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Arimatéa Souza

quarta-feira, 20/02/2019

Retorno em alta temperatura

Sem açodamento

Preliminarmente, devo registrar que não me sinto habilitado para comentar o episódio que ontem envolveu o presidente da FIEP, empresário Francisco Buega Gadelha, e dirigentes do chamado ´Sistema S´ em outros estados do País, como também o presidente da CNI (Confederação Nacional da Indústria), Robson Andrade.

Se, como regra, cabe aos acusados o benefício constitucional da dúvida, isso é ainda mais recomendável com o homem público que comanda o segmento industrial paraibano há anos.

É necessário aguardar o pronunciamento do empresário e suas esperadas explicações.

Comedimento

É quase sempre desaconselhável a emissão precipitada de juízo de valor sobre acontecimentos ainda nebulosos, como também é temerário julgar ou condenar uma vida inteira por eventual deslize.

Gargalo

Ao que parece, a parte da operação policial que envolveu o presidente da FIEP diz muito mais respeito à sua condição de dirigente da CNI do que à sua gestão na Federação paraibana.

Protagonista

O que é fato notório é o engajamento vigoroso e entusiasmado de ´Buega´ abraçando grandes causas da população paraibana, especialmente a questão hídrica, com particular preocupação com o futuro e a viabilidade econômica de Campina Grande.

Resgate

Recorde-se o ´arremate´ desta coluna no último dia 15: “Filas de pedidos de CPIs…”

Barreira

Quando a ´bola rolou pra valer´ este ano na Assembleia Legislativa, na sessão ordinária de ontem, a minoritária bancada de oposição constatou que a instalação da decantada ´CPI da Cruz Vermelha´ enfrenta uma artilharia em dois planos diferentes.

Falta uma

No 1º plano, a necessária 12ª assinatura de subscrição do pedido – número mínimo exigido pelo regimento interno da ALPB – virou um desafio quase intransponível, diante do não endosso dos deputados Felipe Leitão (DEM), Manoel Ludgério (PSD) e (provavelmente) Caio Roberto (PR).

Fila

Por outro lado, foram protocolados quatro pedidos de criação de CPIs por parte da bancada governista: sobre obras inacabadas, feminicídio, homofobia e ´indústria de multas´.

Rito

As normas internas da ALPB proíbem a instalação simultânea de mais de três CPIs.

Conforme a ordem cronológica, os pedidos de CPI que ultrapassam o ´teto´ de três ficam ´na fila´, à espera da conclusão de uma delas.

Gravidade

“A Paraíba precisa saber a verdade sobre as operações da Cruz Vermelha no Estado. Se não fosse tão grave, os deputados da base do governo não teriam apresentado quatro CPIs na Assembleia para impedir a instalação de uma Comissão que investigaria essa organização social. Tem muita coisa que ainda precisa ser esclarecida”, registrou a deputada Camila Toscano (PSDB).

Não pode declinar

Ao ocupar a tribuna, o deputado Raniery Paulino (MDB), líder do bloco oposicionista, ponderou que o Legislativo não poderia abrir mão de apurar as denúncias que envolvem a Cruz Vermelha – e resvalam para as três unidades de saúde do estado que ela administra – por duas razões fundamentais.

Razões para…

Primeiramente, ainda conforme o emedebista, compete aos parlamentares analisar e votar a prestação de contas do Executivo.

… Apuração

Em segundo plano, comprovada a lisura dos atos do Estado com relação à gestão das citadas unidades hospitalares, o Legislativo emitiria um atestado público de idoneidade aos denunciados nacionalmente.

Passar a limpo

“Eles (governo) estão incomodados com isso porque sabem o que fizeram no ´verão passado´. É importante que o governo, especialmente os gestores responsáveis por terem trazido as Organizações Sociais para a Paraíba, mostrem suas versões”, discursou o líder.

Respeito

“Não há juízo prévio, não haverá hostilidades porque eu não ajo dessa forma. O ex-governador Ricardo Coutinho, quando for convocado, terá tratamento respeitoso, como tem que ser assim com os seus secretários citados na Operação Calvário”, garantiu Paulino.

Senha

O deputado do MDB avisou que mais grave do que a terceirização dos serviços de saúde na Paraíba é o mesmo procedimento com relação à manutenção da rede estadual de ensino.

´Pintado para…

“Nós vamos fazer o embate. O ruim é que toda ação provoca uma reação. Talvez nós desenterraremos alguns fatos que, talvez, não sejam um tanto quanto agradáveis para algumas figuras políticas. É aquela velha história: retribuiremos os ataques”, avisou o deputado Hervázio Bezerra (PSB).

… A guerra´

Ele emendou: “Em uma luta como essa, um embate como esse, é lamentável, mas ‘vale tudo’.”

Incapacidade

Quando foi à tribuna, o deputado Ricardo Barbosa (PSB), líder do Governo na ALPB, afirmou que os oposicionistas “são os únicos responsáveis” pela não instalação da CPI proposta, “por não terem o número mínimo de assinaturas”.

“Não há manobras nem mecanismos subalternos de impedimento”, emendou.

No ataque

Posteriormente, foi a vez de a deputada Cida Ramos (PSB) ocupar a tribuna da ALPB: “Este plenário precisa ser um palco da verdade”, verbalizou inicialmente, acrescentando que “malas com dinheiro não são coisas do PSB. Quem entende de malas de dinheiro e de fazer uso da coisa pública para beneficiamento pessoal não é o PSB”.

Ilações

Ainda conforme a socialista, “o que se fez aqui foram insinuações de baixo nível. O PSB não vai se arrastar com vocês (oposição) para a lama”.

´Você decide´

Já na parte final da sessão, Raniery retornou à tribuna e apelou a Cida para que “não seja agressiva comigo, porque te quero bem”.

Resposta imediata da deputada: “Eu não sou agressiva. Mas não levo para casa coisas que eu tenho certeza de que não são verdadeiras. Quem vai determinar o tom é Vossa Excelência”.

Do jeito que vai, está difícil Bolsonaro ´comer a pamonha do São João´...

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