa ou diz sobre as oposições.

À deriva

“O que me preocupa são os problemas que a Paraíba tem e que não estão sendo enfrentados pelo governador”, grifou.

Reconhecimento

Cássio também fez menção à sinalização favorável de Ricardo acerca do prefeito da Capital: “Ele finalmente reconhece aquilo que a oposição já vem dizendo há muito tempo”.

Ele quer falar

O ex-ministro Antonio Palocci (governos Lula e Dilma) pediu ao Tribunal Regional Federal da 4ª Região para ser interrogado novamente no âmbito da Operação Lava Jato.

Nova delação

A defesa de Palocci justificou que o petista quer “cooperar na elucidação dos fatos criminosos”.

Ultimato

A Rede Globo de Televisão, segundo o jornal Folha de São Paulo, comunicou ao apresentador Luciano Huck que ele precisa decidir – de vez e pra valer – ainda este mês se vai ou não ingressar na política partidária.

Percalços

No seu discurso de abertura do ano legislativo, ontem, a vereadora-presidente da Câmara campinense, Ivonete Ludgério (PSD), registrou que “tivemos em 2017 algumas dificuldades, principalmente de ordem econômica, mas que era de se esperar devido à crise financeira enfrentada em todo o nosso país”.

Tesoura 

“Iniciamos o último ano fazendo ajustes financeiros necessários para equilibrar as contas da Casa. Esses ajustes foram importantes para garantir, em primeiro lugar, o retorno do pagamento de nossa folha salarial dentro do mês trabalhado, assim como garantir o pagamento das nossas dívidas previdenciárias”, registrou Ivonete.

Providências

Ivonete disse aos presentes que “tivemos que organizar toda a estrutura de funcionamento da Câmara, cortando gastos desnecessários e implantando algumas mudanças”.

Na praça

A presidente informou que em sua gestão já foram lançados 19 processos licitatórios, “para garantir mais transparência com os gastos”.

Prioridade

“Mas deixo claro aqui para todos que minha principal prioridade é lançar o edital de convocação para o concurso público. Isso somente será possível no segundo semestre”, antecipou a presidente.

Na tribuna 

No seu pronunciamento anual perante o Poder Legislativo, o prefeito Romero Rodrigues (PSDB) anunciou investimentos da ordem de R$ 500 milhões para os próximos meses.

Leia trechos de seu discurso.

Pluralidade

“Talvez esta seja a maior marca de nossa administração: o fato de que governamos com todos e para todos, sem qualquer tipo de segmentação, seja por região, por condição social ou por quaisquer tipos de interesse.

Adversidades

“É possível afirmar que não tem sido uma tarefa fácil administrar uma cidade como Campina Grande nos últimos cinco anos.

Conjuntura

“Se pararmos para pensar que enfrentamos, desde 2013, ao mesmo tempo, a maior crise econômica, a maior crise hídrica e a maior crise de relacionamento político-institucional da história de nosso município, concluímos que estamos saindo da tempestade perfeita, na qual fomos levados a administrar sem dinheiro, sem água e sem apoio do governo estadual.

Impulsionamento

“E não apenas superamos esses enormes desafios como conseguimos transformar Campina Grande, nos últimos anos, em um verdadeiro oásis de crescimento e desenvolvimento, em todas as áreas sobre as quais a administração municipal tem participação ativa.

 

Muito além

“O futuro, que tem recebido de nossa administração, desde o seu primeiro dia, uma atenção muito especial. Aqui me permito uma revelação pessoal: talvez influenciado pela minha trajetória majoritariamente legislativa, onde sempre busquei desenvolver projetos e leis que tivessem grande longevidade, eu nunca governei Campina pensando nas limitações cronológicas de meus mandatos.

Atemporalidade

“Desde antes mesmo de assumir a prefeitura, eu já pensava na administração como uma espécie de período destinado ao cultivo de ações e obras que deveriam, as mais importantes, transpassar em muito o meu período à frente da Prefeitura, florescendo e dando frutos bem depois de minha passagem por esse cargo, atingindo de maneira positiva gerações que talvez nem façam ideia do impacto que o plantio que ora fazemos terá em suas vidas no futuro.

Evolução

“Campina Grande que podemos apresentar aqui hoje, sob todos os aspectos inerentes à participação do poder público na vida das pessoas e das instituições, é uma cidade muito melhor do que a que encontramos em 2013. Hoje, temos uma agenda de desenvolvimento e de prosperidade.

Legado

“Essa é a marca que queremos deixar para a nossa cidade, não de forma pontual e episódica, mas como proposta de mudança conceitual e cultural para as próximas administrações.

Curso próprio

“Creio, sinceramente, que este mandato, pela forma que escolhemos trabalhar, não cessará com a minha saída da Prefeitura e que, pelo menos nos próximos 20 anos, será possível identificar os efeitos diretos de nossa administração em todas as partes de Campina Grande.

Autonomia

“Posso hoje celebrar o fato de que nosso mandato (Romero/Enivaldo Ribeiro) tem a capacidade de extrapolar os limites definidos para sua duração porque nunca trabalhamos com políticas de governo, mas sim com políticas de Estado, as quais serão levadas a cabo independente de quem for o gestor à frente dessa prefeitura, inclusive com ferramentas eficientes de controle para que a população possa fiscalizar e garantir que os projetos sejam executados conforme planejado.

Modelar

“Espero, de coração, que mais do que um caso de sucesso, nossa experiência à frente da administração pública de Campina possa servir de exemplo e inspiração para outros contextos, principalmente neste ano em que teremos eleições estaduais.

Exequível

“É possível, sim, governar com profissionalismo, eficiência e seriedade, de maneira honesta e transparente, mas também com espírito democrático, abertura ao diálogo e respeito ao contraditório, sem autoritarismo, sem perseguição e sem negação da realidade.

Afago

“Finalmente, o meu mais escolhido agradecimento ao nosso vice-prefeito, Enivaldo Ribeiro (que não esteve presente), exemplo de homem público que reconheço e admiro, grande parceiro deste segundo mandato, que não economiza esforços para contribuir com o sucesso de nossa administração, colaborando com sua experiência, seus conselhos e, sobretudo, com sua disposição para o trabalho”.

Sem pressa

Em entrevistas nas dependências da Câmara, o prefeito Romero informou que não irá pressionar os secretários da PMCG que pretendem disputar as próximas eleições para que antecipem o seu desligamento do Executivo.

Cartaxo X Zé

Sobre a exoneração dos quadros da prefeitura pessoense de pessoas vinculadas ao senador Maranhão, Romero comentou que “é ruim falar sobre o ato dos outros, até porque não sei o que motivou ele (Cartaxo) para esse tipo de iniciativa. Perece que ele compreendeu que não conseguirão marchar juntos (Cartaxo e JM) nas eleições deste ano”.

Mesma balada

“Vou continuar no propósito de tentar unir as oposições. Se não for possível, vamos tentar trabalhar duas candidaturas. Três seria um desastre”, sublinhou.

Preservação

RR disse ainda que “vou tentar manter uma boa relação com o MDB e o PSD, independentemente do processo eleitoral”.

Descarte

Acerca da eventual participação de sua esposa Micheline numa chapa majoritária, o prefeito respondeu que “hoje não há, nesse instante, por parte de Micheline, essa pretensão”.

Imutável

O prefeito informou aos jornalistas que “qualquer que seja a decisão” do deputado Rômulo Gouveia (presidente do PSD/PB) sobre a eleição para governador, “não vou cobrá-lo acerca de seu posicionamento nem retirar a sua participação na administração municipal”.

Reprimenda pública

O prefeito campinense renovou a explicitação de seu descontentamento com a postura do presidente estadual do PSDB, Ruy Carneiro, que tem pressionado para a definição imediata da chapa oposicionista, como quer Luciano Cartaxo.

– Não posso estar monitorando Ruy nas suas atribuições partidárias. O conselho que se dá a qualquer presidente de partido é defender primeiro o seu partido. Não vou estar todo dia dizendo o que Ruy deve ou não fazer. Discordo profundamente dele – registrou (outra vez) Romero.

O PDT/PB é um ´poço´ de silêncio...

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